THOMÁS TOSTA DE SÁ
Presidente do Conselho Consultivo, ABVCAP A história do mercado de capitais funde-se com o private equity e o venture capital - fundos que investem em empresas de capital fechado, alavancam negócios e as preparam para o acesso à Bolsa de Valores. Diante da perspectiva de continuação do crescimento brasileiro, com a retomada dos investimentos estrangeiros no País e o aumento do volume de recursos aplicados na previdência privada, a indústria de private equity e venture capital tem muito a crescer e, junto com este movimento, o número de companhias abertas, formando assim um círculo virtuoso. por ANA BORGES Nessa entrevista exclusiva, Thomás Tosta de Sá, presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), e sócio da Mercatto Gestão de Recursos, fala sobre o crescimento e a importância do private equity e venture capital no Brasil e o aumento do número de empresas listadas na Bolsa. Thomás, que presidiu a CVM, entre 1993 e 1995, e atualmente coordena o Comitê Executivo do Plano Diretor do Mercado de Capitais, projeta que o Ibovespa deve atingir 140 mil pontos até 2014. PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL alavancas para o mercado de capitais O crescimento do mercado de capitais, com o ingresso de companhias na Bolsa de Valores, passa por um estágio anterior: o desenvolvimento dos negócios das próprias empresas e a preparação destas para se tornarem companhias abertas. por ANA BORGES
ATIVISMO SUSTENTÁVEL
Este ano tivemos as primeiras Assembleias seguindo a instrução no. 481 da CVM. Os fundos com papel ativista aprovaram a nova instrução, que facilita o ativismo, tornando mais fácil o contato e o diálogo com outros investidores. BRANDING EM MARCAS CORPORATIVAS: estamos dando atenção devida a este contexto? por EDUARDO TOMIYA Algumas notícias recentes sobre o tema “Marca Corporativa”:
ENTENDENDO O BUY SIDE
O mercado acionário é um lugar complexo. Pessoas muito inteligentes têm trabalhado há muito tempo para tentar encontrar uma forma de otimizar os retornos sobre seus investimentos. Basicamente, isso significa conseguir prever o futuro e ninguém nunca aprenderá a fazer isso com total precisão. As abordagens sempre combinarão a história do que aconteceu antes com a opinião sobre o que acontecerá depois. por WILLIAM F. MAHONEY O apelo do mercado atrai um alto quociente de inteligência. Desafia as pessoas a criar um modelo de investimento melhor e oferece oportunidades de se ganhar muito dinheiro. Como o mercado reúne fatores complexos, gerou inúmeras abordagens de investimento que se desenrolam em uma miríade de modelos. Várias abordagens procuram prever resultados, levando em conta a combinação de macro influências - como a conjuntura econômica, eventos políticos, o modo como as pessoas se comportam, além de inovações tecnológicas/de produtos - com micro impulsionadores - como o momento das alterações da taxa de juros e o desempenho futuro de um setor e das empresas deste setor. Estilos e métodos de investimento abrangentes podem incorporar centenas de fatores ao raciocínio, traduzindo-se em informações adicionais para a metodologia básica. COMBATE A CORRUPÇÃO?
FUSÕES & AQUISIÇÕES Fusões e aquisições são um caminho importantíssimo, para não dizer imprescindível, para as empresas que desejam expandir-se rapidamente; ao mesmo tempo, não constituem um caminho fácil. A seguir, teceremos algumas considerações sobre o tema, partindo de um exemplo noticiado em âmbito internacional: a fusão da Hewlett-Packard (HP) com a Compaq, ocorrida há alguns anos. por MÔNICA MANSUR BRANDÃO As considerações aqui apresentadas baseiam-se em informações colhidas via internet e jornais da época, podendo ser imperfeitas, bem como não refletir exatamente o que ocorreu; mesmo assim, correremos o risco de algumas reflexões que tomam esse case como ponto de partida, sem juízo de valor, até em função da incerteza informacional. No ano de 2005, a saída da CEO da HP, Carleton (“Carly”) Fiorina, ocupou considerável espaço na mídia. A sra. Fiorina teve sua saída determinada pelo conselho de administração da companhia, supostamente em função de forte questionamento à estratégia defendida pela executiva, tendo em vista que a fusão da empresa com a Compaq não alcançara os resultados prometidos até aquele momento. A CEO teria vivenciado, em sua administração, oposição ao seu projeto de fusão, inclusive por parte de Walter Hewlett, um dos fundadores da companhia. Analistas de mercado teriam manifestado dúvidas quanto ao sucesso do projeto e, mesmo com um breve período de elevação, em 2000, o preço das ações da HP sofreu forte queda ao longo da administração Fiorina. Tempos após sua saída da empresa, a ex-CEO escreveu um livro, denominado Escolhas difíceis, buscando, entre outros objetivos, trazer ao público o seu ponto de vista sobre o assunto. ENTREVISTA: RICARDO FLORENCE
Presidente Executivo, IBRI Ricardo Florence, Presidente Executivo do IBRI e Diretor executivo de Planejamento e de Relações com Investidores do Grupo Marfrig, concedeu entrevista para a Revista RI, sobre os projetos do Instituto para os próximos dois anos. por RODNEY VERGILI E JENNIFER ALMEIDA Florence informou sobre os estudos a respeito da concessão de certificação em Relações com Relações com Investidores, bem como quais são os temas que estarão na agenda de discussão dos profissionais em 2010. Acompanhe a entrevista. George Soros e o futuro do mercado
George Soros, o lendário investidor, participou de recente debate no Reino Unido sobre o futuro dos mercados financeiros. Falando em Londres, no início de abril último, na conferência Economist’s City Lecture, Soros disse que o nível de discussão no Reino Unido é enormemente superior ao que ocorre nos Estados Unidos e louvou as inteligências de Mervyn King, dirigente do Banco da Inglaterra, e de Adair Turner, presidente da Financial Services Authority. “No Reino Unido, você tem pessoas sérias encarregadas da regulamentação do mercado, que realmente se preocupam com a função. Ainda que cometam erros, reconhecem e analisam os próprios erros. Tenho uma elevada consideração por Mervyn King pelo seu discernimento, e penso que Adair Turner é realmente uma inteligência destacada. Isto é realmente a melhor esperança para Londres recuperar sua posição como o centro de finanças no mundo. Nos Estados Unidos as decisões estão muito mais nas mãos do Senado. E, o que os senadores sabem sobre o mercado?” indagou Soros, à audiência. O elogio para King divertirá alguns, pois Soros é o famoso homem que “quebrou o Banco da Inglaterra” há quase 20 anos. Ele, um imigrante que tornou-se operador de moedas, é conhecido por ter ganho US$ 1 bilhão ao vender à descoberto a libra inglesa em 1992. Numa ampla discussão, Soros falou sobre a crise da dívida grega, reforma bancária, Barack Obama e a economia global. Perguntado sobre sua opinião sobre as taxas de crescimento nos mercados desenvolvidos nos próximos anos, Soros respondeu que vê vários anos de crescimento total muito pequeno. A importância do Conselho de Administração
Órgão de administração nas sociedades anônimas, juntamente com a diretoria, o Conselho de Administração é obrigatório em companhias abertas, nas de capital autorizado e nas sociedades de economia mista. Já as demais sociedades anônimas podem adotar o instrumento ou não, valendo lembrar que o Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa, editado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, recomenda que todas as sociedades anônimas implantem o Conselho de Administração. por EDGARD KATZWINKEL JUNIOR O Conselho de Administração é um órgão de deliberação colegiada, onde os votos dos seus integrantes são computados individualmente, de tal modo que cada conselheiro tem apenas um voto, não importando a quantidade de ações que possua na sociedade. A representação da companhia, por sua vez, é privativa dos diretores. Esta mesma estrutura poderá ser adotada para as sociedades limitadas, aproveitando-se das normas da Lei 6.404/76. |
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Nº 142 • ABR/10 |
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