EMPRESAS SEM DONO
VANTAGENS E DESAFIOS DAS CORPORATIONS A maior parte das empresas brasileiras listadas em Bolsa tem controle definido. Mas, nos últimos anos, essa realidade vem mudando com o aumento do número de companhias passando para a categoria de controle disperso. Comuns nos Estados Unidos e no Reino Unido, as empresas de capital pulverizado, também conhecidas como “corporations”, representam no Brasil, apenas cerca de 3% das companhias listadas. por ISABELLA ABREU Por aqui, a varejista Renner inaugurou o conceito de controle difuso em 2005, quando a controladora J.C. Penney vendeu de forma pulverizada suas ações no mercado. Com a obrigatoriedade da existência de apenas ações ordinárias (ON) no Novo Mercado, a emissão de novas ações diluiu a participação dos controladores, o que aumentou o número de companhias com capital pulverizado. Atualmente, entre as empresas que se enquadram nessa forma de organização societária estão: BM&FBovespa, BR Malls, Embraer, Gafisa, Hering, PDG Realty e Valid Soluções. Com mais corporations no mercado, aumenta também os assuntos relacionados a este tipo de empresa. Um dos grandes desafios desse crescimento é fazer o legislador absorver essa nova realidade, já que a forma de avaliar e tratar companhias de controle pulverizado é diferente, em sua essência, da forma de avaliação e tratamento de companhia com controlador definido. Diante disso, a diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Ana Novaes, já declarou que a autarquia se prepara para ter que atuar nos próximos anos em mais questões envolvendo a governança dessas empresas.
A FORÇA DA INDÚSTRIA
DE PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) em parceria com a consultoria KPMG revela a evolução rápida e sustentável do setor de participações brasileiro. Os dados, que foram apresentados durante o Congresso ABVCAP 2013, realizado nos dias 15 e 16 de abril, apontam que o capital comprometido para os fundos de Private Equity e Venture Capital (PE&VC), em 2012, foi de R$ 83 bilhões. por ISABELLA ABREU
RELATÓRIO INTEGRADO:
O FUTURO DO RELATO Há alguns anos, o Global Reporting Initiative (GRI) começou a discutir que um dos fatores que poderiam contribuir para o aperfeiçoamento dos relatórios anuais era integrar as demonstrações contábeis com as informações socioambientais. Esse debate culminou na criação do Conselho Internacional para Relatórios Integrados em 2010. por ROBERTO GONZALEZ
SOBRE REUNIÕES PRIVADAS COM
INVESTIDORES & REDES SOCIAIS Para investidores que pretendem adquirir uma participação significativa em determinada companhia, minutos que sejam da agenda do presidente ou de um diretor do alto escalão dessa empresa podem valer milhões. por ISABELLA ABREU
GOVERNANÇA CORPORATIVA: COMO
REPRESENTAR ESSA IDÉIA EM UMA IMAGEM? O movimento pela Governança Corporativa surgiu nos Estados Unidos, em meados da década de oitenta, expandindo-se com força na década seguinte. Conforme observa Rolf H. Carlsson, no livro: “Ownership and value creation: strategic corporate governance in the new economy” (2001), o termo Governança Corporativa, ou melhor, Corporate Governance, passou a ser empregado, desde então, corriqueiramente nas comunidades de negócios e financeiras e junto ao grande público. Como tantas outras novas ideias, tendências e modismos, a Governança teria surgido na Califórnia, tornando-se, a partir desse estado, um fenômeno norte-americano e, posteriormente, global, já em meados dos anos noventa. por MÔNICA MANSUR BRANDÃO
MBS VALUE PARTNERS
ABRE ESCRITÓRIO NO BRASIL Em março último, a MBS Value Partners (MBS), empresa norte-americana focada em advisory - que presta consultoria em comunicação financeira, relações com investidores e mercado de capitais, anunciou a abertura de seu escritório em São Paulo. Quem está à frente do negócio é a executiva brasileira Fabiane Goldstein - com quase 20 anos de experiência no mercado financeiro e especialista em comunicação corporativa e financeira, ela destaca: ”Aliamos a experiência e a reputação de uma consultoria internacional de RI com a atenção de sócios de uma consultoria boutique”. por MARION MONTEIRO Sediada em Nova Iorque, a MBS Value Partners já opera há quase sete anos no Brasil, até então sem operação física, atendendo companhias abertas brasileiras líderes de mercado nos setores de varejo e consumo, energia, construção civil, entre outros. METODOLOGIAS DE
AVALIAÇÃO DE MARCA A avaliação de marca tem sido bastante utilizada para a quantificação financeira deste ativo em casos de Fusão e Aquisição, principalmente quando existe a necessidade de se registrar o valor econômico-financeiro deste ativo para justificar uma alocação do valor do goodwill da aquisição (PPA - Purchase Price Allocation). por EDUARDO TOMIYA Para este reconhecimento, a norma internacional IAS 38 caracteriza o reconhecimento de um ativo deve atender a dois requisitos basicamente: 1) Definição do ativo intangível; e 2) Critério de reconhecimento. Um ativo é identificável quando: é separável, isto é, capaz de ser separado ou dividido da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, tanto individualmente como junto de um contrato; e é sustentado por um contrato ou outras formas de proteção legal. E neste sentido, a identificação de uma marca como ativo muitas vezes não é o mais complicado do processo, pois parte de conceitos muito básicos no negócio. Porém, muitas vezes o difícil é encontrar uma metodologia que forneça uma referência primária para a avaliação. O artigo aqui traz uma discussão sobre as metodologias de avaliação de marcas existentes e suas vantagens e se podem (ou não) serem usadas como referências primárias ao processo. CONCLAVES
O último dia 30 de abril, marcou o fim do prazo para os brasileiros acertarem suas contas com o imposto de renda. Mas, além do temido encontro com o Leão, a data também representa outro marco importante: o fim de mais uma temporada de assembleias nas empresas brasileiras. É fato que apenas uma minoria de brasileiros se preocupa com o segundo fato, mas talvez seja aqui que resida a novidade: isso está começando a mudar. por AMEC A assembleia é - ou deveria ser - o momento mais importante na vida de uma companhia aberta. É quando a administração submete seus resultados aos acionistas, e quando estes votam sobre as questões importantes que definirão o futuro da sociedade. Mas, não é preciso ser um ativista para saber que na prática as coisas são bem diferentes no Brasil. Até poucos anos atrás, a maior parte de nossas assembleias ainda consistia em pouco mais que um “teatrinho” onde uma meia dúzia de advogados senta para tomar um café e repassar decisões já previamente tomadas com o intuito de cumprir a ordem do dia. DIVIDENDOS, ALTERAÇÃO
DA LEI DAS S/A E RTT A Lei nº 11.638/07 alterou dispositivos da Lei nº 6.404/76, a Lei das S/A, relacionados à parte contábil. Seu objetivo foi modernizar e adaptar as normas brasileiras àquelas vigentes em outros países, conhecidas como IFRS - International Financial Reporting Standards. A promulgação dessa Lei trouxe dúvidas iniciais quanto a eventuais efeitos tributários. Por isso, foi editada a MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09. Ela criou o Regime Tributário de Transição - RTT, com o qual se almejava assegurar a neutralidade tributária das mudanças contábeis. Em síntese, para a apuração dos tributos, as novas normas contábeis seriam irrelevantes e aquelas existentes em 2007 continuariam a ser utilizadas. por JIMIR DONIAK JR. Ainda assim, o tema da relação entre as novas normas contábeis e a apuração de tributos continua a suscitar debates. Um ponto específico que começou a gerar certa inquietude entre as empresas refere-se à isenção tributária dos lucros e dividendos distribuídos.
ETFs: AS FINANÇAS
MODERNAS NA PRÁTICA Como definir o preço de uma empresa ou a ação desta empresa? John Burr Williams se debruçou sobre esta questão e foi um dos primeiros financistas a afirmar que o valor de uma empresa deriva do seu fluxo de caixa futuro descontado a uma dada taxa de juros. Se o valor presente dos fluxos de caixa futuros fosse maior do que o preço de mercado, um investidor racional deveria comprar esta empresa acreditando que logo os outros investidores (o mercado) perceberiam esta distorção e o preço iria subir, gerando lucro. Caso o preço fosse maior que o valor presente dos fluxos, o investidor racional deveria vender a empresa. por JURANDIR SELL MACEDO A partir dessa ideia se desenvolveu toda a análise fundamentalista de empresas. Esta escola se contrapunha às análises gráficas, que acreditam que o preço era apenas uma relação entre oferta e procura e que a melhor forma de saber o momento de comprar ou vender uma empresa é analisando os preços passados expressos nos gráficos de negociação das ações. CONHEÇA O PROGRAMA PRELIMINAR DO
15º ENCONTRO NACIONAL DE RI O 15º Encontro Nacional de RI e Mercado de Capitais será realizado pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e pela ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas), nos dias 3 e 4 de julho de 2013, e conta com a presença de renomados profissionais que compartilharão suas experiências e as novidades do mercado de capitais.
CORRUPÇÃO E SUBORNO NO CENÁRIO
DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL A política expansionista no Brasil vive um momento único. Segundo dados recentes do BNDES, o país deve investir aproximadamente R$ 1,8 trilhão em diversos setores, com destaque para indústria, que deverá receber grande parte desses investimentos e arcar com a missão de impulsionar a economia nacional. por LUIZ FIOREOs valores são relevantes e estimulados pelo desenvolvimento tecnológico, infraestrutura e aumento da procura de multinacionais para investimento no Brasil. Mas na carona deste cenário e dos vultosos valores envolvidos, está um mal que nos acompanha há anos e emperra o crescimento das empresas: a corrupção e o suborno. |
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Nº 173 • MAI 13 |
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