Nº 116 • OUTUBRO 2007 |
| ► Opinião► Entrevista► Branding► Enfoque► Sustentabilidade► Governança► Poder► Capital► IBRI Entrevista► IBRI Notícias► Consultoria► Comunicação► Registro► Serviço► Disclosure |
O NOVO DESAFIO DA COMUNICAÇÃO?
Houve um tempo em que a propaganda era a alma do negócio. Um anúncio em horário nobre na TV ou no programa mais popular da rádio garantia o sucesso de uma marca, de um produto e, conseqüentemente, dos negócios de uma empresa. por Francisco Soares Brandão * Mas num mundo onde a informação não encontra barreiras e os meios de comunicação tradicionais competem com a internet e as novas mídias, o desafio passa a ser outro. A instantaneidade da notícia, reproduzida com cada vez mais velocidade por sites e portais, exige das empresas agilidade, capacidade de reação e estratégia na área de comunicação. A COMUNICAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE
VALORIZA AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS? Quando se debate a comunicação da sustentabilidade empresarial, sempre vêm à tona as diretrizes do GRI (Global Reporting Initiative), que parte do pressuposto de que a companhia divulga suas informações contábil-financeiras e essas diretrizes complementam-nas. Assim, o reporte das empresas, seja anual ou trimestral, seria uma prestação de contas da sustentabilidade empresarial. por Roberto Gonzalez* A maioria das empresas brasileiras que publicam relatórios de sustentabilidade tem em mente atender ao GRI e esquece que as informações das Demonstrações Contábeis Completas, ou seja incluindo as notas explicativas, fazem parte das informações de sustentabilidade. WILLIAM F. MAHONEY Expert em Relações com investidores William F. Mahoney, um dos mais respeitados “experts” no campo das relações com investidores - é o editor internacional da Revista RI, e autor do “best seller” que é considerado a “Bíblia” dos profissionais de RI em todo mundo: “Relações com Investidores: O Guia dos Profissionais para Marketing Financeiro e Comunicação”, editado no Brasil pela IMF Editora. por Ronnie Nogueira Bill, como é chamado pelos amigos, estará no Brasil no final de novembro próximo - passando pelo Rio, Belo Horizonte e São Paulo - para o lançamento de seu novo livro: “Manual do RI - Princípios e Melhores Práticas de Relações com Investidores”. O livro, editado pela IMF Editora em parceria com o IBRI - Instituto Brasileiro de Relações com Investidores, conta com o patrocínio institucional do Banco Bradesco, Banco do Brasil, Luz Publicidade, The Bank of New York - Mellon e do jornal Valor Econômico. Luz Publicidade Uma história de pioneirismo e sucesso na comunicação com investidores A ação de uma companhia aberta é um produto - e por que por Marion Monteiro A Luz Publicidade está completando, agora em outubro, 36 anos de atividades, e nas últimas décadas, consolidou-se não só no mercado de Publicidade Legal, da qual é pioneira no país, como tornou-se líder na prestação de serviços de Underwriting. DICAS PARA LEITURA DO RELATÓRIO ANUAL DAS COMPANHIAS ABERTAS A leitura do Relatório Anual de uma companhia aberta é a melhor maneira de melhorar o entendimento sobre suas informações contábeis, financeiras e gerenciais. A produção do Relatório representa o diagnóstico dos resultados do ano que passou e das expectativas para o ano seguinte. Essa importante prática empresarial orienta investidores e define estratégias futuras. por Edson Cordeiro da Silva* Diante disso, relacionamos nove passos, como sugestão, para que o leitor tenha um bom entendimento dos pontos mais relevantes do Relatório Anual, entretanto, é recomendado que todo ele seja lido, para saber se a companhia está em crescimento ou apresenta dificuldades financeiras. IV ENCONTRO REGIONAL DE ANALISTAS AQUECE O MERCADO EM FORTALEZA Profissionais de investimento e investidores nacionais estiveram reunidos em Fortaleza nos dias 28 e 29 de setembro, durante o IV Encontro Regional dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Nordeste e o I Encontro de Investidores do Nordeste para debater o tema: Educação e Informação para o Desenvolvimento Sustentável do Mercado de Capitais. por Ana Luiza Caracas e Natália Rocha Nem a beleza das praias e o calor do sol da cidade foram mais atraentes do que os temas e debates abordados durante os dois encontros. O mercado de capitais vive um momento histórico, onde novas camadas da sociedade passam a fazer parte e o que antes era desconhecido e distante torna-se próximo e fácil. Jovens e até adolescentes buscam ingressar nesse mercado que vem despontando em inovação, curiosidade e rentabilidade. O QUE OS RELATÓRIOS ANUAIS PRECISAM DIZER Chegamos ao 9º Prêmio ABRASCA de Melhor Relatório Anual e ao 11º Seminário ABRASCA sobre Relatórios Anuais: uma iniciativa consolidada, sem pretensões de mega-evento, sem homenagens artificiais a empresas que têm tudo a ganhar com a melhoria da qualidade de sua informação, dispensando outros estímulos. por Lélio Lauretti* Continua a ABRASCA a recomendar relatórios melhores, mais simples, mais objetivos, mais informativos e menos discursivos. Mantém a objeção às formas arrogantes de auto-elogio e de auto-avaliação, que substituem o dever de informar bem pela pretensão de induzir os leitores às conclusões que convêm às empresas. Em vez disso, a proposta da ABRASCA continua a de valorizar a franqueza, como parte indissociável da transparência e como fator indutor da confiabilidade. Em nossas vidas pessoais, nem tudo dá certo porque há muitas metas não alcançadas e muitos problemas não resolvidos, muitas influências externas de difícil avaliação, enfim, dúvidas e mais dúvidas. Com as empresas não será diferente. Um verdadeiro desrespeito à inteligência dos leitores imaginar que as mensagens do tipo “tudo azul” será por eles recebida sem alguma reação de cautela ou de desconfiança. GISELE BÜNDCHEN STOCK INDEX O PODER DO BRANDING E DO DESIGN NO MERCADO DE AÇÕES Gisele Bündchen ganhou US$ 33 milhões em 2006, e é a brasileira que foi indicada pela revista Forbes como a super-modelo com o maior faturamento da história, tendo anunciado campanhas para mais de 100 marcas diferentes e, de acordo com o Guinness World Records, já bateu seu próprio recorde como a modelo mais bem paga do mundo. por Ronnie Nogueira Por tudo isso, associado ao seu design perfeito e seu poderoso branding, Gisele se tornou objeto de estudo do economista americano, especialista em finanças, Fred Fuld, que tem um concorrido blog financeiro - Stockerblog.com - e escreve para grandes jornais americanos, como o The New York Times. COMO A GOVERNANÇA CORPORATIVA PODE REDUZIR RISCOS PARA INVESTIDORES? O investidor do mercado de capitais vive de tomar risco. Risco significa, ao mesmo tempo, recompensa e perda potencial. Significa que existe uma possibilidade de remuneração do capital a uma taxa atraente, que representa uma recompensa interessante. Ao mesmo tempo, tomar risco não significa fazer isso de forma aleatória. Oportunidade de mercado, qualidade do ativo, modelos de negócios, equipe e estratégia organizacional são partes integrantes da proposição de valor com a qual o investidor se depara. E governança corporativa? por Marcelo Domingos* As chamadas melhores práticas de governança têm sido formuladas por diferentes agentes de mercado, em resposta a demandas cotidianas, para permitir um melhor relacionamento entre as companhias e todos os seus stakeholders, com foco na transparência e na segurança do sistema. Isso não ocorre por acaso. Diversos são os exemplos de danos sofridos por pessoas e organizações, decorrentes da atuação de empresas sem boas práticas de governança corporativa. A análise da evolução do valor de mercado das empresas mostra uma clara tendência de descolamento em relação ao valor contábil. Essa constatação confirma a importância crescente dos ativos intangíveis no processo de criação de valor para o acionista e acentua o “corporate branding” como item indispensável na precificação das ações. por Paulo Esteves* O que leva um consumidor a pagar mais por uma marca? Como meu amigo Eduardo Tomiya afirma em seu livro “Brand Value Management - Da Estratégia da Marca ao Valor do Acionista”, vivemos em uma sociedade de consumo cada vez mais dinâmica, onde a globalização e a tecnologia trazem ao mercado novos produtos e serviços a todo momento. O consumidor, incapaz de analisar todas as características técnicas desses produtos, acaba guiando sua opção de compra por meio da sua identificação com a marca, seus valores, suas promessas e expectativas... BRANDING & INVESTIDORES Em um passado distante o Branding de uma empresa era somente um logotipo ou uma campanha publicitária, nos últimos anos essa atividade tem sido bastante focada na diferenciação de produtos e serviços para o consumidor final. por Eduardo Tomiya* Hoje o branding ganha cada vez mais importância por ser uma cultura voltada a todos os públicos estratégicos que possuem contato com a marca, como acionistas, consumidores finais, colaboradores, fornecedores, sociedade, entre outros. O presente artigo traz uma reflexão sobre o tema branding com vistas aos investidores, suas principais reflexões e ações. Conta, ainda, o trabalho de branding desenvolvido com o Bradesco e cujo resultado foi a valorização da marca do banco e de suas ações no mercado de capitais. Com ênfase na marca, nos valores intangíveis e na coerência estratégica, a comunicação por conteúdo é uma importante ferramenta de inteligência competitiva A capacidade de desenvolver de forma eficaz soluções em comunicação como fator diferenciador de produtos e serviços gera informação e influência, além de servir como fonte de energia para impulsionar o negócio, condicionantes fundamentais para a manutenção e a conquista de mercado. por Flavio Rozemblatt* Na matemática do lucro, o valor adicionado mede quanto alguém está disposto a pagar por um determinado produto ou serviço. Fornecer valor agregado permite praticar preços médios mais altos, uma vez que a diferenciação traz vantagem competitiva. Em razão disso, muitas empresas estão investindo alto na gestão estratégica da marca, no intuito de incorporar o valor desses ativos intangíveis em suas demonstrações financeiras. Raimundo Porto Filho, presidente da APIMEC-NE (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais - Nordeste), avalia nessa entrevista o desenvolvimento da função de Relações com Investidores no nosso mercado, observando que a qualificação dos bons profissionais de RI do Brasil é comparável a dos melhores do mundo. por Rodney Vergili A APIMEC Nordeste foi a responsável pela organização em setembro último em Fortaleza do I Encontro de Investidores do Nordeste juntamente com o IV Encontro Regional de Analistas e Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais do Nordeste. Acompanhe a entrevista. As empresas definitivamente descobriram o mercado de ações para se capitalizarem e viabilizar seus planos de investimentos e expansão. Só neste ano, mais de 40 companhias realizaram ofertas públicas iniciais (IPO) e muitas delas já vieram a público para informar os acionistas sobre fusões, aquisições e aumento da capacidade a partir dos recursos obtidos com a abertura de capital. por Giovana Ottenbreit e Jennifer Almeida O primeiro dia de negócios em Bolsa é caracterizado pela movimentação expressiva dos papéis, principalmente por parte de quem não conseguiu garantir a quantidade de títulos que gostaria durante o período de reserva da operação. Assim, é possível ver empresas estreando com giro elevado de negócios e valorização expressiva na Bovespa. O contrário também é verdade, ou seja, muitos investidores aproveitam esse primeiro dia para vender o que compraram e acabam derrubando os preços. Passada a euforia da estréia, o desafio é manter a liquidez das ações. É nessa etapa que entra em cena o Formador de Mercado (“Market Maker”), que vai dar condições para que os investidores se sintam confortáveis quando decidirem pelo ativo. CVRD DIVULGA O MAIOR PROGRAMA ANUAL DE INVESTIMENTOS DE SUA HISTÓRIA O CEO da CVRD Roger Agnelli falou para uma platéia de investidores em Nova York, no último dia 15 de outubro - durante o CVRD Day 2007, sobre o orçamento de investimentos que a Companhia Vale do Rio Doce fará nos próximos anos, que prevê dispêndios no valor de US$ 11,0 bilhões já para 2008, o que representa o maior programa anual de investimentos da história da Companhia e também o maior de uma companhia de mineração no mundo. O orçamento de 2008 é componente da execução do plano estratégico que contempla investimentos de US$ 59 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. A decisão de investir volume de recursos de tal magnitude está amparada pela confiança nos fundamentos de longo prazo da economia global e pela percepção de mudança estrutural no comportamento da demanda por minérios e metais. |
