A cada início de um novo ano diversas análises e previsões sobre empresas, segmentos e mercados são apresentadas. Mas, o que esperar dos balanços e resultados das empresas considerando as mudanças implementadas na legislação societária por meio da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007.
por José Luiz Gurgel
Sobre as principais mudanças contábeis refletidas pela Lei, indicadas a seguir, vale destacar os efeitos de duas, em particular. A primeira, é que a partir de janeiro de 2008 os instrumentos financeiros, quando destinados a negociação ou disponíveis para a venda, passam a ser avaliados com base no valor de mercado.
IMPLICAÇÕES DA NOVA LEI CONTÁBIL
Depois de uma longa tramitação no Congresso, foi sancionada pelo presidente da República, no último dia 28 de dezembro, a Lei 11.638, que altera a Lei das Sociedades por Ações em pontos importantes.
por Reginaldo Alexandre
As mudanças trazidas pela Lei 11.638 representam um importante avanço institucional, contribuindo para aumentar o grau de transparência das demonstrações financeiras e, assim, oferecer maior segurança ao investidor.
FERRAMENTAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO SUSTENTÁVEL
Já há alguns anos iniciou-se uma tendência mundial de investidores direcionarem seus recursos para empresas que, comprovadamente, conduzem seus negócios e tomam decisões comprometidas com a responsabilidade socioambiental e o desenvolvimento sustentável, pois consideram que essas corporações são mais rentáveis, geram valor para o acionista no longo prazo e são mais preparadas para enfrentar com ética e transparência eventuais riscos econômicos e as crescentes demandas socioambientais.
por Anne Louette
Essa tendência vem se fortalecendo cada vez mais, numa clara demonstração de que esse é um caminho sem volta.
SER ‘DO BEM’ CUSTA CARO E DÁ TRABALHO
Cada vez mais, uma parcela considerável do público ouvido em pesquisas sobre consumo e investimento sustentável jura, de pés juntos e mãos para o céu, que prefere marcas e empresas que adotam uma postura de produção, envase, distribuição e comercialização comprometida com o futuro do planeta e das novas gerações.
por Bruno Starnini Junior
Essa tendência gera uma pergunta inconveniente: “Se é assim, por que, então, esses produtos ‘do bem’ não figuram entre as listas dos mais consumidos ou as ações dessas companhias ‘do bem’ não apresentam um índice de valorização realmente atraente?”.
MERCADO DE CAPITAIS NO SECOND LIFE: NÃO SE TRATA “APENAS” DE UM JOGO
Algumas grandes empresas estão levando suas mensagens aos investidores para um mundo virtual.
por Elizabeth Judd
Fazer um importante comunicado corporativo no Second Life é um tremendo golpe de marketing e de relações públicas ou um ato consumado de tolice. A resposta vai depender de a quem você pergunta.
AS DIVERSAS FACETAS DOS SERVIÇOS PRESTADOS AOS ACIONISTAS
De um modo geral, os serviços prestados aos acionistas fazem parte da jurisdição das relações com investidores. Diversos tipos de serviços são fornecidos aos acionistas. Sem dúvida, esses serviços são intrínsecos à preservação de um bom relacionamento com investidores.
por William F. Mahoney
Existem duas definições para o termo ‘acionistas’ (shareholders). De acordo com a mais específica, constituem um determinado grupo de investidores de uma empresa. São os investidores em ações.
BRANDED CONTENT
Em 1994, a Selulloid AG iniciava suas atividades produzindo a Revista Veredas, do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB). Hoje, 14 anos depois, a empresa se consolida como a pioneira na implementação do conceito de Branded Content no Brasil. A missão da empresa é simples: aproximar marcas e pessoas. Nos diversos canais e plataformas, é isso que ela tem feito desde que foi criada.
por Rodrigo Guimarães
E o que é Branded Content? Como aplicá-lo em um ambiente tão peculiar como o Brasil? As respostas requerem um pouco de história.
MARCAS DE LUXO NA MIRA DOS INVESTIDORES
Pode ser complicado comparar designers criativos com investidores racionais e exigentes. Mas algumas vezes a necessidade do dinheiro do acionista significa aderir a um quadro maior, especialmente quando é necessário se expandir. Veja apenas os nomes das marcas de designers - Prada, Versace e Salvatore Ferragamo - todas inclinadas a atrair investidores nos próximos meses.
por Adrian Holliday
A última grande investida de compra de bens de luxo foi no final dos anos 90 quando os conglomerados multi-marcas franceses Pinault-Printemps-Redoute, agora com a marca PPR, e Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH) compraram partes de rótulos famosos como Gucci, Yves Saint Laurent e Balenciaga, criando dois mega-grupos de multi-marcas de luxo.
O ATIVISMO DOS HEDGE FUNDS
O ativismo dos hedge funds é um fenômeno relativamente recente. Um acompanhamento feito por The Altman Group em relação ao tema desde 2005, parece demonstrar que o ímpeto não arrefeceu. Esses fundos - calcula-se que estejam próximo de 8.000 registrados – com ativos que podem chegar a US$ 4 trilhões em 2008, têm interesses díspares e nem sempre congruentes com os dos fundos tradicionais.
por Fernando G. Carneiro
A forma com que a companhia aberta lida com esses fundos também deve partir de pressupostos distintos e novos. O ano de 2005 coincidiu com um maior ativismo de certos fundos, principalmente no Japão, que se viu assolado por desafios contra a implementação de “poison pills”.
DA GOVERNANÇA À REPUTAÇÃO ORGANIZACIONAL: TRAJETÓRIA, CAUSAS E EFEITOS
O primeiro marco histórico o do desenvolvimento das boas práticas de governança corporativa foi o ativismo pioneiro de Monks, que, indignado com a passividade dos acionistas diante das práticas oportunistas exercidas pelos executivos das corporações norte-americanas, demonstrou ao mercado a necessidade da institucionalização das práticas de governança corporativa e a maior intervenção no mercado.
por Marcelo Domingos
O segundo passo mais importante dessa evolução foi o Comitê de Cadbury, a partir do qual a Bolsa de Valores de Londres, preocupada e influenciada pelos escândalos no mercado financeiro na década de 80, suportou a revisão das práticas de contabilidade e a elaboração de demonstrações financeiras.
GOVERNANÇA CORPORATIVA: COMO ELA PODE AFETAR O CUSTO DE CAPITAL?
A boa condução de uma empresa no nível de sua cúpula interessa a investidores proprietários e emprestadores, que se tornam mais confiantes nas potencialidades de uma empresa. Mas como eventuais benefícios de uma boagovernança corporativa podem afetar o custo do dinheiro que financia os investimentos empresariais?
por Mônica Mansur Brandão
Esta pergunta merece investigação e desenvolveremos aqui alguns raciocínios singelos, sem pretender, em nenhum momento, fechar o entendimento de uma questão que não nos parece simples e que, aliás, merece ser contemplada em mais de um artigo.
PESQUISA IBRI É MATÉRIA DE CAPA DA REVISTA EXAME
O IBRI realizou pesquisa publicada na revista Exame de 31 de dezembro de 2007 que envolveu 34 executivos de RI de companhias que realizaram IPO (sigla em inglês Initial Public Offering) nos últimos quatro anos. O levantamento IBRI/Exame, que foi capa da publicação (Especial – Uma pesquisa exclusiva mostra o poder transformador dos IPOs nas empresas brasileiras), levantou as mudanças ocorridas nas empresas após as ofertas de ações.
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE RISCOS NO PROCESSO DE ESTRUTURAÇÃO EMPRESARIAL
Enquanto o mercado internacional enfrenta a crise imobiliária e os sinais de recessão nos Estados Unidos, o Brasil e as empresas brasileiras passam por momento favorável, com o crescimento do PIB e evolução das oportunidades de negócios.
por Valdir Arnaldo dos Santos e Alexandre Sá
Nesse cenário, empreendedores brasileiros estão se estruturando e, em alguns casos, já acessaram mercados organizados, como bolsa de valores via abertura de capital (IPO) onde buscaram recursos em condições adequadas para financiar novas etapas de expansão.
AUMENTAM OS LISTINGS ESTRANGEIROS NA NYSE
Em 2007, quarenta e duas empresas não-americanas registraram suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE), representado um aumento de 45% em relação a 2006, quando foram realizados 29 listings internacionais. Atualmente, 421 emissoras de 45 paises são negociadas na NYSE. Os listings em 2007 refletem uma maior participação de empresas chinesas, no total de 20 em comparação com apenas 4 em 2006. Por sua vez, a Nasdaq Stock Market atraiu 19 empresas chinesas em 2007.
CORPORAÇÕES VOLTADAS PARA A SUSTENTABILIDADE
O mundo continua desigual: populações crescem de forma desordenada, a renda permanece concentrada - o PIB per capita dos Estados Unidos é mais de 400 vezes o da Etiópia - e a expectativa de vida na Swazilândia é inferior a 30 anos.
por Silvio Guerra
O meio ambiente continua ameaçado mesmo com os esforços de países e governos em torno do tema Sustentabilidade, com destaque para a Finlândia e a Noruega.