A GOVERNANÇA CORPORATIVA e seus reflexos no Mercado de Capitais
No cenário brasileiro, o aprimoramento das boas práticas de Governança Corporativa vem suprir as próprias necessidades de desenvolvimento do mercado de capitais nacional; das necessidades macroeconômicas ligadas à globalização dos mercados; das necessidades das Companhias e Instituições por novas fontes de recursos e também dos recentes exemplos organizacionais – que comprovam que as organizações não devem se ater apenas à busca de operações mais lucrativas baseadas somente em seu plano de negócios, mas também em mecanismos de controle que garantam aos seus investidores a proteção e o retorno sobre os investimentos realizados.
por Marcos Domingues de Oliveira
Com base nos resultados encontrados em uma pesquisa realizada, analisamos o comportamento e desempenho das ações de quatro bancos que receberam nomes fictícios, o principal objeto de análise era o Banco C – uma vez que este possui práticas de governança além das exigidas do seu nível de listagem na Bovespa, em relação aos seus principais concorrentes –, Banco A, Banco B e Banco D; buscando assim, observar se a adoção de práticas de Governança Corporativa além das exigidas acarretou algum benefício no desempenho das ações do Banco.
O NOVO PAPEL DOS CONSELHEIROS
A crise financeira internacional tornou mais complexos os desafios das empresas quanto à conquista de resultados, eficácia e longevidade. É uma ótima oportunidade de se reavaliar estratégias focadas no crescimento dos negócios, melhoria da rentabilidade, financiamento, administração do capital, promoção das capacitações para enfrentar a concorrência, gerenciamento do patrimônio humano, identificação de oportunidades e incentivo à inovação. Alguns desses desafios precisam ser repensados. Um deles refere-se ao modelo de como agir para se sustentar no mercado e se manter perene; outro é relativo ao aconselhamento sobre o rumo dos negócios.
por Antoninho Marmo Trevisan
Nesse contexto, a governança corporativa pode ganhar importante significado em época de vacas magras e se transformar no verdadeiro diferencial competitivo. O seu exercício com a devida competência passou a representar a garantia segura da orientação estratégica da empresa e a fiscalização efetiva das ações da diretoria. Em contrapartida, também pressupõe a prestação de contas de maneira mais clara do conselho à empresa e aos acionistas.
A GOVERNANÇA & O MERCADO
A adesão a boas práticas de Governança Corporativa e seus impactos sobre a avaliação financeira das Companhias Abertas.
por Marcelo Domingos e Patricia Bernardes
A Governança Corporativa (GC) é tema que tem ocupado cada vez mais espaço na atividade de investimentos e na gestão de empresas, em especial naquelas de capital aberto. Este artigo resgata o referencial teórico da GC e aborda pesquisa qualitativa realizada junto a 14 profissionais do mercado financeiro, com o intuito de identificar como profissionais de investimento do mercado de capitais entendem que a GC de companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo afeta seu trabalho na avaliação de empresas e seus conseqüentes impactos sobre a valoração de ativos.
EXISTEM PARADIGMAS DE GOVERNO DAS EMPRESAS?
Antes de discorrer sobre a pergunta do título deste artigo, cumpre responder à seguinte: o que é mesmo um paradigma?
por Mônica Mansur Brandão
Em 1962, Thomas Samuel Kuhn, doutor em física pela Harvard University, publicou o livro “A estrutura das revoluções científicas”, o qual tem tido grande repercussão junto à comunidade acadêmica ao longo do tempo. Na obra em questão, Kuhn apresenta o seu conceito de paradigma: trata-se de uma teoria forte, aceita por uma comunidade de praticantes de uma ciência, a qual sustentará o desenvolvimento de teorias, modelos e leis que gravitarão ao redor dos seus fundamentos, até que eventuais anomalias descobertas conduzam à formulação e consenso em torno de uma nova teoria forte.
O NOVO POSICIONAMENTO DO CONTADOR
Com o advento da nova padronização contábil é importante refletir sobre a atuação do contador e em especial a função do auditor. Como sou administrador, não milito em causa própria.
por Roberto Gonzalez
Algumas empresas vêm reclamando que os profissionais de auditoria não estão conseguindo assessorar adequadamente a Companhia no processo de verificação das informações. Isso se deve a dois motivos básicos: 1) A nova regulamentação contábil com inúmeros procedimentos anunciados pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), anunciados ano passado. 2) O despreparo de alguns contadores (das companhias e das empresas de auditoria) frente a nova realidade do mercado.
PESQUISA DE MERCADO UM IMPORTANTE PRIMEIRO PASSO
Saiba tudo o que puder sobre o seu público – essa é a base das relações com investidores. O entendimento profundo dos investidores e de seus comportamentos fornece à administração uma base de conhecimento para entender como o mercado está respondendo às atuais estratégias e atividades da empresa, suas expectativas de desempenho futuro e como reagirá às novas iniciativas para aumentar valor.
por William F. Mahoney
De fato, o conhecimento sobre o público formado por investidores começa com o entendimento de como o mercado vê a empresa. Essa é uma plataforma básica para viabilizar a avaliação da percepção do mercado sobre os esforços de criação do valor presente e as prováveis reações às novas estratégias e programas.
ASSEMBLEIAS DE ACIONISTAS 2009:
MUTATIS MUTANDIS...
Um resumo sobre o que temos observado na temporada de assembleias de acionistas no Brasil em 2009 é que a previsão de que algo mais substancial poderia ocorrer, não se materializou. Tínhamos na verdade ventos favoráveis e propícios para o espocar de fogos. Uma maior participação era o objetivo comum. O Valor Econômico inclusive publicou uma matéria em Fevereiro intitulada “Assembleias à Vista”.
por Fernando G. Carneiro
Com a crise financeira mundial, esperava-se por algo. Talvez disputas acirradas, ou um clima de maior cooperação - onde a administração das empresas pudesse obter um apoio (quase que) irrestrito de todos os “stakeholders” de forma a legitimar o curso de ação numa hora difícil. Observamos várias notícias alvissareiras em termos de um marco regulatório mais claro, e também na oferta de serviços e produtos visando facilitar a participação dos acionistas em todo o processo. Ou seja, o esboço e desenho do projeto apontava para algo mais promissor.
IBRI DEBATE OS DESAFIOS DA TI NO MERCADO DE CAPITAIS
As novas ferramentas de tecnologia de informação para o mercado de capitais foram debatidas no “II Workshop TI no Mercado de Capitais”, promovido pelo IBRI e pela revista Executivos Financeiros, no dia 14 de abril de 2009, das 9 às 18 horas, no Hotel Sofitel, em São Paulo (SP).
por Jennifer Almeida
Durante a abertura do seminário, João Pinheiro Nogueira Batista, presidente do Conselho de Administração do IBRI, ressaltou a importância das ferramentas de TI no desenvolvimento do mercado de capitais e afirmou que as assembleias on-line são a nova fronteira para o mercado, pois expandirão a atuação dos acionistas.
FÓRUM DE DEBATES ENTRE
PROFISSIONAIS DE RI
Muitos dos problemas enfrentados pelas áreas de RI são comuns, mas as soluções não são. Nesse sentido, o Fórum de Debates serve para democratizar opiniões, visões e soluções.
por Dóris Pompeu, Dirceu Cunha e Paulo Henrique Praes
Em fevereiro deste ano, a Global RI realizou em São Paulo o I Fórum Informal de Debates Global RI, que contou com o patrocínio da The Media Group, PR Newswire e apoio da Revista RI,. Foi uma oportunidade de reunir profissionais da área para a troca de experiências e opiniões. Além de aumentar o network, os RIs puderam, em um clima descontraído, debater sobre “Comunicação em Tempos de Crise” e “Convergência Contábil - IFRS” de forma espontânea, onde conduziam as discussões, apresentando o que conheciam sobre o assunto e sobre o que já tinham realizado em suas áreas. Contribuiu para isso o formato do evento, já que não houve apresentações, palestras ou qualquer tipo de exposição. Até para a Global RI, que está diariamente envolvida com a atividade de relações com investidores em diferentes companhias abertas, o evento trouxe surpresas e algumas lições. Algumas delas foram selecionadas para este artigo, onde foram incluídos alguns comentários e recomendações.
GOLPE NOS ORÇAMENTOS DE RI
Um recente relatório enviado pela Thomson Reuters para seus clientes informa que, de acordo com uma pesquisa feita em fevereiro junto a 235 empresas, cerca da metade disseram que iriam reduzir os seus orçamentos na área de RI. Segundo Conor Larkin, da Thomson Reuters e co-autor da pesquisa, “as empresas estão sendo mais seletivas com relação à roadshows para reuniões one-on-one com investidores, embora estejam mantendo suas participações em conferências sell-side por serem mais eficientes em termos de custos”. Cerca de 1/3 das empresas consultadas disseram que participaram de 7 a 12 eventos sell-side em 2008, e esperam manter o mesmo nível em 2009 apesar da crise financeira que reduziu o número de corretores nas conferências.
AS LACUNAS DA GOVERNANÇA: O IMPONDERÁVEL PREVALECE
Recentes acontecimentos relacionados a grandes empresas brasileiras levantaram uma questão essencial: Qual o atual estágio da governança corporativa no Brasil?
por Luiz Roberto Calado
Entraram em debate mercado, reguladores, acionistas, empresas e imprensa. Porém, é importante perceber a necessidade de se passar por um processo de aperfeiçoamento cauteloso. É preciso afastar a euforia causada pelos escândalos e tornar a discussão racional, sob pena de atropelar o processo natural de evolução que se apresenta. Não é saudável que os acontecimentos desastrosos causem um movimento desordenado pela necessidade de se apontar soluções para um mercado volátil em função da perda de credibilidade.