Depois de um período marcado por recordes: no Ibovespa, de aberturas de capital e volume de operações - os investidores ficam mais atentos à cena externa. E, definem a tendência para 2008 em duas palavras: OTIMISMO CAUTELOSO.
por Ana Borges
Se um período pode ser escolhido como o ano de ouro do mercado de capitais brasileiro esse é 2007. No quinto ano da maratona de alta do Ibovespa, a bolsa comemorou recordes e mais recordes não só com o desempenho do principal índice do mercado, mas também em volume de negócios e aumento dos investidores individuais. A Bolsa também pôde celebrar o sucesso de sua própria abertura de capital.
RETROSPECTIVA 2007 SUSTENTABILIDADE NO MERCADO DE CAPITAIS
O ano de 2007 começou com o reflexo sobre a saída da Cesp, Copesul, Eletrobrás e Weg da segunda carteira do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa, anunciada no final do ano de 2006. Essa situação foi revertida no dia 27 de novembro último, pois três das companhias que continuavam elegíveis retornaram a terceira carteira do índice, a saber Cesp, Eletrobrás e Weg.
por Roberto Gonzalez*
O ano também começou com os reflexos do primeiro grande levantamento do CDP (Carbon Disclosure Project), o CDP4, nas empresas listadas na Bovespa, mais precisamente as 50 empresas com ações mais líquidas, visto que até o CDP3 poucas empresas brasileiras participavam do relatório.
SOLUÇÃO ENERGÉTICA SOCIALMENTE RESPONSÁVEL
A cada dia observamos longas discussões, seja pelos órgãos governamentais ou pelas entidades não governamentais, empresas privadas e sociedade como um todo, abordando o futuro energético e do meio ambiente do planeta, com temas como a necessidade da proteção ambiental, a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa, a preservação da camada de ozônio, a substituição de fontes fósseis de energia por combustíveis biodegradáveis, entre outros.
por Mauro Ambrósio
Em setembro deste ano, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base nas diretrizes do Ministério de Minas e Energia, promoveu dois leilões de biodiesel com previsão de comercialização de 380 milhões de litros, que deverão atender a demanda para 2008, assegurando o suprimento para a mistura B2 — acréscimo de 2% de biodiesel ao diesel, obrigatório a partir de janeiro de 2008. O leilão foi exclusivo a produtores que possuem o Selo Combustível Social, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
COMO MEDIR O VALOR DA MARCA
Geralmente considerado com um determinante do valor, o patrimônio da marca está sujeito a esforços consideráveis para quantificar a sua contribuição para o valor de mercado. A marca corporativa é, essencialmente, a reputação da empresa.
por William F. Mahoney
Os consultores estão analisando casos importantes envolvendo três categorias de ativos intangíveis para quantificar o seu impacto na avaliação de uma empresa: capital intelectual, propriedade intelectual e patrimônio da marca.
GOVERNANÇA: COMUNICAÇÃO E CRIAÇÃO DE VALOR
O trabalho dos departamentos de Relações com Investidores vem crescendo a cada dia. Cabe aos profissionais de RI disseminar corretamente, observando todos os aspectos regulatórios e de compliance, as informações de uma companhia. Cabe também a esses profissionais comparar e mensurar a percepção que os stakeholders têm e que pode ser definida como a representação coletiva das ações e resultados da organização. É essa percepção que gera e destrói valor para os múltiplos stakeholders.
por Marcelo Domingos
Recentes estudos destacam que a reputação é construída ao longo dos anos e tem como base ações e comportamentos da empresa. Pesquisas também têm indicado que reputação positiva atrai investidores, diminui custos, traz novos consumidores, motiva empregados, gera cobertura favorável da imprensa e afeta positivamente o conteúdo de análises financeiras.
GOVERNANÇA NAS EMPRESAS DE AUDITORIA E OS REFLEXOS EM SEUS STAKEHOLDERS
Constantes conflitos entre agências provenientes de improbidades administrativas dos gestores, cujos interesses próprios sobrepõem os limites éticos da profissão, ou até mesmo acionistas majoritários que visam expropriar direitos de minoritários em detrimento de vantagens impositivas e leoninas, culminou para o despertar da Governança Corporativa.
por Rodrigo Braga
As boas práticas de Governança vêm sendo incorporadas em nível estratégico dentro das corporações migrando de um diferencial para uma obrigação não legal, mas sim de relacionamento e respeito mútuo com todas as partes interessadas e relacionadas.
IFRS: HARMONIZAÇÃO CONTÁBIL NOVOS DESAFIOS NAS RELAÇÕES COM INVESTIDORES
A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de determinar que empresas brasileiras com ações listadas em bolsa divulguem, até 2010, suas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS) inseriu o Brasil definitivamente no clube da contabilidade internacional.
por Sergio Ricardo Romani
Na prática, isso significa o alinhamento brasileiro a um padrão internacional de normas contábeis que confere maior consistência aos balanços consolidados das organizações. Adotado por todos os países da União Européia, o IFRS - um modelo aderente às necessidades decorrentes da globalização, em torno de uma linguagem única sobre os resultados financeiros corporativos - tornou-se hoje o padrão financeiro de empresas de mais de cem países ao redor do globo.
FSB COMUNICAÇÕES PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS QUE FOCAM RESULTADOS E SUPERAM EXPECTATIVAS
Foco em resultados e obsessão pela superação das expectativas dos clientes são duas características que marcam a história da FSB Comunicações, uma das principais agências de comunicação corporativa do País.
por Ronnie Nogueira
A empresa, fundada em 1980 no Rio de Janeiro, começou pequena e se consolidou como uma agência full service, contando em sua carteira com alguns dos maiores grupos nacionais e multinacionais que atuam no País.
OS CRIMES CONTRA ORDEM TRIBUTÁRIA UMA VISÃO ATUAL
Apesar do apetite cada vez maior do Leão, algumas mudanças em nossa legislação e no posicionamento do Supremo Tribunal Federal, mais alta corte do país, indicam que a fera está mais mansa.
por Sérgio Pita, Flávio Lerner e Márcio Feijó
Calma, não estamos delirando, pois é inquestionável que a iniciativa privada sente cada vez mais o peso do sócio que não trabalha, o Estado.
RATING UM DIREITO DO INVESTIDOR
As principais agências internacionais de classificação de risco colocaram o Brasil a um nível do chamado grau de investimento (investment grade), processo que abre amplas possibilidades para que o país alcance este patamar num prazo médio e faça parte do grupo das nações consideradas como um “porto seguro” para alocação de investimentos.
por Rafael Guedes e Jaqueline Ramos de Carvalho
Outro episódio, alvo de atenção dos investidores, vem sendo a turbulência nos mercados relacionada à crise no segmento de hipotecas americano, que teve várias dessas transações avaliadas por agências de rating. Aproveitando estes dois episódios, um de âmbito local e outro internacional, alguns comentários precisam ser feitos com a intenção de responder questionamentos sobre a função dos ratings para o mercado ou esclarecer equívocos sobre o escopo de trabalho das agências de avaliação de risco.
CHIEF RISK OFFICER (CRO): UM PROFISSIONAL EM ASCENSÃO
Na década passada, a posição de Chief Risk Officer (CRO) aparecia apenas no mundo corporativo norte-americano, quase que exclusivamente trabalhando para grandes bancos. Nos últimos anos, os crescentes escândalos financeiros que culminaram com a quebra da Enron e da Worldcom, ressaltaram a crescente complexidade dos riscos que as companhias americanas corriam diariamente.
por Patricia Gibin *
A convicção de que um responsável por monitorar todos os tipos de riscos era essencial para que a empresa evitasse uma série de problemas de negócios, resultou em um crescimento constante no número de empresas, tornando a posição de CRO (Chief Risk Officer) muito importante.
BRASIL 2008: CENÁRIO ECONÔMICO
As perspectivas para o cenário econômico brasileiro em 2008 foram discutidas durante o Fórum IBRI / Gazeta Mercantil no dia 22 de novembro passado. José Marcos Treiger, conselheiro do IBRI e diretor de Relações com Investidores da CSN, José Luiz Acar Pedro, vice-presidente do Bradesco e Marcelo D’Angelo, diretor-geral de conteúdo da Gazeta Mercantil compuseram a mesa de debates.
por Jennifer Almeida
Apesar da turbulência que o mercado internacional enfrenta com a crise imobiliária e os sinais de recessão nos Estados Unidos, o Brasil passa, ao contrário, por momento favorável, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), evolução da massa salarial, melhoria na distribuição da renda e queda no desemprego. “É um momento de muita indefinição para o mundo, pois ainda não sabemos qual é o tamanho da crise norte-americana e o impacto nos grandes bancos. A expectativa é que a crise encontre um ponto de equilíbrio”, alerta Treiger.
PRÓXIMO CICLO IMPÕE DESAFIO MAIOR NA ABERTURA DE CAPITAL
Tanto quanto pelos sucessivos recordes e números espetaculares, 2007 ficará marcado como o ano que consolidou uma nova configuração do mercado de capitais brasileiro, mais alinhada aos padrões internacionais e com foco mais direcionado ao longo prazo.
por Arleu Anhalt *
Tanto quanto pelos sucessivos recordes e números espetaculares, 2007 ficará marcado como o ano que consolidou uma nova configuração do mercado de capitais brasileiro, mais alinhada aos padrões internacionais e com foco mais direcionado ao longo prazo.
INVESTIDORES INDIVIDUAIS
Uma recente pesquisa realizada pela Thomson Financial mostrou que a maioria das empresas nos Estados Unidos não está “realmente” interessada em atrair investidores individuais. De acordo com o estudo, alguns executivos de RI, embora reconheçam que os individuais podem contribuir para a estabilidade e diversidade da base acionária, não estão seguros de que eles compensem o esforço.
BRASIL 2007: OPORTUNIDADES PARA O CRESCIMENTO
Em 2007, ainda não foi o ano em que o Brasil decolou rumo a um ritmo de crescimento compatível com o seu potencial. As oportunidades abertas pelo cenário internacional favorável, a despeito do abalo causado pela crise dos chamados créditos “subprime” nos Estados Unidos, seguem, no entanto, propiciando espaço favorável para um maior crescimento da economia brasileira.
por Antonio D. C. Castro*
Conforme a expectativa média do mercado a expansão do PIB em 2007 deverá se situar em torno de 5%. É um bom percentual diante dos 3,2% efetivamente registrados em 2006 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas talvez modesto, levando-se em conta todas as potencialidades do País e o desempenho dos demais países emergentes.