GESTÃO DE RISCO: Os investidores profissionais fazem um esforço intelectual para compreender o risco tanto quanto para compreender as empresas que incluem em suas carteiras. A administração do risco é uma parte integrante da administração de um processo de investimento. De fato, a modelagem de gestão de risco é um processo altamente sofisticado, freqüentemente bem quantitativo, que existe há muito tempo. A equação risco/prêmio tem seu impacto dividido uniformemente nos retornos dos investimentos. DEZ ANOS DO PRÊMIO ABRASCA MELHOR RELATÓRIO ANUAL O Prêmio Abrasca de Melhor Relatório Anual comemorou, no dia 16/10/2008, sua décima edição com o registro de alguns recordes, com destaque para o número de empresas inscritas – todas por sua livre iniciativa – e para o nível da pontuação alcançado pelo conjunto das concorrentes. por Lélio Lauretti Tivemos 94 relatórios inscritos nas 5 categorias em que se divide, a partir de agora, o Prêmio: empresas abertas com mais de R$ 1 bilhão de faturamento líquido em 2007, com menos de R$ 1 bilhão, empresas fechadas, com a mesma divisão quanto ao faturamento, e, como estreantes, as organizações não empresariais – uma categoria totalmente nova, na qual se inscreveram 10 entidades de várias naturezas, como fundações, clubes, associações, etc. GESTÃO DE RISCO & ADMINISTRAÇÃO DE CRISE
FERRAMENTAS ESSENCIAIS PARA EMPRESAS E INVESTIDORES Em tempos de volatilidade é impossível não correr riscos. Gerenciar as possibilidades de desvios das expectativas torna-se, no entanto, essencial para reduzir as perdas. A crise atual do mercado é baseada na falta de credibilidade, que gera incerteza e o aumento de risco. Por Ana Borges A solução para a crise vai demorar, mas é possível reduzir suas conseqüências e, para isso, há uma ferramenta: Gestão de Risco. “É preciso saber que credibilidade não se perde nem se cria da noite para o dia. Vai demorar a ser recuperada”, afirma José Augusto Savasini, sócio-diretor da Rosemberg & Associados. A primeira regra para a construção da credibilidade é estar acessível ao investidor nos bons e nos maus momentos. “Nas situações mais delicadas é que a credibilidade é testada e reforçada. Por isso precisamos ser o mais transparente possível”, explica o superintendente de RI da Usiminas, Bruno Fusaro. Ele lembra que, com o pânico generalizado, o investidor está pouco propenso a prestar atenção aos fundamentos e, é nesse sentido que o papel do profissional de Relações com Investidores ganha peso. O BRANDING EM UMA ECONOMIA ADOLESCENTE QUE PRECISA CONSTRUIR UMA IMAGEM… O presente artigo mostra a leitura da crise sobre a perspectiva que temos um problema sério de imagem. E esta imagem é excelente no Brasil - vemos uma pesquisa que mostra que o investidor individual brasileiro possui uma boa maturidade e também entende a força das marcas brasileiras. Porém, definitivamente precisamos de um esforço para que mundialmente estas empresas sejam conhecidas, pois como mencionamos, temos uma economia jovem (somos um adolescente), porém definitivamente um adolescente que até meados deste século seremos a quinta maior economia do mundo. por Eduardo Tomiya Quais são os atributos mais importantes na escolha de um papel? Em uma pesquisa realizada pela BrandAnalytics e Millward Brown em início de Agosto de 2008, foram quantificadas junto aos investidores individuais brasileiros sobre quais eram os atributos mais importantes na compra de um papel. Os resultados são ilustrados a seguir: AS COMPANHIAS, OS RIS &
A GRANDE CRISE DE 2008 Há alguns dias fui convidado para uma apresentação aqui no Rio, sobre a crise atual. A palestra foi excelente e mostrou, de forma eficiente e concisa, como – infelizmente – chegamos até aqui, nesta Grande Crise de 2008. por José Marcos Treiger FACILIDADES II: A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO SEU SOSSEGO Um famoso fabricante de pneus dizia nos anos 90 que “potencia não é nada sem controle”. E esse slogan ainda encontra uma aplicação justa na área da tecnologia, aplicada à gestão de projetos. A tecnologia agrega sem dúvida produtividade e processos mais eficientes. Mas nada disso adianta se nossa cultura não estiver preparada para absorve-la plenamente e transforma-la em valor ao cliente final. por Rodrigo Guimarães Num passado não muito distante, o gerente de projetos – ou atendimento – do fornecedor de relatórios anuais conduzia todo o processo de elaboração desses documentos de forma mecânica. Dispendia-se muito mais tempo na elaboração e na implementação dos controles. Nada era integrado. O gerente do projeto era o próprio integrador e tinha que atuar fortemente na operação para garantir a eficiência da equipe e da comunicação com o cliente sem nenhum ruído. Os controles exigiam empenho na sua aplicação. A COMUNICAÇÃO EM TEMPOS DE CRISE Para uma companhia aberta, a melhor maneira de administrar momentos de crise é prestar contas a seus investidores. ITAÚ SECURITIES E NYSE EURONEXT DESENVOLVEM PLATAFORMA DE ADMINISTRAÇÃO DE RISCO PARA ACESSO AOS MERCADOS GLOBAIS por Ronnie Nogueira Este projeto inovador, que agora opera com os primeiros clientes latino-americanos se conectando com a BM&F Bovespa, em última análise irá conectar os investidores brasileiros aos mercados globais e ao mesmo tempo irá abrir o mercado brasileiro para a comunidade de investidores internacionais garantindo-lhes rapidez no acesso ao mercado e qualidade para execução de ordens.
QUAL O MELHOR MODELO DE COMUNICAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE? A temática da sustentabilidade não é complexa porque envolve diferentes interesses, mas sim porque os temas são urgentes ao mesmo tempo. por Rafael S. Mingone Devemos ter o olhar de quem nasce em meio a revoluções tecnológicas e preocupações que vão além de um modelo de desenvolvimento, baseado apenas no retorno econômico. Essa premissa deve nos ajudar a questionar e buscar um modelo próprio de comunicação da sustentabilidade, já que o tema exige diálogo permanente em pé de igualdade com todos os setores da sociedade. ESTARIA ENCERRADA A TEMPORADA DE IPOs Os investidores parecem sentir o efeito da “ressaca” e tentam agora ser mais seletivos em relação às empresas listadas. Não parecia óbvio que em meio a tantas ofertas poderia haver empresas mal preparadas e mal assessoradas? A maior prova disso tem sido recentes relatórios de analistas de grandes instituições financeiras revendo para baixo suas recomendações com relação à perspectiva de desempenho de ações de algumas empresas na Bovespa, sendo que essas próprias instituições ajudaram a colocar algumas dessas ações no mercado. A CULTURA DA CERTIFICAÇÃO DO
PROFISSIONAL DE INVESTIMENTO A certificação profissional é o processo de aferição dos conhecimentos e/ou habilidades que uma pessoa possui sobre matérias inerentes e necessárias ao desempenho do seu trabalho. Além de avaliar o grau de conhecimento – geralmente através de exames específicos -, a certificação de pessoas vem sendo cada vez mais utilizada em diversas áreas de atividades em todo o mundo, tornando-se também um importante instrumento para a valorização profissional. por Ronaldo Nogueira O processo de certificação de profissionais de investimento ocorre, normalmente, com o surgimento de uma “cultura da certificação” e, de uma maneira geral, é função do grau de desenvolvimento do mercado de capitais onde eles atuam. Por essa razão, não é surpresa constatar que a certificação de analistas financeiros tenha surgido nos Estados Unidos, onde se encontra o mercado de capitais mais desenvolvido, dinâmico e ativo em todo o mundo. O elevado grau de competitividade entre seus principais agentes - sejam empresas, instituições financeiras ou profissionais de investimentos -, levou-os a desenvolver mecanismos e condições que possam destacar suas qualidades na disputa pelos investidores (no caso das empresas), pelos clientes (no caso das instituições financeiras) e, de uma maneira geral, pelos empregadores, (no caso dos profissionais de investimentos). QUAL COMPOSIÇÃO DO CONSELHO PODE INTERESSAR AOS ACIONISTAS COM FOCO DE LONGO PRAZO?
Luigi Zingales, no artigo Corporate governance (1997), afirma que, antes de discutir sobre como a firma deve ser governada, é preciso definir o que é a firma, palavra freqüentemente usada por economistas para se referir à entidade empresarial ou empresa. O conceito de firma começa a emergir no âmbito da chamada economia neoclássica, pois os economistas clássicos não se ocuparam especificamente do mesmo. E quais são os principais conceitos de firma, segundo a economia? por Mônica Mansur Brandão No artigo Governança corporativa: algumas reflexões teóricas sob a perspectiva da economia, a professora Patrícia Bernardes, vice-reitora da PUC Minas, identifica três conceitos principais e não exaustivos: 1. visão administrativa; 2. visão dos recursos e do conhecimento; 3. visão da teoria da agência, economia de custos de transação e mecanismos de governança, aqui designada, resumidamente, visão dos custos de transação. IBRI FAZ ENQUETE SOBRE
PERÍODO DE SILÊNCIO O IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) realizou sua 6ª enquete, entre os meses de julho e agosto de 2008, abordando o tema Período de Silêncio (“Quiet Period”). O levantamento teve a participação de representantes de 40 companhias abertas. A enquete englobou o Período de Silêncio em momentos de divulgação de resultados e/ou fatos relevantes (não abordou o período de silêncio quando da realização de ofertas públicas, sejam iniciais ou não, que já é normatizado pelo órgão regulador - Comissão de Valores Mobiliários). 77% das empresas entrevistadas concordam totalmente ou em parte que o Período de Silêncio deva ser regido por auto-regulação. ADMINISTRAR EXPECTATIVAS: por Arleu Aloísio Anhalt Assim como o problema fundamental que desencadeou a crise financeira foi falta de confiança, a solução também virá da afirmação da confiança. De tão simples, a conclusão pode parecer óbvia. Mas não há nada que mereça mais foco neste momento do que a construção de bons fundamentos capazes de dar sustentação às expectativas, além, claro, da capacidade de transmitir ao mercado a consistência desses fundamentos em relação aos novos momentos de turbulência. CRISE DO MERCADO
& O PAPEL DO RI Com o violento tumulto no mercado causado pela crise do crédito, os profissionais de Relações com Investidores, podem se sentir como se escondendo debaixo de uma pedreira, mas, de acordo com os consultores de RI, este não é o momento para isso. “Os investidores estão aí”, diz Moira Conlon, executiva da firma de RI Financial Profiles. “Existem muitos administradores de carteiras procurando re-estruturar suas posições e que precisam colocar o dinheiro para trabalhar”. As drásticas quedas nos preços das ações tornaram growth stocks em value stocks, o que pode chamar a atenção para uma nova série de perspectivas. Depois do colapso das “dot.com” e do “11 de setembro”, o primeiro reflexo era o de retrair. “Mas existe realmente uma oportunidade para fazer investimentos que normalmente você não conseguiria”, acredita Jonathan Destler, também executiva da firma. Mas as empresas devem estar preparadas para responder questões difíceis. Os investidores vão procurar detalhes sobre seus riscos reais e potenciais e os acessos que tem ao crédito e outros recursos. Eles vão querer uma visão clara e transparente sobre o que poderá ocorrer de ruim antes de abordarem os aspectos positivos “ACHOLOGISMO” X GESTÃO DE RISCOS
EM QUE CONFIAR? Para muitos especialistas, pregadores do otimismo excessivo, o pior passou. Porém, de meados de Setembro e inicio de Outubro a BOVESPA registrou seus piores momentos desde o dia 11 de Setembro de 2001. Está na hora de nos conscientizarmos de que viver do “achologismo” é uma coisa que deve mudar. por Jéferson D`Addario Crises e desastres não são muito comuns no Brasil, principalmente por ameaças naturais, mas, ao contrário do que muita gente pensa, as ameaças podem ser político-econômicas, como a crise na Bolívia, que parece longe de acabar, e a falência do Banco Lehman Brothers, deixando US$ 613 bilhões em dívidas e afetando os principais mercados acionários no mundo. Também não esqueçamos das crises tecnológicas, como a falha do ADSL da Telefônica recentemente. Ou seja, para os “Achologistas” de plantão, comecem a atualizar os currículos ou mudar de área. O mercado mundial está cada vez mais compacto e plano. O “efeito borboleta”, que um incidente em uma organização do outro lado do mundo pode causar no Brasil, é muito significativo. Tudo está de certa forma conectado no plano econômico. |
