INVESTMENT GRADE
NOVO DESAFIO PARA AS RELAÇÕES COM INVESTIDORES O selo de credibilidade obtido pelo Brasil aumenta os desafios para as áreas de Relações com Investidores das companhias, no momento em que as palavras chaves são: transparência das informações, eqüidade e prestação de contas. São novos investidores ingressando no mercado de capitais em busca de oportunidades no País que recebeu o Investment Grade pela Standard & Poor´s, e aguarda também ser melhor avaliado pelas outras agências de risco. por Ana Borges A principal mudança para as áreas de RI é o ingresso de novos investidores institucionais para a compra de ações. Desta forma, aumenta a demanda por informações e as exigências quanto à qualidade da transparência de gestão. “A conquista do selo significa, principalmente, que o País agora deve atrair grandes investidores institucionais para a compra de ativos brasileiros. Espera-se um grande fluxo de recursos. Os ativos brasileiros serão mais valorizados”, explica o sócio-diretor da BDO Trevisan e analista financeiro, Márcio Peppe. NOVOS TEMPOS PARA A COMUNICAÇÃO
NO MERCADO DE CAPITAIS O mercado de capitais no Brasil vive novos tempos. As empresas procuram abrir o capital. O país agora figura na lista de países com credibilidade para receber investimentos. São TEMPOS em que palavras como Transparência, Equidade, Meritocracia, Prestação de contas, Organização e Sustentabilidade passam a serem básicas em termos de normas de conduta e melhores práticas. por Rodney Vergili A comunicação financeira está cada vez mais valorizada. Ativos intangíveis, como: marca, reputação, credibilidade - passam a ser diferenciais importantes nos negócios. São cada vez mais freqüentes as fusões e aquisições realizadas com base no valor das empresas em Bolsa, ou seja, as compras são realizadas por meio de entrega de ações (valorizadas), e não de dinheiro vivo. DIVULGAÇÃO, RELATÓRIOS E TRANSPARÊNCIA
O VALOR DA CONVERGÊNCIA DAS FUNÇÕES DE COMUNICAÇÃO A divulgação é o centro do universo das relações com investidores. Isto porque as informações são o “produto” essencial apresentado aos investidores e executivos da empresa pela equipe de RI. A área de relações com investidores é a principal fornecedora de informações da empresa para o mercado e do mercado para a empresa. É razoável que os RIs sejam os responsáveis pelo processo de divulgação da empresa. por William F. Mahoney De toda a forma, as empresas devem ser a principal e mais valiosa fonte de informações. Os analistas e investidores concordam prontamente e ficam satisfeitos em recorrer às empresas. Eles também mantêm um ceticismo saudável, ao reconhecer a propensão da administração em destacar o aspecto positivo das informações. As empresas se beneficiam por serem consideradas como abertas, sinceras e francas. As informações contribuem para o entendimento do valor intrínseco da empresa e, portanto, para determinar a sua avaliação e o preço das ações. As informações fornecem a base para a avaliação da empresa, seus pontos fortes e fracos e a perspectiva de crescimento. RELAÇÕES COM INVESTIDORES:
NAVEGANDO NO MERCADO GLOBAL, COM INVESTMENT GRADE A atividade de Relações com Investidores apresentou uma importante evolução na sua trajetória desde uma função acessória de Comunicação Corporativa iniciada na década de 50 nos EUA (onde a General Electric foi a sua origem), até alcançar sua nova posição atual como uma função independente e estratégica, e mesmo essencial, dentro das empresas de capital aberto. por José Marcos Treiger No Brasil, o papel do IBRI no apoio ao desenvolvimento da atividade, incluindo o preparo e a oferta de cursos de especialização e de pós-graduação em RI e na disseminação das boas práticas e da ética na nossa profissão - entre muitos outros aspectos - tem sido fundamental e, felizmente, bem sucedido. IR MAGAZINE AWARDS BRAZIL 2008 No próximo dia 2 de junho estarão sendo premiadas as empresas, os programas e os profissionais de Relações com Investidores, que mais se destacaram no mercado de ações brasileiro, no último ano. por Ronnie Nogueira AGORA É A VEZ DAS EMPRESAS BUSCAREM O PRÊMIO AAA O dia 30 de abril de 2008 será um marco na história econômica do Brasil pela conquista do “grau de investimento”, com a nota BBB -, da agência de classificação de risco Standard & Poors. O caminho está aberto para as empresas que construírem os melhores fundamentos obterem a nota AAA, a melhor possível, dez degraus acima da concedida ao País. por Arleu Aloísio Anhalt A seqüência de fatos registrados pela imprensa após a concessão do grau de investimento ao Brasil e o conjunto de impactos esperados a médio e longo prazos acenam para excelentes oportunidades de negócios tanto para companhias abertas como para as empresas que cogitam abrir o capital. Por razões parecidas, mas seguindo passos distintos, tanto companhias abertas quanto fechadas têm pela frente um roteiro de etapas a cumprir para capturar o melhor que o novo ambiente pode oferecer. INVESTMENT GRADE: OPORTUNIDADES PARA EMPRESAS BRASILEIRAS VALORIZAREM SUAS MARCAS O presente artigo busca ilustrar uma ferramenta para capitalizar ainda mais o valor das corporações no contexto que favorece o acesso a um mercado ainda pouco conhecido pelas empresas brasileiras e que conhece pouco delas: o mercado de investidores mundiais (individuais e grandes empresas investidoras). por Eduardo Tomiya A abordagem para o tema trata de valorização dos ativos intangíveis das empresas, visa entender como estes ativos intangíveis são percebidos pelo mercado de capitais e, principalmente, que ações devem ser tomadas para que seja construída uma determinada imagem/percepção sobre a empresa junto ao mercado, e, consequentemente, como trabalhar para que esta percepção gere valor ao acionista. O BRASIL SE TORNOU SÉRIO? É possível que a admissão do Brasil à categoria “grau de investimento”, por decisão recente da agência de classificação de riscos Standard & Poor’s, acabe tendo para nossa economia o mesmo impacto benéfico trazido em anos anteriores pelos avanços obtidos em governança corporativa, ainda que essa agência seja por ora uma voz isolada. por Herbert Steinberg A leitura que muitas autoridades e muitos analistas de mercado fizeram da reclassificação para uma faixa de risco mais favorável foi que, afinal, somos reconhecidos como um país sério. Algo parecido já vinha ocorrendo em ponto menor, pois o mercado internacional deixava claro que valorizava o nosso esforço, o que levou ao deslanche do mercado de capitais. ÉTICA DE MAQUIAVEL Considerado por muitos como sendo pai da ciência política, Nicolau Maquiavel (1469-1527) descreveu, em sua famosa obra O príncipe, diretrizes a serem observadas por dirigentes políticos de sua época, cujo contexto era o das monarquias absolutistas e principados. Quando cotejadas com o modus operandi presente de diversos líderes políticos, em distintos países e regiões, tais diretrizes se mostram pautadas pela atualidade. por Mônica Mansur Brandão Os pressupostos da ética de resultados de Maquiavel não qualificam seu propositor como um pensador maquiavélico, no sentido negativo freqüentemente atribuído ao seu pensamento. Maquiavel não preconizou ao líder fazer o mal, mas, sim, fazer o que necessita ser feito, inclusive o que é considerado mau, para que sejam alcançados os objetivos desejados. O foco de O príncipe é o objetivo e é nesse ponto que reside o grande perigo da ética de resultados, a qual pode ser absorvida tanto por líderes com objetivos mais elevados, como, por exemplo, a busca do crescimento, da evolução e do bem-estar de seus liderados, quanto por aqueles focados em interesses como a manutenção do poder pelo poder e a dominação sobre um grupo para benefício próprio. Considerando o contexto conturbado e instável em que viveu Maquiavel, parece razoável supor que a manutenção do poder por príncipes foi considerada um objetivo lícito e válido pelo pensador, devendo seu trabalho ser devidamente contextualizado. IFRS - VIII WORKSHOP SCA APRESENTA A PRIMEIRA SOLUÇÃO PARA CONVERSÃO A recente classificação do Brasil como Investment Grade pela Standard & Poor’s tornou o país mais confiável e viabilizou o aumento no volume de investimentos externos, de fundos de pensão e seguradoras. Espera-se para breve a retomada dos processos de abertura de capital, suspensos por conta da volatilidade internacional. Fato ainda mais relevante foi a adesão do país aos padrões internacionais de informações financeiras, ou IFRS, que nos levam a um padrão global de informações. por Antonio Coló O GRAU DE INVESTIMENTO Com a conquista em 30 de abril último, do 1º Grau de Investimento pela agência de rating Standards & Poor’s - a euforia tomou conta do nosso mercado, não é para menos - há mais de 10 anos o país se prepara para esse acontecimento, e agora o que vai acontecer? por Roberto Gonzalez Muitos investidores internacionais só podem investir em países com grau de investimento e a maioria desses somente em paises com grau de investimento reconhecido por pelo menos duas agências de rating, ou seja ainda falta mais uma reconhecer o Brasil como um “porto seguro”. Isso não significa que não é um momento para comemoração, afinal quantas pessoas se sacrificaram para que essa realidade fosse possível? CHINA: por Felipe Albertani O bom resultado econômico trouxe prosperidade para milhões de chineses, levando o país a constituir-se como uma nova potência. Junto com o sucesso, entretanto, começaram a surgir previsões de que toda essa prosperidade poderia não durar. CLUBE DE INVESTIMENTO PIONEIRO DE BRASÍLIA No dia 18 de setembro de 2004, reuni um grupo de 12 pessoas na sede da APIMEC-DF para explicar o método INI, até então uma nova filosofia de investimento em ações - liderada pelo INI - Instituto Nacional de Investidores - que acabara de ser lançada no Brasil. por Victor José Hohl Criação do Clube: Na seqüência, após outras reuniões, o grupo decidiu constituir um Clube de Investimento em Ações. Para tanto foram realizadas reuniões estudos da legislação (Instrução CVM no 40, de 7.11.1984 e Resolução no 285/2003 do Conselho de Administração da Bovespa, que dispõe sobre Clube de Investimento). Os participantes elaboraram o Estatuto, e escolheram, através de votação, o Gestor e os Representantes do Clube.
COMUNICAÇÃO SEGMENTADA: “Comunicação Segmentada com Investidores” foi o tema do seminário promovido pela diretoria do IBRI São Paulo, no dia 14 de maio passado. Luiz Henrique Valverde, diretor vice-presidente São Paulo do IBRI, fez a abertura e salientou que esse é primeiro evento de 2008 da regional paulista e está em linha com a missão do Instituto de valorizar cada vez mais o profissional e área de Relações com Investidores. “É com grande satisfação que recebemos profissionais renomados para debater sobre o assunto“, completa Valverde. por Jennifer Almeida No primeiro painel que teve como tema central “A Importância da Comunicação Segmentada” João Rodarte, presidente da CDN – Companhia da Notícia – fez palestra sobre planejamento e implementação de instrumentos e conceitos de comunicação corporativa. Para o executivo, comunicação exige diagnóstico – retrato mais fiel da empresa – para identificar os pontos fortes e fracos da companhia. “Os responsáveis pela comunicação devem estar dentro do processo e quando isso não acontece é preciso criar essa cultura dentro da empresa”, explica.
OBAMA E A REMUNERAÇÃO DOS CEOs Num recente discurso de campanha, o candidato a presidência dos Estados Unidos Barack Obama falou sobre o direito dos acionistas em votar sobre a remuneração dos presidentes das companhias americanas. Ele disse: “Nós acreditamos nos fundamentos dos valores americanos que pregam que se você faz um bom trabalho, e é bem sucedido, você deve ser recompensado. Mas hoje um “Wall Street CEO” parece não se importar se está realizando ou não um bom trabalho para os seus acionistas e empregados: pois ele será recompensado de qualquer maneira. Vejam o caso da construtora KB Home. Eles perderam quase US$ 1 bilhão no ano passado. Mas o seu CEO saiu com um bônus de US$ 6 milhões em dinheiro, e isso além do salário base de US$ 1 milhão”. Obama mencionou outros casos, considerando-os um escândalo, mas culpou os governos passados por falharem na prevenção de práticas que frequentemente recompensam a manipulação financeira ao invés da produtividade e das boas práticas de governança nos negócios. Ele disse que é preciso restaurar o equilíbrio da economia americana e estabelecer regras que tornem a competitividade mais justa, mais aberta e mais honesta. Um porta-voz da campanha de Obama disse que a aprovação de uma legislação sobre “say-on-pay” será uma prioridade quando ele se tornar presidente.
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INVESTMENT GRADE: O mês de maio foi marcado por avanços econômicos no país quando foram anunciados o Plano de Desenvolvimento Industrial e a conquista do selo de grau de investimento, concedido na primeira quinzena do mês pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s. por Eduardo Pocetti Apesar de toda a crise financeira internacional, o Brasil tem se mantido bastante fortalecido no momento atual, haja vista a conquista do selo de investment grade. O Brasil cresceu 5,4% em 2007, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ainda na primeira quinzena de março. Os números do crescimento do PIB ficaram acima da previsão inicial que era de crescimento de 5%.
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