COMUNICAÇÃO DE CRISE: A empresa que nunca tem uma crise tem muita sorte. E faz parte de um grupo seleto. Crise é praticamente uma parte inevitável dos negócios. A maioria das empresas enfrenta mais de uma crise em sua existência comercial. Em muitos casos, a crise é o resultado de forças externas que a administração não pode prevenir ou controlar. PAULO NOGUEIRA BATISTA Diretor Executivo do FMI Fundo Monetário Internacional Em entrevista exclusiva para a Revista RI, Paulo Nogueira Batista, diretor executivo do FMI - Fundo Monetário Internacional, traça um cenário da economia mundial e afirma que o FMI terá participação importante na solução da crise. por Jennifer Almeida de Washington, DC O ano de 2008 será lembrado como um marco na história da política econômica internacional. Os mercados financeiros foram abalados pela pior crise econômica desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Após oito anos da era Bush, Barack Obama (do Partido Democrata), assume o controle da maior potência econômica mundial com a missão de recuperar a confiança da população, ajustar o sistema financeiro e evitar uma recessão econômica sem precedentes. Entre os erros humanos documentados empiricamente pela psicologia temos a tendência do ser humano ser otimista e confiante. Estes fatos são estudados pela chamada "economia comportamental". Assim, é "normal" que as previsões econômicas tendam a este viés otimista e que sejam, posteriormente, ajustadas para convergir com as previsões chamadas "pessimistas". Por Yoshiaki Nakano Os economistas brasileiros estão prevendo que o crescimento da economia brasileira em 2009 será de cerca de 3,0%. Os pessimistas prevêem crescimento de 2,0%. Com a divulgação das informações sobre o desenrolar da crise, haverá revisões para baixo e o crescimento de 2,0% passará a ser a taxa "otimista". A duração da crise financeira e da contração econômica deverá ser mais prolongada do que gostaríamos de admitir. OPERAÇÕES DE HEDGE & FUNDOS HEDGE Dar nome aos bois, principalmente quando falamos do mercado financeiro é algo que - paradoxalmente - gera muita confusão. Deveria ser o contrário. A conceituação errada e inapropriada se espalha como mato no capinzal. E a compreensão desses conceitos – a posteriori – fica difícil. Vamos nos ater a algo bem recente e pelo qual estamos passando. por Fernando G. Carneiro Operações de proteção ou de hedge não tem que ver necessariamente com fundos hedge. Essas operações que grassam no mercado são feitas por companhias (abertas ou não, e bancos). O intuito inicial é exatamente o de mitigar o risco. Funciona como um seguro. Ou pelo menos deveria. A CRISE DE WALL STREET
E SEU BOLSO Bolsas em baixa histórica, bancos quebrando, fundos pedindo para seus cotistas aportarem dinheiro para cobrir o rombo na conta, seguradoras sendo estatizadas, aposentadorias em risco e um clima de pessimismo generalizado... Será o apocalipse? Certamente não. por Gustavo Cerbasi XBRL: ÚLTIMOS MOVIMENTOS Diante da importância e das novidades ligadas à linguagem XBRL no mundo, foi realizada em Washington, nos dias 15 e 16 de outubro, a 18ª Conferência Internacional de XBRL. Estiveram presentes mais de 500 pessoas entre profissionais das áreas de investimento, tecnologia da informação, relações com investidores, provedores de software, auditores, executivos financeiros e agentes de órgãos reguladores. por Alexandre Germani Foi um grande fórum de troca de experiências entre as jurisdições internacionais, treinamento para filers e empresas e discussão sobre as principais novidades e ferramentas ligadas ao XBRL. BRAZIL DAY 2008: INVESTIDORES ESTRANGEIROS APOSTAM NO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO Na 4ª edição do evento, analistas e investidores avaliam as opções de investimentos em diferentes setores da economia brasileira. OS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO & por Mônica Mansur Brandão Mas antes de refletir sobre essa passagem, vale a pena dizer algo sobre o autor. Nascido em Londres em 1950, Richard Branson iniciou sua carreira empresarial aos 15 anos, por meio da criação da revista Student, seu primeiro empreendimento. O autor relata, no início do livro, a fórmula que fez a Student dar certo: planejamento e persistência. Branson afirma que ele e seu colega de escola Jonny Gems passaram dois anos, por ele considerados muito divertidos, escrevendo centenas de cartas com oferta de espaço de propaganda, além de também tentaram entrevistas com pessoas famosas. Isso terminou dando certo. Apoiado pelos pais, Branson deixou a escola para cuidar da revista e acampado com Gems no porão da casa dos pais de seu amigo, passou a cuidar exclusivamente do empreendimento. Os jovens sócios conseguiram entrevistas com pessoas famosas como os cantores John Lennon e Mick Jagger e os atores Vanessa Redgrave e Duddley Moore, tendo sido os primeiros a vender discos a baixo preço pelo correio. Com o tempo, passaram a vender discos em múltiplos pontos em várias cidades da Inglaterra. O negócio prosperou e a Virgin Music foi alcançando cada vez maior sucesso.
OS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO & Já como associado da National Association of Corporate Directors – NACD participei de uma comitiva de 28 executivos de diferentes regiões do país, membros do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, que esteve presente na Conferência Anual da NACD, instituição que congrega os principais membros de Conselhos de Administração (Board of Directors) entre os seus 10.000 associados nos Estados Unidos. COMUNICAÇÃO E GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE A comunicação é fator-chave na moderna sociedade do conhecimento, que tem instado as empresas à construção de redes de relacionamentos mais estáveis, sobretudo com seus públicos estratégicos. Vale ressaltar aqui a importância da ação comunicativa entre os sujeitos e a construção coletiva do conhecimento como fatores essenciais para a mudança de comportamento organizacional na busca por uma gestão da sustentabilidade dos negócios. Temos agora o desafio de trilhar um novo caminho para operar a transição do pensamento fragmentado para o integral e sistêmico. por Andréa Lima E como se faz isso? Antes de mais nada, é preciso entender quem são os sujeitos da sustentabilidade. A começar pela construção da conduta social e das melhorias necessárias à convivência em grupo, que se dão pelo fortalecimento do indivíduo e de sua participação nos processos democráticos. Além da participação efetiva das pessoas nas decisões políticas e sociais do país e das instituições, é tempo ainda de rever o conceito de cidadania e de consciência. ESTUDO INÉDITO DO IBRI E DELOITTE O estudo “Difusores da Convergência Contábil – A visão e o papel dos RIs na propagação do IFRS no Brasil” divulgado pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) e pela Deloitte, no dia 22 de novembro de 2008, reflete o momento de transição de BR GAAP para o IFRS (International Financial Reporting Standards) - o padrão contábil globalmente aceito – no qual as empresas e os Profissionais de Relações com Investidores estão envolvidos. A pesquisa identificou que 82% dos profissionais entrevistados estão otimistas em relação ao impacto da adoção do IFRS no mercado de capitais brasileiro. RI WEB
TECNOLOGIA NA COMUNICAÇÃO COM O MERCADO Quando uma empresa vai abrir capital, é comum a contratação de uma consultoria para auxiliá-la na montagem do departamento de RI. Após alguns meses, o departamento aprende a fazer o trabalho e todas as atividades de inteligência passam a ser exercidas internamente. Quando isso acontece, a consultoria externa assume um papel menor, de apoio operacional, cuidando de tarefas simples como uploads, disparo de emails dentre outros. Porém, apesar do papel menor, o cliente continua pagando, e caro, por intermináveis horas. É aí que entra o modelo da RI Web, desenvolvido para quem já sabe RI. por Marion Monteiro Todo fim de ano, diretores e gerentes do grupo Comunique-se - empresa criada em 2001 para facilitar a comunicação de empresas pela Internet - se reúnem para traçar novas estratégias, desenvolver cenários e identificar públicos consumidores de comunicação. E identificaram na área de Relações com Investidores, um mercado potencial. Com a expertise desenvolvida atendendo centenas de empresas com sistemas online para comunicação corporativa e relações públicas, lançaram em setembro de 2007 mais uma unidade de negócios: a RIWeb, voltada para atender às necessidades de comunicação digital e apoio operacional dos departamentos de RI. BREVE ROTEIRO PARA OS
PROFISSIONAIS DE RI Os profissionais de relações com investidores têm um papel fundamental no processo de comunicação entre as companhias e o mercado. Esses profissionais vêm ganhando destaque dentro das empresas, dentro do contexto da crescente valorização das boas práticas de governança – entre as quais se inclui a comunicação clara, abrangente e tempestiva de eventos que afetem ou possam afetar a vida das corporações. por Reginaldo Alexandre Os avanços são notórios, mas, como em todo processo de evolução, há aspectos que podem ser aprimorados. Alinhamos em seguida algumas sugestões – decorrentes de nossa atuação profissional e da experiência relatada por outros analistas de investimento –, com vistas ao aumento da eficiência do processo de comunicação das companhias com o mercado. HEDGE FUNDS
ESTÃO RECUANDO Os hedge funds estão se comunicando cada vez menos com as empresas, sinalizando que o setor está sob pressão. Segundo Bryan Armstrong, da consultoria de RI FD Ashton Partners, “os telefones não tocam, as perguntas não estão sendo feitas - esses são os primeiros indicativos de que estamos vivendo um declínio”. Nos últimos dois meses a indústria dos hedge funds tem sido particularmente atingida pelas difíceis condições do mercado, registrando fortes quedas nos seus rendimentos, e vários observadores acreditam que milhares desses fundos deixarão de existir em função da crise financeira. O fechamento forçado de fundos menores e mais agressivos poderá trazer alguns benefícios para as empresas. A mudança ajudará os profissionais de RI, a gastar menos tempo para identificar e pesquisar entre inúmeros pequenos hedge funds e, assim, poderão dar maior atenção aos investidores mais capitalizados e mais prováveis de obterem uma melhor avaliação dos riscos. O LADO BOM DA CRISE
Em épocas de turbulência e tsunâmis financeiros, tornou-se lugar comum citar a sabedoria dos chineses que usam a composição de dois ideogramas para exprimir a idéia de crise: um representa perigo e o outro, oportunidade. por Marcelo Mariaca A experiência e a história têm demonstrado a verdade que se encerra na semântica oriental. Nas crises, enquanto uns perdem, outros criam novas oportunidades de negócios. Embora boa parte das empresas esteja de fato revendo seus planejamentos e cancelando investimentos, outras focam o futuro e mantêm seus planos para aguardar, ainda mais fortalecidas, novos tempos de vacas gordas. No caso particular da gestão de pessoas, as empresas não querem se arriscar a abrir mão dos talentos que são, em última instância, peça fundamental de seu crescimento e sucesso. É um risco muito grande para a empresa descartar ativos nos quais investiram muito em treinamento e desenvolvimento, executivos que criaram relacionamentos sólidos com clientes ou acionistas e acumularam conhecimentos sobre produtos, mercados e concorrentes. |
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