BRANDING &
CELEBRIDADES Em muitos casos o valor de uma marca é um dos ativos mais valiosos da empresa. É indiscutível a importância da marca nos segmentos de bens de consumo, luxo, moda, bancos de varejo, empresas de comunicação... Enfim, em quase tudo que envolve a disseminação de um conceito para o público externo composto de consumidores/clientes. por EDUARDO TOMIYA
NEYMAR STOCK INDEX
O PODER DO CRAQUE NO MERCADO DE AÇÕES O poder e a força da imagem do craque Neymar, considerado hoje um dos melhores jogadores de futebol do mundo, já foram captadas por investidores do mercado acionário. Em 2011, o "Neymar Stock Index (NSI)", índice composto por ações das empresas que patrocinam o jogador e seu clube, o Santos, acumulou uma rentabilidade de 9,4%, em dólares. por LÚCIA REBOUÇAS AÇÕES: AS ÚLTIMAS
SERÃO AS PRIMEIRAS Se alguém lhe aconselhasse a investir em uma ação que caiu 70%, 80% ou 95% em um ano, você investiria? E naquelas ações que subiram 900%, 1.200%, 2.500%, nesse mesmo intervalo de tempo? Provavelmente, a primeira resposta seria não. Mas, estudos comprovam que as duas estratégias tendem a resultar em grandes ganhos aos investidores. por CLODOIR VIEIRA Ao avaliarmos o comportamento das 80 ações mais líquidas da Bolsa nos últimos quinze anos, a conclusão que podemos chegar é que comprar as maiores quedas e as maiores altas de um ano para outro é um grande negócio. A teoria é comprovada pelo recente levantamento realizado pelo departamento de análise da Corretora Souza Barros. Na pesquisa, partimos da seguinte premissa: e se todos os anos, o investidor comprar as dez ações que registraram as maiores quedas no ano anterior? Os resultados surpreendem. Se um investidor que tivesse R$ 10 mil nas mãos para investir em ações no início de 1997, decidisse comprar os piores desempenhos de 1996 e seguisse essa estratégia ano a ano, sua carteira ao final de 2011 corresponderia a um valor de R$ 550.672,33. Caso ele tivesse retirado seu dinheiro ao final de 2010, o total do resgate seria de R$ 733.266,05. A GOVERNANÇA SOB
DILMA ROUSSEFF Vencido o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, já podemos registrar um conjunto de percepções consistentes acerca desse período. Ao mesmo tempo, antes de escrever estas breves considerações, e
de emitir minha opinião pessoal, tive o cuidado de pesquisar distintas e opostas percepções sobre os primeiros meses do novo governo, buscando uma abordagem equilibrada, tanto quanto possível, que reflita distintas tendências de pensamento; eventualmente, opostas.
BANCO DE DADOS PRESERVA
MEMÓRIA DA CORRUPÇÃO Infelizmente a corrupção no Brasil ainda é comparável a uma doença que, mesmo sendo descoberta e diagnosticada, dificilmente recebe tratamento adequado. Estudo realizado pela ONG Transparência Internacional mostra que em uma escala de zero a dez a nota do Brasil foi 3,7, o que coloca o Brasil entre os países vistos como muito corruptos do mundo. por LÚCIA REBOUÇAS MERCADO GLOBAL
DE HEDGE FUNDS O primeiro fundo multimercado brasileiro que investe principalmente em hedge funds no exterior já está disponível aos investidores: a Financial Risk Management (FRM), gestora inglesa especialista em investimentos em hedge funds, firmou uma parceria estratégica com a Itajubá International para proporcionar a investidores institucionais no Brasil o acesso ao mercado global de hedge funds. por ANA BORGES Não há dúvidas de que o Brasil é a bola da vez e os investidores estrangeiros estão de olho no mercado local. A teoria é cada vez mais comprovada pelo aumento da oferta de produtos no mercado brasileiro. O mais recente é o FRM Global Hedge FIM IE, fundo multimercado local que irá investir a maior parte dos recursos no Fundo Principia TR-S 40 Ltd., gerido pela FRM e domiciliado no exterior, que contêm mais de 30 CTAs e hedge funds internacionais. As cotas começaram a ser disponibilizadas no fim de janeiro último e o primeiro aporte foi realizado por um Family Office, no valor de R$ 7 milhões. A expectativa da Itajubá e da FRM é de captar R$ 500 milhões nos próximos cinco anos, com foco inicial em family offices. "Há um interesse muito grande desse tipo de investidor, que tem buscado ampliar as alternativas de investimento. Já a demanda por parte dos fundos de pensão deve ficar para um segundo momento, quando o fundo tiver um histórico. A curva é ascendente", explica Leonardo Camozzato, sócio da Itajubá Investimentos. Fundada em 2007, a Itajubá já captou ou obteve compromissos de investimento em volume superior a R$ 1 bilhão, oriundos de mais de trinta Investidores Institucionais. CODIM DIVULGA ORIENTAÇÃO
PARA PERÍODO DE SILÊNCIO Comitê sugere que habitualidade seja praticada pelas empresas e destaca sugestões para evitar penalizações da Comissão de Valores Mobiliários. por JENNIFER ALMEIDA O CODIM (Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado) divulgou, durante coletiva de imprensa, no dia 11 de janeiro de 2012, em São Paulo, o Pronunciamento de Orientação n° 11 sobre Período de Silêncio em Ofertas Públicas de Distribuição de Valores Mobiliários – Manifestação na Mídia. O tema foi apresentado pelos relatores Carlos Alberto Rebello Sobrinho, Diretor de Regulação de Emissores da BM&FBOVESPA (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) e João Carlos Gonçalves Silva, Membro do Comitê de Finanças Corporativas da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Geraldo Soares, Coordenador do Comitê pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e Vice-Presidente do Conselho do Instituto também participou da Coletiva de Imprensa. "O Período de Silêncio causa preocupação nas empresas, pois as janelas de investimento abrem e fecham. A pena da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por conta da divulgação de informações inadequadas é suspensão da análise da operação", enfatizou Carlos Alberto Rebello Sobrinho. PERÍODO DE SILÊNCIO
A TÊNUE FRONTEIRA ENTRE INFORMAÇÃO E PERSUASÃO “O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar, tem de ficar no silêncio”. Esta citação, do filósofo Ludwig Wittgenstein, pode ser muito bem empregada para traçar um paralelo entre a restrição legal e o dever ético, e se aplica perfeitamente à questão do “Período de Silêncio” para companhias abertas, assunto que levou a mais recente recomendação do CODIM - Comitê de Divulgação do Mercado de Capitais. A filosofia de Wittgenstein, principalmente no seu único livro publicado, “Tractatus Logico-Philosophicus”, procura trazer uma reflexão sobre ética, lógica e linguagem que impulsionou o movimento chamado de filosofia da linguagem comum. O debate sobre o Período de Silêncio não é algo novo, tampouco assunto que tende ao senso comum. E nele, pode-se discutir o problema do conceito de informação/persuasão, além de identificar, na prática, eventuais exageros, seja por parte do órgão regulador ou de assessores, que acabam por recomendar a “proibição” de praticamente toda comunicação durante o período que precede uma oferta pública de títulos. Nesse sentido, é louvável o posicionamento do CODIM, por meio do Pronunciamento de Orientação nº 11, em emitir um Parecer de Orientação sobre Períodos de Silêncio em ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários. Tal parecer poderá trazer uma luz às companhias que vêem o período de silêncio como um obscuro espaço de tempo onde nada deve ser comunicado, inclusive, muitas vezes, prejudicando-as comercialmente, já que algumas chegam a restringir até mesmo a veiculação de anúncios publicitários. COMUNICAÇÃO & CREDIBILIDADE
NAS RELAÇÕES COM INVESTIDORES A comunicação verbal é uma arte que quando bem trabalhada traz grandes benefícios no relacionamento entre os profissionais de RI e seus stakeholders (públicos estratégicos). "Não minta, nem invente. Não saber e "chutar" é o pior dos cenários. Fale não sei e verifique a informação", alertou Geraldo Soares, Vice-Presidente do Conselho de Administração do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e Superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, durante o Seminário "Comunicação Verbal Estratégica no Mercado de Capitais". O evento foi promovido pelo IBRI em parceria com a FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), na sede da Fundação. por JENNIFER ALMEIDAO seminário faz parte das atividades oferecidas pelo MBA Finanças, Comunicação e Relação com Investidores, oferecido pelos parceiros, desde 2001, e marcou também a abertura de inscrições para a 13ª turma. "O curso é interdisciplinar e engloba as áreas de finanças, comunicação, melhores práticas e legislação", destacou o Coordenador do MBA, Prof. Dr. Renê Coppe Pimentel. Desde o início da primeira turma, há 12 anos, a participação do IBRI tem agregado dinâmica ao curso, como ressaltou o Prof. Dr. Iran Siqueira Lima, Diretor-Presidente da FIPECAFI. SUSTENTABILIDADE:
RELATE OU EXPLIQUE! Em 2012, a BM&FBOVESPA passou a recomendar que as empresas publiquem Relatório de Sustentabilidade ou expliquem por que não o fazem. A medida visa a estimular as companhias listadas a divulgar informações relacionadas às dimensões social, ambiental e de governança corporativa, ampliando a transparência para os investidores. As companhias devem indicar, no Formulário de Referência (item 7.8 - "Descrição das relações de longo prazo relevantes da companhia que não figurem em outra parte deste formulário"), se publicam Relatório de Sustentabilidade ou documento similar e onde está disponível. Em caso negativo, devem explicar por que não o fazem. A Bolsa acredita que a medida, intitulada "Relate ou Explique", permitirá uma adesão progressiva das companhias à prática de reportar para os investidores informações e resultados relacionados às dimensões social, ambiental e de governança corporativa. O objetivo é disponibilizar ao público este banco de dados relacionado à Sustentabilidade das empresas brasileiras de capital aberto na "Rio+20", a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de julho deste ano. Vinte anos depois da histórica Conferência do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, o evento deste ano terá como um dos temas principais a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. Para facilitar a adoção da medida por parte de empresas não familiarizadas com o assunto, a BM&FBOVESPA promoveu, nos dias 17, 19 e 20/01, workshops de capacitação para produção de relatórios de sustentabilidade. Os encontros foram organizados em parceria com a Global Reporting Initiative (GRI) - organização não governamental, com sede em Amsterdã, Holanda -, responsável pelas diretrizes mais utilizadas internacionalmente para a elaboração destes relatórios. A própria Bovespa, em 2010, tornou-se a segunda Bolsa do mundo e a primeira das Américas a adotar o modelo GRI em seu relatório anual. Ao recomendar o "Relate ou Explique", a Bolsa brasileira contribui para reforçar um movimento crescente no mercado de capitais internacional. A publicação de relatórios de sustentabilidade ou similares por empresas de capital aberto foi adotada como critério de listagem, em 2010, pela Bolsa de Johanesburgo, na África do Sul. É também obrigatória para companhias listadas na França e na Dinamarca e para empresas de controle estatal na Suécia. Além disso, a Comunidade Europeia estuda essa regulamentação para colocá-la em prática por todos os Estados membros em 2012. AS PESSOAS FÍSICAS NO:
MERCADO DE AÇÕES Quais os diferenciais no relacionamento das empresas com investidores institucionais e com investidores individuais? As principais diferenças entre os investidores institucionais e pessoas físicas é o foco, enquanto os analistas estão mais preocupados com os números, para que se chegue no valor da empresa, os minoritários estão atrás de empresas que sejam sustentáveis, trabalhem com transparência e tenham nível satisfatório de Governança Corporativa. |
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Nº 160 • FEV 12 |
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