Nº 125 • AGO/SET/08 |
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AFINAL, O QUE É Até agora, neste novo século, a principal questão é saber como as empresas são dirigidas. Praticamente fora da tela do radar na década passada, as práticas de governança agora geram uma ampla gama de opiniões de cada grupo de partes interessadas, além de muitas recomendações de melhorias – de investidores, legisladores, autoridades reguladoras, estudiosos, consultores e até do público. A GOVERNANÇA É IMPORTANTE PARA O CIDADÃO COMUM? Em nossas vivências empresariais e acadêmicas, não tem sido exatamente simples explicar, quando nos perguntam ou quando temos que desenvolver, por força de ofício, o conceito de governança corporativa. Afinal, existem várias definições para essa expressão tanto nos centros de ensino e pesquisa quanto nos mercados financeiros e de capitais. por Mônica Mansur Brandão Ainda não se conseguiu produzir uma definição que magnetize a mente das pessoas ao ponto de eclipsar as demais, e isso também é típico de conceitos como firma (existem várias teorias que explicam o que ela é) e estratégia (idem), constructos que exigem o estudo de várias correntes de pensamento para que a pessoa possa ter uma idéia do que foi criado e consensado ou não a respeito do assunto. Governança corporativa também é um constructo.
A AFIRMAÇÃO DO
NOVO MERCADO Num concorrido almoço realizado no último dia 25 de julho, a BM&F Bovespa celebrou a adesão de 100 empresas ao chamado Novo Mercado. Lançado em dezembro de 2000, constitui-se num esforço coletivo de diferentes segmentos do mercado, sob a liderança da Bovespa e com o apoio integral da CVM. por Roberto Teixeira da CostaÀ época, ouviam-se vozes defendendo que a mão do governo se fizesse presente no mercado, tornando compulsória a conversão de ações preferenciais sem direito a voto em ações ordinárias. Argumentavam que a existência de dois tipos de acionistas criava uma situação de desequilibro na relação da governança, ficando os preferencialistas marginalizados do processo de transferência de controle. ENTRE A APARÊNCIA E As incertezas que este período de crise financeira e desaceleração da economia mundial lançam para investidores do mundo inteiro impõem uma indagação: afinal, o que é necessário para restaurar a confiança dos que aplicam recursos em negócios alheios? Nesta hora, saber aproveitar o refluxo do movimento dos investidores para responder adequadamente a essa questão e construir as bases de um novo modelo de gestão é a chave para garantir a expansão. por Arleu Aloísio Anhalt O grande desafio para a empresa que pretende acessar recursos de terceiros, em particular nas Bolsas de Valores, é saber com precisão como é vista pelo mercado, identificar pontos fortes e fracos e definir a estratégia adequada para a construção de mecanismos capazes de aumentar a segurança sobre suas atividades. REVOLUÇÃO DO
VALOR DA MARCA: ONTEM, HOJE E AMANHÃ O presente estudo traz um pouco da (R)evolução do Valor da Marca. ONTEM: somente para saber quanto valia para fins de registro em balanços patrimoniais em operações de Fusões e Aquisições; HOJE: como uma ferramenta que suporta o processo de gestão da empresa (suportando a definição de métricas para os Gestores - Scorecards e métricas para determinação do Retorno Sobre Investimento de Comunicação) e; AMANHÃ: minimizando os gaps entre Valor de Mercado da empresa e Valor Real do negocio através do entendimento da percepção dos investidores e do papel da reputação corporativa na geração de valor do acionista. por Eduardo Tomiya A REALIDADE ATUAL DOS FUNDOS DE AÇÕES ATRELADOS À SUSTENTABILIDADE & GOVERNANÇA Vamos abordar a situação atual dos fundos S&RI (Sustainability and Responsible Investing), que neste artigo significam todos os fundos atrelados à sustentabilidade e governança corporativa. por Roberto Gonzalez Em junho de 2008, o total da indústria de fundos S&RI totalizava 28 fundos de 9 grupos financeiros, com o total de patrimônio na ordem de R$ 2 bilhões, valor significativo visto que vivemos um momento adverso no nosso mercado de capitais, mais por influência externa do que interna. Esse montante representa ainda apenas 0,15% do total da indústria de fundos no Brasil. E acredito que aumentará sua participação ao longo do tempo. RESPONSABILIDADE SOCIAL E PARCERIAS COM O TERCEIRO SETOR: INTEGRAÇÃO ESTRATÉGICA OU MARKETING?
por Nathalie Nunes Multiplicaram-se as iniciativas internacionais para promover a responsabilidade social empresarial (RSE) e as parcerias com governos, organizações não-governamentais (ONGs) e as Nações Unidas. Várias estruturas já existem no Brasil, para facilitar essas relações, como o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE). EVIDENCIAÇÃO E TRANSPARÊNCIA:
A ADESÃO DE EMPRESAS LATINO-AMERICANAS AOS PRINCÍPIOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DA OECD A governança corporativa pode ser definida como um conjunto de mecanismos cujo objetivo é de amenizar os problemas de agência. No intuito de convergir esses mecanismos para um modelo aceito internacionalmente, a OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) criou uma lista com seus Princípios de Governança Corporativa. A partir de então, foram promovidos encontros regionais objetivando a adaptação desses princípios à realidade sócio-econômica de determinadas regiões do planeta e uma dessas regiões foi a América Latina. por Carlos Henrique Kitagawa e co-autoria de Maisa de Souza Ribeiro SUL AMÉRICA S/A
TRADIÇÃO EM SEGUROS Marca de seguros mais conhecida no país e no imaginário da população, a tradicional companhia Sul América tem 112 anos de história, é a segunda maior no ranking e a primeira entre as independentes, mas ainda é uma jovem no mercado de capitais. por Marion Monteiro Depois de fazer o seu IPO em outubro do ano passado, suas ações vêm passando sem sustos pelas turbulências do mercado e a área de RI já vê potenciais investidores em locais tão longínquos como Hong Kong e Singapura, mais voltados para os títulos de dívida de países emergentes e ainda tímidos quando se fala em renda variável.
ENTIDADES DO MERCADO ANALISAM OS OITO ANOS DO NOVO MERCADO Representantes das principais entidades do mercado de capitais brasileiro estiveram reunidos, no dia 30 de julho de 2008, para debater a evolução do Novo Mercado no seminário “Repensando o Novo Mercado” promovido pelo IBEF São Paulo. O evento analisou sugestões para aprimorar o regulamento desse segmento de listagem que é oferecido pela Bolsa desde o ano 2000. por Jennifer Almeida Acompanhe a entrevista com Luiz Henrique Valverde, diretor vice-presidente executivo do IBRI, que realizou na ocasião palestra sobre a visão do profissional de Relações com Investidores.
GUIA IMF COMPANHIAS ABERTAS Com o aquecimento do mercado de capitais, o número de investidores pessoa física na Bolsa não para de crescer. E, para evitar "tropeços", antes de investir é preciso conhecer bem o mercado de ações. Para auxiliar os investidores, a IMF Editora está lançando a edição 2008/2009 do Guia IMF Companhias Abertas, que reúne dados e informações sobre 420 companhias negociadas na Bovespa e sobre as principais entidades, associações, corretoras e agentes que atuam no mercado de capitais brasileiro. A publicação destaca ainda o perfil completo ("fact sheet") das 70 principais empresas listadas, incluindo as que compõem o Índice IBovespa. OS INVESTIDORES E
A AUDITORIA DE RI Segundo os dados da Bovespa, ao lado dos investidores institucionais – do Brasil e do exterior – existem hoje mais de 500 mil pessoas físicas que são acionistas diretas das empresas cotadas em Bolsa. por Mario Ernesto Humberg Grande parte destes investidores passou a aplicar parte de seus recursos em ações em anos recentes, como decorrência do excelente trabalho de popularização realizado pelas últimas gestões da Bolsa, somado à atuação de corretores e homebrokers e à divulgação da mídia. |
