O caminho de terra batida levou o nome de um muro construído ao longo de seu curso, pouco depois de Nova Iorque ter sido fundada pelos holandeses. Eles estabeleceram ali, em 1609, o posto comercial de Nova Amsterdã. Em 1626, os índios que viviam na região venderiam a ilha de Manhattan por apenas 24 dólares e um punhado de contas coloridas aos mesmos holandeses. A rua, que tomou o nome do muro, se tornou então um centro comercial, porque ligava as docas do lado do Rio Hudson, aos entrepostos de importados do “East River”, no outro extremo da ilha.
porJosé Marcos Treiger
Curiosamente, a ligação de Wall Street com o Brasil começa nos seus primórdios. A derrota dos holandeses em Pernambuco, nos meados do século XVII, serviria como estímulo ao crescimento de Nova Amsterdã. Até que, em 1664, após a conquista pelos ingleses, a futura cidade teria o seu nome trocado para Nova Iorque, em homenagem ao duque inglês de York e Albany. Em março de 1817 é fundada a NYSE, que tornaria a rua do muro importante em todo o mundo.
ENTENDENDO O SELL SIDE: O PAPEL DOS VENDEDORES DE TÍTULOS E AÇÕES
Basicamente, o sell side desempenha três funções principais. A primeira, é que ele ajuda as empresas a administrarem e a expandirem seus negócios, obtendo financiamento e organizando fusões, aquisições e alienações de investimentos. O capital vem de ofertas públicas de ações, títulos de dívidas e de diversas fontes privadas. A segunda, é que ele oferece uma grande variedade de produtos de investimento, atendendo tanto a base de clientes institucionais como a de pessoas físicas. E a terceira, é que ele atua como um intermediário na facilitação de transações entre os compradores e os vendedores de ações, títulos de dívidas e outros instrumentos financeiros e físicos.
por William F. Mahoney
Portanto, a maioria das firmas do sell side é composta tanto por bancos de investimento como por corretoras. As empresas e seus bancos sempre tiveram relações cruzadas. Os CEOs e CFOs contratam os bancos, pagam uma robusta comissão de 7% e esperam que o negócio seja realizado, seja ele uma oferta de ações ou de títulos de dívidas, uma cisão de uma unidade de negócio, uma aquisição ou alguma outra coisa. O executivo e o banco estão no mesmo time.
Após um longo período de alta na Bolsa, as áreas de Relações com Investidores das empresas listadas enfrentam o desafio de um mercado volátil, com investidores menos atentos aos fundamentos. Neste momento, o RI deve otimizar o fluxo de informações para que o mercado avalie corretamente sua companhia. Com a comunicação mais apurada, torna-se mais fácil para o investidor separar o joio do trigo.
por Ana Borges
A volatilidade do mercado acionário dos últimos meses encobre a realidade das companhias listadas na Bolsa. Entre os altos e baixos já não importa quais são os fundamentos das empresas. Sem tendência definida, o que guia os movimentos dos investidores são os ganhos e realizações. Este é um primeiro teste para muitas áreas de Relações com Investidores de companhias mais novas que estavam acostumadas com um mercado em “alta” e acionistas mais passivos.
BRANDING NO MERCADO DE CAPITAIS: COMO COMUNICAR OS ATIVOS INTANGÍVEIS DA EMPRESA?
O presente estudo analisa o tema da comunicação dos ativos intangíveis da corporação para o mercado. Esta análise tem foco no tema Valor de Marca. Uma possível abordagem poderia ser o registro de valor de marca em Balanços Patrimoniais. Esta alternativa pode esbarrar em aspectos contábeis que mencionaremos, como, por exemplo, a liquidez deste ativo (marca) isolado do negócio, entre outros aspectos.
por Eduardo Tomiya*
Uma outra abordagem é o resultado do estudo Intelectual Assets e Value Creation 2004-2006, realizado pela Organization for Economic Co-Operation and Development (OECD) que reside no estabelecimento de regras para a comunicação dos ativos intangíveis em um relatório. Em minha visão, prefiro esta última abordagem, que é a criação de um relatório dos ativos intangíveis das empresas.
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NAS REESTRUTURAÇÕES
Nas reestruturações, a maior parte das empresas dá prioridade às análises técnicas, ou seja, econômicas e industriais, além de pensar nas conseqüências para as organizações e os empregados, nos procedimentos e estratégias, etc. Apenas no último momento, pouco antes de anunciar a reorganização aos empregados e aos parceiros sociais, políticos e administrativos, é que se decide tratar da comunicação.
Por Gilberto Guimarães
Estratégia errada. Um dirigente não pode projetar uma reestruturação sem preparar a comunicação que irá sustentar sua realização e bom funcionamento. Pesquisas mostram que 50% do sucesso de um projeto deste tipo está vinculado à comunicação. E quanto mais a empresa for conhecida, maior deverá ser o cuidado na hora de comunicar.
WEBSITE DE SUSTENTABILIDADE
Já abordamos o conceito sobre “website de sustentabilidade” por duas ocasiões nesta seção da Revista RI: uma na edição 74, de abril de 2004, e outra na edição 87, de maio de 2005. É muito salutar ver os avanços conquistados pelo mercado em relação ao conceito defendido há mais de quatro anos.
por Roberto Gonzalez
Acredito que o ano de 2006 contribuiu para uma maior reflexão sobre os conteúdos atrelados à sustentabilidade presentes nos websites das companhias listadas no Ibovespa, pois, nesse ano, ocorreu a primeira edição do estudo sobre websites de sustentabilidade realizado pela consultoria Management & Excellence América Latina (M&E). Esse estudo levou em consideração mais de 80 critérios, o que fez com que as empresas pudessem enxergar como estão posicionadas diante das informações e dados que os públicos estratégicos esperam encontrar em seus websites.
Convido a todos para uma reunião de alinhamento das metas do milênio e de, talvez, um possível aumento no prazo estabelecido para cumprirmos o planejamento integralmente.
por Rafael S. Mingone
Se pensarmos que somos todos de uma mesma organização, gigantesca a ponto de estarmos em todos os lugares do planeta, e que todos os seres humanos são profissionais em suas áreas específicas, devo lhes dizer que nossa empresa poderia estar à beira da falência porque não sabemos como se faz planejamento em longo prazo.
POR QUE RESPEITAR OS ACIONISTAS É PRATICAR RESPONSABILIDADE SOCIAL?
Em 1916, alegando objetivos sociais, Henry Ford decidiu não distribuir parte dos dividendos esperados pelos acionistas da organização que dirigia, direcionando-os para investimentos em capacidade de produção, aumento de salários e fundo de reserva para uma redução esperada nas receitas, em função do corte nos preços de automóveis produzidos. Tal decisão conduziu seu autor a um embate no âmbito do Poder Judiciário norte-americano e o julgamento do caso Dodge versus Ford, em 1919, constitui um dos marcos sobre as discussões relativas à ética e à responsabilidade social.
por Mônica Mansur Brandão
A Suprema Corte de Michigan foi favorável aos Dodges, com a justificativa de que a corporação existe para beneficiar os acionistas, cabendo aos dirigentes corporativos a decisão sobre como alcançar tal propósito.
Ampliar a capacidade de gerar retornos no longo prazo ao investir em segmentos alternativos de elevada volatilidade. Este é o objetivo da Kinea, criada em outubro do ano passado. A empresa atua junto a investidores pessoas físicas e institucionais que estejam dispostos a assumir maiores riscos em uma parcela de suas aplicações com horizonte de prazo mais longo.
por Ana Borges
Com menos de um ano de vida, a Kinea Investimentos, que tem como principal sócio o Banco Itaú, deu um novo passo neste mês de agosto. A empresa lançou o fundo Kinea Sistemático, que utiliza critérios 100% racionais em seu processo decisório. Com valor mínimo de investimento fixado em R$ 50 mil, o fundo estará disponível por meio de Private Bankings, distribuidores, agentes autônomos e family offices. O fundo multimercado é baseado unicamente em estratégias quantitativas para elaborar seu portfólio. “Os modelos estatísticos permitem a adoção de processos racionais de investimento, sem a interferência de fatores subjetivos na tomada de decisões por parte do gestor”, afirma Márcio Verri, presidente da empresa.
IBRI DEBATE “A COMUNICAÇÃO E A SUSTENTABILIDADE NO MERCADO DE CAPITAIS”
Os participantes do seminário "A Comunicação e a Sustentabilidade no Mercado de Capitais" - organizado pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) - enfatizaram que a sustentabilidade deve ser trabalhada no longo prazo, ou seja, cada vez mais o tema deve ser debatido pelas empresas, profissionais e entidades do mercado. O seminário lotou o auditório da Bovespa, em São Paulo, no dia 16 de julho passado.
por Jennifer Almeida e Giovanna Zanaroli
Durante o seminário, Geraldo Soares, presidente executivo do IBRI, disse que atualmente não basta que as empresas apresentem aos agentes do mercado de capitais sua estrutura de governança corporativa. Há a necessidade de ampliar essa estrutura e apresentar estratégias de governança climática, ambiental e social que contemplem os riscos e oportunidades inerentes às constantes mudanças que estão ocorrendo. “Essas mudanças trazem novos desafios ambientais, econômicos e sociais que devem ser solucionados por toda sociedade”, ressalta Soares.
ALMOÇO DE US$ 2 MILHÕES
O preço por um almoço com o “papa” das finanças, o mega-empresário americano Warren Buffett, que, segundo a revista Forbes, é dono da maior fortuna do mundo, bateu todos os recordes. No final de junho, o administrador de um fundo de investimentos de Hong Kong, Zhao Danyang, se dispôs a pagar US$ 2.1 milhões para ter o privilégio de almoçar com ele. Esse valor resultou de um leilão realizado no site e-Bay na Internet em benefício da organização de caridade Glide. O lance inicial do leilão foi de US$ 40 mil, e jamais uma operação beneficente orquestrada pela e-Bay tinha alcançado tal valor. Em 2007, um casal tinha pago US$ 650 mil por esse almoço. O encontro será no restaurante Smith and Wollensky Grill e o contemplado poderá convidar sete pessoas para participar do almoço com Buffett, previsto para durar três horas.
GESTÃO DE RISCOS E GOVERNANÇA CORPORATIVA
Recentemente, foi divulgado o índice que mede o nível de corrupção em vários países. Os dados levantados entre 180 nações posicionam o Brasil na 72ª colocação na pesquisa do Índice de Percepção de Corrupção de 2007, elaborado pela ONG Transparência Internacional.
por Eduardo V. Cipullo
A pontuação brasileira ficou em 3,5, em uma escala de 0 a 10 (em que 10 corresponde ao menor grau de corrupção). Os considerados menos corruptos são a Finlândia, Nova Zelândia e Dinamarca, que estão como os primeiros colocados do ranking, com índice de 9,4. Os Estados Unidos estão em 20º lugar. O país latino-americano melhor colocado no ranking é o Chile, que obteve a colocação de 22º lugar.