Nº 117 • NOVEMBRO 2007 |
| ► Opinião► Em pauta► Em Foco► Branding► Enfoque► Sustentabilidade► Governança► Legislacao► Targeting► IBRI Notícias► Consultoria► Remuneração► Disclosure |
A NOVA CONSCIÊNCIA ECONÔMICA
O mundo vive uma rápida transformação, prenúncio da chegada de uma nova era. Diante da nova conflagração de forças, dos anseios por uma nova ordem social, o que podemos prever para o mundo dos negócios? A SUSTENTABILIDADE NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO A maioria das companhias abertas neste início do século XXI elegeu dois grandes temas para serem tratados em suas agendas, a Governança Corporativa e a Sustentabilidade. A SUSTENTABILIDADE É UM PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS A preocupação com as práticas sustentáveis já está felizmente deixando de ser um diferencial para se tornar um real determinante das estratégias de negócios de toda e qualquer empresa que almeja construir condições mínimas de competitividade.por Ives Pereira Muller Especialmente nos países de economias mais desenvolvidas, as questões relacionadas com preservação ambiental, responsabilidade social e comportamento ético já compõem a agenda de empresas que buscam, muito mais do que um diferencial competitivo, a criação de condições objetivas para concretizar seus planos de crescimento e suas estratégias de relacionamento com os mais diversos públicos de interesse, em especial, com os acionistas. INVESTIMENTOS SUSTENTÁVEIS NA ERA DA GOVERNANÇA A sustentabilidade não se constrói simplesmente com responsabilidade social e boa gestão ambiental. Na realidade, a sustentabilidade não se constrói. Ela é conseqüência da construção, operação e consolidação de um bom negócio ou atividade, sob o guarda-chuva de uma empresa, corporação ou mesmo instituição sem fins lucrativos, que busca assegurar a sua perenidade, ou continuidade no longo prazo. por Paulo Vanca Um bom negócio ou atividade significa ter um bom produto e/ou serviço, uma boa gestão e principalmente uma equação econômica suficiente para manutenção e investimento, via rentabilidade ou “funding”. DESTAQUE | SUSTENTABILIDADE Um dos mais importantes articuladores do país para a implementação dos tratados sobre mudança do clima, biodiversidade e temas ligados ao meio ambiente, o advogado, ex-deputado e consultor Fabio Feldmann tem uma certeza: o tema sustentabilidade veio para ficar e está inserido na agenda do mundo dos negócios. E adverte que as empresas não podem mais desprezar a questão socioambiental como meta porque terão que prestar conta não só à sociedade civil - cada vez mais organizada - e, num mundo globalizado, aos seus exigentes investidores. SUSTENTABILIDADE & GOVERNANÇA CORPORATIVA Tenho insistido nos diferentes ambientes onde sou chamado a opinar sobre a relevância da temática: Sustentabilidade & Governança Corporativa, principalmente junto às companhias abertas, analistas e nos conselhos de administração dos quais participo. Como sempre, ao colocar meus pontos de vista para debate, gosto de olhar conceitualmente do que estamos falando. Assim, procuro evitar uma das definições feitas da palavra conferência: uma confusão mental de uma pessoa multiplicada pelo número de assistentes.
AL GORE: A BATALHA PELA SUSTENTABILIDADE Albert Arnold Gore Jr., nascido em Washington, em 31 de março de 1948, poderia hoje ser o presidente dos Estados Unidos, completando seu sétimo ano de governo e implementando os programas que considera importantes para o país e para o mundo. Em 2000, Gore parecia vir com tudo para ganhar sua primeira batalha eleitoral contra Bush, e provavelmente teria sido re-eleito quatro anos depois. O NOVO SCRIPT PARA UM IPO DE SUCESSO A preparação adequada para a abertura de capital tornou-se decisiva para o sucesso do lançamento de ações. por Arleu Anhalt* Enquanto o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) bate recordes sucessivos, que culminaram no final de outubro com a máxima história de 65 mil pontos e negociações diárias superiores a R$ 6 bilhões, as cotações indicam claramente que este momento é um divisor de águas para o mercado de capitais brasileiro e em particular para as empresas que se preparam para abrir o capital. As ações de mais de dois terços das 59 empresas que até 31 de outubro fizeram ofertas públicas iniciais (IPO) foram negociadas em valores inferiores ao Ibovespa. E uma parte significativa delas teve desempenho negativo após o lançamento. Já as cotações das veteranas blue chips como a Vale e a Usiminas superaram o Ibovespa por larga margem. REMUNERAÇÃO DE EXECUTIVOS Muito se debate acerca da remuneração dos executivos de companhias americanas, sobretudo, após os escândalos corporativos, que motivaram profundas alterações legislativas nos EUA, principalmente com a edição da Lei Sarbanes-Oxley. Dentro deste contexto a remuneração dos executivos passou a ser objeto de acalorados debates no meio acadêmico norte americano, uma vez que é apontada como um dos principais elementos que motivaram a elaboração dos referidos esquemas fraudulentos. O QUE FALTOU AO CONSELHO DE JEDI`S? Em um dos episódios da série de ficção Star Wars, do diretor de cinema George Lucas, o jovem Anakin Skywalker recebe uma incumbência do Conselho de Cavaleiros Jedi´s ao qual se reportava: vigiar um político sequioso de poder, que viria a manipular o jovem jedi para se tornar, com sua ajuda, o líder de um império que ceifaria muitas vidas nos episódios seguintes da série. Anakin, por sua vez, se transforma no clássico vilão Darth Vader e o Conselho de Jedi´s fracassa em seu intento. Há uma lição na história que possa ser útil aos conselhos de administração, incluindo os conselhos das empresas nacionais? por Mônica Mansur Brandão* Muito esforço tem sido empenhando em discutir o papel dos conselhos (nem tanto assim no caso de conselhos similares em organizações que não sejam empresas, como as organizações não governamentais, as ONG´s). John Pound, por exemplo, defendeu, no artigo The promise of the governed corporation (Harvard Business Review, 1995), que o papel do conselho é fomentar decisões eficazes e revogar políticas inadequadas. O conselho deve ter expertise em áreas diversas, como, por exemplo, no setor em que a empresa opera e finanças, ser bem remunerado, ter dedicação satisfatória e agregar valor ao processo decisório. DESTAQUE | GOVERNANÇA& SANDRA GUERRA: CONSULTORA DE EMPRESAS / EXPERT EM GOVERNANÇA Com 30 anos de experiência profissional, dos quais 19 como consultora de grandes empresas, a professora e sócia diretora da Better Governance Consulting Services Sandra Guerra confessa: é uma apaixonada pelos princípios de Governança Corporativa, tendo participado da introdução do conceito no Brasil. Uma das fundadoras do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em 1995, lutou muito para convencer os céticos de que não era apenas mais um modismo no Brasil. por Marion Monteiro Antes de ser uma executiva, Sandra trabalhou cerca de 12 anos como jornalista em emissoras de rádio e televisão em São Paulo e em assessorias de comunicação, adquirindo uma expertise em marketing e consultoria de empresas. A Governança Corporativa entrou na sua vida de forma curiosa. Uma pergunta que raramente é feita é por que é tão difícil para uma empresa apurar quem são os detentores de suas ações? Os proprietários de uma empresa certamente têm interesse em se certificar de que a administração contratada para dirigir a mesma tem os atributos necessários para tanto. Mas como a administração pode saber o que os proprietários desejam se é incapaz de abordá-los por não saber quem são? BRANDING & SUSTENTABILIDADE O conceito de Sustentabilidade ganha grande representatividade no mundo dos negócios, pois cada vez mais prova-se que empresas que respeitam o relacionamento com os públicos estratégicos, no longo prazo tornam-se organizações mais perenes e mais rentáveis. Neste sentido, uma grande parcela de investidores começa mais e mais a aderir e utilizar índices como o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), FTSE 4, ISE entre outros, para suportar sua decisão de investimentos em papéis. por Eduardo Tomiya* Neste contexto, o branding também ganhou importância muito grande, pois a marca corporativa é o ativo depositário do contrato de confiança entre a empresa e os seus públicos internos e externos, conforme Timothy J. Croasdaile observa: GOVERNANÇA CORPORATIVA CONQUISTA UM LUGAR AO SOL Governança Corporativa conquista espaço cada vez maior nas estruturas das Companhias Abertas por Soraia Duarte Dos 26 países em que a AES Corporation está presente, o Brasil foi o escolhido para implantar uma Vice-Presidência de Governança Corporativa. O grupo, com sede nos Estados Unidos, é um dos maiores investidores em empresas de geração e distribuição de energia elétrica, e é o controlador da AES Eletropaulo, empresa que distribui energia para toda a cidade de São Paulo. Essa nova vice-presidência foi inserida na estrutura da Eletropaulo, mas estende sua atuação para a AES Tietê, AES Sul e AES Uruguaiana, as outras empresas do grupo no País. Durante o 23º Encontro Informal do IBRI sobre “Tendências do Mercado de Capitais Internacional”, os participantes puderam constatar que há uma tendência de que em 2008 haverá aumento no número de empresas brasileiras que listarão ADRs (American Depositary Receipt) na Bolsa de Nova York. A afirmação é de Alex Ibrahim, diretor da Bolsa de Valores de Nova York para a América Latina. O evento lotou o auditório do hotel Renaissance, em São Paulo (SP). por Jennifer Almeida Alex Ibrahim observa que Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce, GOL, TAM e Gafisa estão entre as 32 empresas que possuem dupla listagem no mercado acionário brasileiro e norte-americano. A flexibilização de algumas regras da Lei Sarbanes-Oxley (que começou a vigorar em 2002) e a fusão com o grupo europeu Euronext, que deu origem ao maior conglomerado de bolsas do mundo, refletem a presença da NYSE no mercado global que, consequentemente, ofereceu mais oportunidades de investimentos nas Bolsas de Paris, Bruxelas, Amsterdã e Lisboa, observa Alex Ibrahim. ENTRADA DE CAPITAL ESTRANGEIRO AQUECE SETOR IMOBILIÁRIO BRASILEIRO Com um ambiente macroeconômico estável, o mercado imobiliário brasileiro vem se tornando alvo dos investidores estrangeiros. Neste momento em particular, em que o setor é sacudido mundialmente por uma crise de proporções gigantescas, desencadeada pela inadimplência no mercado de hipotecas subprime nos Estados Unidos, nosso País aparece como uma alternativa segura para o capital internacional. E as perspectivas são ainda mais promissoras já que o Brasil está perto de atingir a classificação de “investment grade”, que o inclui na lista dos países seguros para os investidores internacionais. |
