ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA EXPERT EM MERCADO DE CAPITAIS
O economista Roberto Teixeira da Costa foi o primeiro presidente da CVM, e também um dos responsáveis pela organização e instalação da Comissão de Valores Mobiliários no Brasil.
por Ronnie Nogueira
Com uma experiência de 50 anos no mercado financeiro, e atuando hoje como membro do Conselho de Administração de diversas empresas e instituições, Teixeira da Costa faz uma análise sobre os principais avanços que ocorreram no Mercado de Capitais nos últimos anos.
A EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES NO BRASIL
A atividade de Relações com Investidores (RI) no Brasil criou um arcabouço teórico muito importante e continua a evoluir com rapidez na conquista de conhecimentos, técnicas, ferramentas e mercado. O Brasil precisa crescer, desenvolver-se, atingir o grau de investimento (“investment grade”), gerar mais recursos financeiros, captar mais recursos externos, aumentar a pauta de bens da balança comercial, investir em infra-estrutura, ser mais sólido; enfim o Brasil tem pressa!
por Geraldo Soares
As empresas brasileiras estão fazendo a sua parte nesta agenda, através da conquista cotidiana de uma gestão mais eficiente e eficaz, do aumento das exportações, da globalização, da adoção de melhores práticas de governança corporativa e da evolução, rápida, nas atividades de Relações com Investidores.
TROPEÇOS NOS IPOs A CULPA É DO MERCADO!
A frustração com o desempenho das ações que ingressaram na Bovespa através de IPOs (Ofertas Públicas de Ações) no último ano pode ser explicada por diversas razões, mas uma coisa é certa - a maior parte das perdas está relacionada a três fatores: os exageros proporcionados pela alta liquidez do mercado, a falta de uma boa comunicação e por promessas não cumpridas!
por Ana Borges
Os menos preparados para as condições adversas derraparam no primeiro sinal de redução do fluxo de recursos. Em muitos casos o que pesou mesmo foi prometer e não cumprir, já em outros a falta de comunicação tornou-se um agravante a mais. “É preciso entender que o movimento é cíclico. Assim como a forte rentabilidade dos IPOs não era normal. A questão perda e ganho serve para a educação do mercado”, destaca o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o advogado Marcelo Trindade.
COMO LIDAR COM AS FALHAS DAS EMPRESAS E DOS MERCADOS DE CAPITAIS
Em 1937, o professor Ronald Coase escreveu um artigo essencial para quem pretende tentar responder à pergunta: para que existem as firmas? No texto clássico The nature of the firm, o ilustre pensador (Prêmio Nobel de Economia em 1991) apresenta uma explicação para a necessidade das empresas (ou melhor, das firmas, palavra muito usada no âmbito da ciência econômica): firmas precisam existir porque é necessário firmar contratos de longo prazo entre empreendimentos e pessoas necessárias às diversas atividades a eles associados, especialmente quando não se consegue prever com exatidão quais serviços serão necessários no futuro.
porMônica Mansur Brandão*
Tais idéias não constituem a única teoria consistente sobre as firmas; ainda assim, fazem considerável sentido, pois acreditamos que seria insuportavelmente dispendioso para uma economia capitalista a contratação e descontratação de pessoas inúmeras vezes ao longo de uma semana de trabalho e das vidas úteis de múltiplos empreendimentos. Assim, contratos de trabalho de longo prazo, firmados entre uma entidade denominada firma (empresa) e pessoas prestadoras de serviços existiriam para reduzir dramaticamente custos de contratação, denominados pelo professor Coase de custos de transação.
ASSEMBLÉIAS ONLINE UM CLIQUE, UM VOTO
ções online já não é mais novidade. Mas dentro de algum tempo os acionistas, principalmente os que têm papéis de companhias com capital pulverizado, terão voz ativa e mais oportunidades de exercer o seu voto nas assembléias gerais ordinárias ou extraordinárias. E o que é melhor: participar das decisões sem precisar sair da frente do computador.
por Marion Monteiro
Até hoje, para votar o acionista tem que estar presente à assembléia ou contratar um advogado para representá-lo, através de procuração, além de bancar todos os custos e enfrentar uma burocracia.
CARBON DISCLOSURE PROJECT
A maior coalizão de investidores do mundo busca um maior disclosure de informações sobre mudanças climáticas e valor acionário de empresas globais.
por Ronnie Nogueira
O Carbon Disclosure Project (CDP) uma colaboração de 385 investidores institucionais, que gerenciam ativos de mais de US$ 57 trilhões, enviou no início de fevereiro último, sua solicitação de disclosure 2008 para as 3.000 maiores corporações do mundo.
A NOVA ERA DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO SUSTENTÁVEL
Até o lançamento do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa em 1º de dezembro de 2005 existia dois fundos de investimento ISR – Investimento Socialmente Responsável em renda variável. Hoje já com a terceira carteira teórica do índice em vigor existe cerca de 15 fundos dessa natureza, alguns com gestão passiva e outros ativa.
por Roberto Gonzalez A indústria de fundos em renda variável cresceu no Brasil com o desenvolvimento do mercado de capitais nacional, e os fundos ISR seguiram esta tendência, chegando em julho do ano passado a aproximadamente R$ 1,7 bilhão em patrimônio, tornando-se cada vez mais relevante uma caracterização própria para esse segmento.
CODIM DIVULGA PRONUNCIAMENTO SOBRE REUNIÕES RESTRITAS
As companhias de capital aberto não devem divulgar em reuniões restritas informações seletivas, relevantes ou segmentadas que ainda não foram anunciadas para o mercado.
por Rodney Vergili e Jennifer Almeida
Essa orientação foi o ponto principal abordado no Pronunciamento nº. 3 do Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado (CODIM) que debateu sobre as reuniões restritas, que se caracterizam por encontros, presenciais ou por outros meios de comunicação, no país ou no exterior, com indivíduos ou pequenos grupos, sejam estes profissionais de investimentos, acionistas, investidores, mídia e outros grupos que a Companhia entenda ser importante para suas atividades.
DESPERDÍCIO DE RECURSOS NAS ÁREAS DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Departamentos de RI estão pagando por Consultoria e levando Apoio Operacional.
por Rodrigo Azevedo*
Bovespa, que reuniu mais de 100 profissionais do setor de Relações com Investidores (RI). Desde então, eu e o diretor da RIWeb, Epaminondas Rodrigues, visitamos 54 empresas. Arrisco dizer que ninguém visitou tantos departamentos de RI em tão pouco tempo e, por isso, me sinto bem seguro para escrever sobre este assunto.
NOVA DIRETORIA DO IBRI DEFINE PLANEJAMENTO 2008/2009
A nova diretoria do IBRI reuniu-se, em São Paulo, no dia 23 de fevereiro de 2008, sábado, e realizou debate sobre o planejamento da gestão 2008/2009. Durante a reunião, das 10 horas às 18 horas, no Hotel Quality Suítes Congonhas – com localização acessível aos participantes – foram definidos os novos desafios e as iniciativas que serão desenvolvidas com objetivo de dar continuidade à missão do Instituto, que é a de contribuir para a valorização da área de Relações com Investidores e o aperfeiçoamento do profissional de RI.
A IMPORTÂNCIA DA GOVERNANÇA NO PROCESSO DE PREPARAÇÃO PARA IPO
Porte, vantagens competitivas, estratégia de crescimento e atuação em setor dinâmico da economia são fatores-chave para uma abertura de capital de sucesso. São condições tradicionalmente avaliadas pelo mercado, que pautam analistas e investidores e influenciam as cotações dos papéis. Cada vez mais, porém, a valorização das ações sofre o impacto de um fator relativamente novo: boas práticas de governança corporativa..
por Valdir Arnaldo dos Santos*
Evidências disso consolidaram-se de modo tão acelerado nos últimos anos que hoje pode parecer uma obviedade dizer que empresas pouco transparentes e com processos de decisão viciosos têm chances praticamente nulas de sucesso no mercado de ações. Mas uma parte considerável das corporações ainda ignora as principais diretrizes da nova ordem e muitos dirigentes de empresas enxergam governança como um limitador de poder.
MULHERES NOS CONSELHOS
Desde o início deste ano tornou-se obrigatória a participação de pelo menos 40% de mulheres nos Conselhos de Administração das empresas listadas na Oslo Stock Exchange. De acordo com a legislação das companhias abertas da Noruega, o não atendimento a essa exigência poderá resultar no cancelamento do registro na Bolsa ou mesmo a dissolução da empresa. A exigência, que se aplica a todas as empresas abertas, gerou uma grande demanda por conselheiras mulheres, e muitas empresas reclamam que tem sido difícil encontrar candidatas experientes. Algumas mulheres mais qualificadas para o exercício da função chegam a participar de 25 a 30 Conselhos de Administração, o que, por sua vez, tem gerado preocupações entre investidores sobre a capacidade delas de realmente apresentarem um desempenho adequado.
RELAÇÕES COM INVESTIDORES EM TEMPOS DE VOLATILIDADE
Todas as estatísticas, amplamente divulgadas, demonstram que nos anos recentes as companhias
brasileiras se beneficiaram do fluxo, majoritariamente internacional, de recursos destinados a investimentos
em ações que viabilizou dezenas de aberturas de capital.
por Sérgio Tuffy Sayeg*
Muitos foram também os casos em que acionistas, controladores ou não, promoveram a venda de participações acionárias relevantes. Somente no período compreendido entre janeiro e dezembro de 2007 as captações por meio de ações negociadas na Bovespa alcançaram o equivalente a US$ 43 bilhões - 67% por meio de IPOs e 33% por meio de outras ofertas, consolidando a posição de liderança do mercado brasileiro entre os demais na América Latina e colocando-o como o oitavo maior dentre todos no mercado mundial. O número de empresas listadas na Bovespa em janeiro de 2008 totalizava 449. Destas, 93 estavam no Novo Mercado, 20 no Nível 2, 44 no Nível 1 e 292 no segmento Básico e BDRs.