COMO SE TORNAR UM ESPECIALISTA DO MERCADO DE INVESTIMENTO
O primeiro princípio do fortalecimento das relações com os clientes é entender seus clientes. O primeiro princípio da mercadologia é entender seu mercado. O primeiro princípio das relações com investidores é entender os investidores.
por William F. Mahoney
Relações com investidores não é uma função mercadológica – e sim, uma função de comunicação, que tem na informação o seu único produto. O profissional de RI se beneficia da aplicação dos princípios de mercadologia, especialmente de dois:
REFLEXÕES SOBRE A DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES NO MERCADO DE CAPITAIS
A necessidade de organizar o mercado de capitais para que todos os investidores e doadores de capital tenham acesso às informações necessárias e conseqüentemente poderem tomar suas decisões à luz
de um cenário conhecido é antiga e desenvolveu-se paralelamente a evolução dos mercados.
por Marina M. Yamamoto
As discussões relativas à evidenciação das informações no mercado de capitais tornaram-se mais estruturadas e ganharam importância a partir de 1929, surgindo como reação a uma das maiores crises do mercado financeiro norte americano. A partir de então, as principais discussões sobre a divulgação envolvem a quantidade de informação, a forma com que ela será apresentada, a quem ela se destina, e mais recentemente, as razões que motivam os administradores a evidenciá-las.
EM DEBATE: CORPORATE DISCLOSURE
A troca de idéias com especialistas - nacionais e internacionais - sobre a divulgação de informações corporativas para o mercado foi o tema da Conferência Corporate Disclosure, promovida pela Vale com apoio do IBRI - Instituto Brasileiro de Relações com Investidores, que reuniu cerca de 100 executivos, advogados e profissionais de empresas, no último dia 28 de março, no Copacabana Palace Hotel, no Rio de Janeiro.
por Marion Monteiro
Como as empresas brasileiras têm se internacionalizado, muitas vezes os administradores se deparam com conflitos de como passar a informação ao mercado. “Algumas normas não são consistentes em si e os administradores das empresas se vêem às voltas com situações complexas. Falar é um problema e não falar também é. Ficamos numa saia justa que não tem tamanho”, declarou o presidente da Vale, Roger Agnelli, na abertura do evento.
O BOM, O RUIM E O DESAGRADÁVEL
Os administradores das empresas e os executivos de relações com investidores em geral não gostam de Guidance. Então, porque é que o fornecem? Os bons analistas de ações também não. Eles acreditam que o fornecimento de Guidance reduz o seu papel e o valor de suas análises de empresas - e de suas recomendações de compra, manutenção ou venda das ações.
por William F. Mahoney
Certamente, as firmas corretoras para as quais os analistas trabalham adoram guidance. E porque não iriam gostar? O guidance coloca um foco sobre os resultados financeiros de curto prazo, como lucros e receitas trimestrais. Geralmente, lucros e receitas sobem e descem de um trimestre para outro, ao invés de crescerem suave e constantemente. Então, o foco do mercado sobre resultados de curto prazo promove mais volatilidade levando a mais comissões para as corretoras.
BREVE REVISÃO DOS JULGAMENTOS DA CVM SOBRE FATOS RELEVANTES
Com o notável crescimento do nosso mercado de capitais, que hoje conta com 488 companhias listadas na Bovespa e uma capitalização de mercado de quase R$ 2,5 trilhões, a atuação dos Diretores de Relações com Investidores (“DRIs”) dessas empresas, ganha relevo. É essencial que esses profissionais, responsáveis pela relação entre a companhia e seus acionistas, investidores, profissionais do mercado e analistas compreendam bem a abrangência e os limites de suas funções.
por Elaine Palmer, Daniella Ventura e Fernanda Pereira Carneiro
Isso demanda não só conhecimento das regras aplicáveis, mas também atenção à interpretação que a CVM vem conferindo a essas regras. Uma análise das decisões proferidas pelo Colegiado da CVM entre 2006 e 2008 (até 09/04) em processos administrativos sancionadores revela que a imensa maioria dos processos instaurados contra DRIs se refere a questões atinentes à atualização do registro de companhia aberta. No entanto, vem crescendo o número de inquéritos que envolvem discussões sobre divulgação de fatos relevantes.
A LEI 11.638/07 TEM ALGO A VER COM SUSTENTABILIDADE?
A contabilidade tem algo a ver com a sustentabilidade? Esta não é a primeira vez que abordo essa questão. Reafirmo que no meu entender tem tudo a ver, afinal não só todo e qualquer numerário transacionado pela companhia deve ser retratado na contabilidade, como também essa explicita várias questões atreladas a gestão.
por Roberto Gonzalez*
Como por exemplo a nota explicativa sobre passivos contingentes onde é corriqueiro tratar da política adotada pela empresa em relação as questões: trabalhista, fiscal e civil e, em alguns casos, ambiental.
MÍDIAS DIFERENTES, PRODUTOS DIFERENTES
O relatório anual online não pode ser visto como apêndice ou versão do impresso. Ou como um livro eletrônico. Isso é fazer dele uma brochura na internet, não um produto digno de se considerar online. Repensar o papel dos RA na era da interatividade, da colaboração e do livre trânsito de informações é repensar o próprio perfil da peça e das áreas de RI, que devem aproveitar a multimídia para contar as histórias de cada relatório e aprender a dividir com o usuário o controle sobre as informações.
por Roberto Cassano e Rodrigo Guimarães
É de se supor que uma pessoa que tenha acesso a um relatório anual online tenha acesso à internet. E, se ela tem acesso e possui algum grau de interesse na empresa em questão, ela também tem acesso a seu site de relações com investidores (também assumindo que alguém que faça um relatório anual online já tem seu próprio site de RI).
CASE MARY KAY: MERCADO COM FOCO DE CURTO PRAZO AJUDA A EMPREENDER?
Nascida no estado do Texas (EUA), Mary Kay Ash foi uma mulher ímpar, especialmente quando se considera a mentalidade vigente nos anos sessenta, período em que ela pôde buscar a realização do seu sonho, após educar três filhos e trabalhar durante 25 anos com vendas: criar uma empresa que operasse de acordo com as suas convicções pessoais.
por Mônica Mansur Brandão
A empresa criada por Mary nasceu de economias familiares, incluindo o dinheiro que a empresária tinha acumulado ao longo do tempo para desfrutar sua aposentadoria. Se fracassasse, ela teria que trabalhar até o final de seus dias para sobreviver (Milagres que acontecem, 1994).
10ª EDIÇÃO DO ENCONTRO NACIONAL DE RI SERÁ REALIZADA NO GRAN MELIÁ WTC, SÃO PAULO
A décima edição do Encontro Nacional de Relações com Investidores – realizado pelo IBRI em parceria com a ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas) - acontece nos dias 2 e 3 de junho de 2008. O evento abordará temas e debates sobre: Cenários Econômicos, Governança Corporativa, Transparência e IFRS; O RI e o Investidor; O RI e o Valor da Companhia e O RI do Futuro. A edição deste ano acontecerá pela primeira vez no Gran Meliá WTC, em São Paulo, devido ao crescente interesse do público e a necessidade de maior espaço para expositores. Em 2007, o Encontro recebeu 700 participantes e registrou recorde de cobertura da imprensa. A edição de 2008 promete superar as expectativas.
IR MAGAZINE BRAZIL AWARDS 2008
O Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a IR Magazine e o apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e da Revista RI - está realizando a quarta Sondagem de Relações com Investidores no Brasil, que tem por objetivo identificar, premiar e disseminar as melhores práticas de RI no mercado brasileiro. A pesquisa, que abrange todas as empresas listadas na Bovespa, é realizada junto aos principais administradores de carteira, consultores de investimentos e analistas buy e sell-side que cobrem o mercado de ações no Brasil, visando estimular uma maior transparência e abertura das empresas listadas, e assim facilitando uma melhor avaliação para as tomadas de decisões de investimento. Os resultados da pesquisa, realizada de forma totalmente independente pelo IBRE/FGV, indicarão as melhores empresas, administradores e profissionais de RI em 12 diferentes categorias, que serão conhecidos na cerimônia de premiação do IR Magazine Brazil Awards 2008, que se realizará no próximo dia 2 de junho, no WTC Hotel, em São Paulo. (www.irmagazinebrazil.com)
A PREPARAÇÃO DA EMPRESA FAMILIAR PARA O MERCADO DE CAPITAIS
Parece uma tendência irreversível a entrada do Brasil no capitalismo acionário, expressão que poderíamos traduzir por propriedade pulverizada do capital de empresas através de ações cotadas em Bolsa de Valores. Muitos empresários já compreenderam que é melhor deter 30% de uma empresa cujo valor é 200 do que deter 100% de uma com valor de 20.
por Leslie Amendolara
Essa constatação levou controladores de empresas familiares a pensar em abrir o capital. Neste breve artigo vamos analisar o que seria uma fase pré-abertura, muitas vezes necessária para preparar o grande salto. Para simplificar consideremos que não existem conflitos familiares a resolver; a empresa está em boas condições financeiras e possui excelentes perspectivas de crescimento.