POLÍTICAS DE
DIVULGAÇÃO & NEGOCIAÇÃO IBRI e CVM divulgam pesquisa - realizada junto a 551 companhias abertas - que mostra que as empresas brasileiras ainda têm muito que evoluir em termos de melhores práticas de divulgação e negociação por JENNIFER ALMEIDA e LUDMILLA GUTIERREZ INSIDER TRADING RISCOS E PUNIÇÕES Coibir a prática do insider trading é fundamental para existência do mercado de capitais, uma vez que é condição essencial a simetria das informações e a garantia das mesmas condições à todos os investidores. por PAULA MALDI VELLOSO e PRISCILA VITIELLO AS MÚLTIPLAS DIMENSÕES DAS
PRÁTICAS DE NEGOCIAÇÃO Coloque os operadores no topo de qualquer lista de importantes participantes do mercado de investimentos. A negociação de títulos é a união da arte com a ciência. Hoje, a tecnologia conduz a negociação, mas os operadores precisam ser hábeis para negociar, estar atentos sobre tudo que está acontecendo no mercado e serem profundos conhecedores do comportamento do investidor e do processo de investimento. por WILLIAM F. MAHONEY IFRS: OS DESAFIOS PARA O MERCADO DE CAPITAIS A inserção do Brasil na agenda da adoção das IFRS é de grande importância para as empresas brasileiras em função da padronização das informações a serem fornecidas aos doadores de capital ao redor do mundo. QUAIS VIRTUDES NÃO PODEM FALTAR NAS As empresas familiares são muito importantes para a economia nacional e para a geração de riqueza, renda e trabalho. Ao mesmo tempo, essas organizações operam dentro de um contexto cultural formado durante séculos, e práticas das Capitanias Hereditárias e do Brasil Imperial ainda se mantêm presentes em várias delas. por MÔNICA MANSUR BRANDÃO A empresa familiar com ações em bolsa de valores convive, mais especificamente, com um conflito existencial: por um lado, ela deve ser governada observando requisitos impostos pela legislação, regulamentação e auto-regulação que regem o mercado de capitais; por outro lado, vislumbra-se a posição das famílias controladoras enquanto acionistas majoritárias, com hegemonia sobre o sistema de decisões e com o desafio da tomada de decisões.
OS GRANDES DILEMAS NA GESTÃO Cerca de 70% a 85% das empresas, em todo o mundo, são familiares, percentual que varia conforme o país. Embora representem uma possante locomotiva da economia mundial, as empresas familiares carregam uma triste sina: 65% delas desaparecem do mercado em função das disputas internas; 30% chegam à segunda geração e apenas 15%, à terceira. O momento crítico é sempre o da sucessão que, para ser bem sucedida, precisa de planejamento e profissionalização. por PATRÍCIA EPPERLEIN O sucessor precisa do apoio do sucedido e da aprovação dos demais membros da família. Grandes empresas, por terem contratado executivos profissionais ou aberto o capital ao mercado financeiro, têm maior facilidade nas transmissões sucessórias, especialmente se os familiares já estiverem compondo um conselho administrativo. OS GRANDES DILEMAS NA GESTÃO
DE EMPRESAS FAMILIARES Cerca de 70% a 85% das empresas, em todo o mundo, são familiares, percentual que varia conforme o país. Embora representem uma possante locomotiva da economia mundial, as empresas familiares carregam uma triste sina: 65% delas desaparecem do mercado em função das disputas internas; 30% chegam à segunda geração e apenas 15%, à terceira. O momento crítico é sempre o da sucessão que, para ser bem sucedida, precisa de planejamento e profissionalização. por PATRÍCIA EPPERLEIN O sucessor precisa do apoio do sucedido e da aprovação dos demais membros da família. Grandes empresas, por terem contratado executivos profissionais ou aberto o capital ao mercado financeiro, têm maior facilidade nas transmissões sucessórias, especialmente se os familiares já estiverem compondo um conselho administrativo. 2010: O ANO DO ALERTA
Com a provável candidatura à Presidência da República da senadora Marina Silva (PV) o tema Sustentabilidade vai ter um maior aprofundamento na próxima campanha eleitoral, o que obriga, certamente, os outros possíveis candidatos, Jose Serra (PSBD) e Dilma Roussef (PT) inserirem fortemente em suas estratégias de campanha a temática. por ROBERTO GONZALEZ Com isso, o Brasil só tem a ganhar, pois é de se esperar que a agenda governamental a partir de 2011 tenha temas relacionados ao desenvolvimento socioeconômico sustentável com mais força. Diante dessa nova realidade, o governo pode assumir uma postura mais “sustentável” em toda a sua gestão. Como por exemplo, na sugestão de nomes para as agências reguladoras, na sugestão de legislações e na atuação dos ministérios. Como por exemplo, no Ministério da Agricultura, que poderá investir mais em políticas de produtos orgânicos. A NOVA ERA DA
GOVERNANÇA Na sua acepção mais tradicional, o conceito de Governança abrange a consideração de uma série de vertentes societárias, principalmente conexas à dinâmica de relacionamentos entre propriedade e administração, às estratégias de tutela dos acionistas minoritários e ao nível de transparência e prestação de contas das práticas de gestão. FUNDOS DE PENSÃO:
CONVERGÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO É inegável o fato que, em um período de turbulência financeira e econômica não visto há pelo menos duas gerações, a indústria de fundos de pensão brasileira mostrou um desempenho institucional impecável. Fortalecidas por uma regulação prudente, instrumentos de controle em constante aprimoramento e nível de governança elevado, as entidades de previdência complementar no Brasil provaram, mais uma vez, que são um dos pilares para a sustentação do crescimento econômico do país no longo prazo. Porém, especialmente em um momento em que se rediscute a regulamentação global da indústria financeira, duas questões de significativa relevância devem começar a permear as discussões entre os formuladores de políticas do segmento institucional no Brasil: “A indústria de fundos de pensão brasileira já incorpora as melhores práticas de atuação em investimentos disponíveis?” e “Em qual direção devemos evoluir”? BALANÇO DA GESTÃO 2006-2009: Conselho de Administração e Diretoria Executiva do IBRI encerram mandato de 4 anos Em quatro anos de gestão, de 2006 a 2009, o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) - presididos, respectivamente, por João Pinheiro Nogueira Batista e Geraldo Soares, traduziram projetos em atividades e trabalhos com o objetivo de cumprir a missão de promover a valorização e a formação do profissional de Relações com Investidores (RI). por RODNEY VERGILI O Instituto que reúne profissionais da área de RI das companhias abertas realizou em quatro anos crescimento expressivo no número de associados que passou de um patamar de 240 para cerca de 450 associados no período. João Pinheiro Nogueira Batista, presidente do Conselho de Administração do IBRI, considera que os aumentos na quantidade e na qualidade dos serviços prestados pela entidade como fundamentais para explicar o crescimento no número de associados. Desde sua fundação, em 1997, o IBRI tem expandido sua atuação ao discutir temas ligados às atividades de RI junto às autoridades reguladoras, legisladores e entidades do poder público, mas para João Nogueira Batista, “um crescimento de quase 90% é um mérito muito grande da diretoria e da administração da gestão 2006-2009”. GOVERNANÇA NA NYSE
A Securities Exchange Commission (SEC) aprovou algumas modificações nas práticas de governança corporativa exigidas das empresas listadas na NYSE, inclusive as que possuem programas de ADR, contidas na Seção 303A do Manual das Companhias Listadas da NYSE. Entre as mudanças, que já passam a valer a partir do dia 1º de Janeiro de 2010, se destacam: Permitir uma maior utilização do website da Companhia (ao invés de um proxy statement ou do relatório anual (20F) para divulgar, entre outros assuntos, o nome do diretor escolhido para presidir o conselho de administração e o método para, que acionistas possam entrar em contato com este diretor presidente ou os outros membros do conselho; Eliminar a necessidade das empresas listadas mencionarem em seu proxy statement ou no relatório anual que os documentos relacionados as práticas de governança corporativa disponíveis no web site serão também disponibilizados em papel para qualquer acionista que fizer esta solicitação; Os CEO’s passam a ser obrigados a notificar a NYSE por escrito sempre e assim que tomar conhecimento que a empresa descumpriu alguma exigência de governança corporativa da NYSE; As empresas devem divulgar um método para que qualquer parte interessada, e não somente os acionistas, possam se comunicar diretamente com o presidente do conselho de administração e também com os conselheiros independentes; Modificação do período de transição e de adaptação as regras de Governança da NYSE (transition period) para as empresas listadas recentemente. O CICLO DE VIDA
DAS EMPRESAS Em sua mais nova publicação - “How the Mighty Fall – And Why Some Companies Never Give In” - o renomado acadêmico e pesquisador Jim Collins descreve com muita didática e propriedade o ciclo de vida de uma empresa. por EDUARDO TOMIYA Collins é, também, autor do best seller Good to Great (no Brasil “Empresas Feitas para Vencer”, editora Campus) e co-autor de Built do Last (no Brasil “Feitas para Durar”, editora Rocco), entre outros títulos. O cinco estágios de vida de uma empresa são: 1. Soberba pelo sucesso alcançado; 2. Perda de disciplina na busca por um sucesso ainda maior; 3. Negação do risco iminente; 4. Busca desesperada pela salvação; e 5. Desistência, irrelevância e morte. Nos três primeiros estágios a empresa está em ampla ascensão, crescimento e sucesso, uma situação em que o risco pode parecer menor para os gestores, que então se tornam mais ousados e tomam decisões muitas vezes temerárias, confiantes de que o sucesso é uma conseqüência natural. Pouca atenção é dada aos sinais de que problemas começam a surgir e podem ficar incontroláveis. |
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Nš 139 • DEZ/09 JAN/10 |
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