O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR As Relações com Investidores no Brasil vem se desenvolvendo rapidamente. Desde 1992 com o surgimento da primeira área de RI formalmente constituída na Aracruz até os dias de hoje em que quase a totalidade das companhias de capital aberto e as mais negociadas em Bolsa declaram ter áreas de RI constituídas, podemos notar esse significativo avanço das Relações com Investidores no Brasil ocorrido principalmente a partir de 2003 com o boom do mercado de capitais. por Salim Ali DUNCAN NIEDERAUER CEO, NYSE Euronext Duncan L. Niederauer é presidente e diretor da NYSE Euronext - e membro do Comitê de Gestão da empresa. Antes de sua posição atual, o Sr. Niederauer foi presidente e co-Chief Operating Officer da NYSE Euronext com a responsabilidade pelas ações à vista nos Estados Unidos. Antes de entrar para a NYSE Euronext, em abril de 2007, o Sr. Niederauer foi managing director e co-Head of the Equities Division Execution Services franchise na Goldman, Sachs & Co. Sua carreira na GS abrangeu 22 anos e incluiu posições de supervisão de produtos japoneses, desenvolvimento da Equities Division E-Commerce e na Spear, Leeds & Kellogg gerenciou as áreas de compensação e execução global de negócios da firma. por William F. Mahoney AS HERANÇAS DA CRISE
FINANCEIRA MUNDIAL A crise financeira mundial, representada simbolicamente pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, está prestes a completar um ano. Economistas apregoam cenários azuis, cinzas e até negros. As opiniões se dividem. Os otimistas dizem que a crise já é coisa do passado, os céticos que ainda é cedo para comemorar e os pessimistas que ainda há outro fundo do poço a se atingir. POR QUE A primeira resposta a essa pergunta poderia ser: porque ela é uma espécie de linguagem universal do mundo das finanças, sem a qual não é possível administrar uma empresa de maneira técnica, profissional e responsável. O TRATO COM A MÍDIA: É difícil imaginar que houve uma época em que a mídia não tinha grande influência no comportamento das pessoas. Existem tantas “mídias” que fomos inundados por elas. As publicações impressas e on-line se proliferam, abrangendo cada especialidade e inventando tantas outras. O rádio nos acompanha em cada viagem que fazemos e enquanto trabalhamos. As TVs a cabo e a Internet nos oferecem centenas de opções de canais. por William F. Mahoney Quer conscientes disso ou não, nosso pensamento e nossas emoções são bombardeados pela mídia. Em nosso local de trabalho acessamos informações atualizadas sobre o andamento do mercado de investimentos e o que está por trás de sua movimentação não só através de mais de uma fonte, mas de um monitor de TV que se divide em vários canais. As empresas estão sujeitas à mídia – boa e ruim – principalmente as grandes empresas e os fabricantes de produtos, prestadores de serviços e aqueles envolvidos em questões e oportunidades que atraem o interesse ou a fascinação do público e/ou do mercado de investimentos. É possível que as empresas menores, aquelas que vêm sendo ignoradas pela mídia, estejam fora do campo de visão. Mas isso não é necessariamente uma boa coisa, pois a visibilidade na mídia pode alavancar positivamente a imagem de uma empresa. IDENTIDADE DE MARCA Um dos fundamentos mais importantes do branding é o conceito de identidade de marca, que talvez seja o início de todo processo de construção das marcas. Mas então, o que é a identidade de marca e como este conceito impacta o papel das diversas unidades da empresa? Entender isto é fundamental para os investidores e acionistas. Afinal, marcas fortes geram um substancial valor ao seu acionista. O objetivo deste artigo é desenvolver este conceito. por Eduardo Tomiya Identidade de marca: o que é isto? Jim Collins, autor de duas obras que são grandes referências no mundo dos negócios – ‘Good to Great’ e ‘Build to Last’ – citou em uma entrevista recente à revista Exame (01/07/2009) que as empresas podem ter cinco estágios de declínio. Os três primeiros, em geral, explicam que a empresa pode parecer saudável, mas, na verdade, estar em uma crise eminente. No quarto grupo estão empresas como IBM e Apple, entre outras, que em determinados estágios de seu ciclo passaram por crises muito grandes, mas que tiveram em suas estratégias de recuperação a volta à essência ou identidade da marca. As que não sobreviveram são do quinto grupo, como, por exemplo, Arthur Andersen. PESQUISA DE MERCADO: O crescimento das comunicações e da informática resultou na formação de um novo conceito de empresa. Originalmente, elas tinham uma única preocupação, o lucro. Com o surgimento da capacidade gerencial como fator reconhecido de alavancagem da produção, junto com a sua transformação em uma estrutura orgânica, onde o consumidor e o lucro não eram mais as razões de ser de seu negócio. por Luiz Sá Lucas e Eduardo Werneck Com o advento da organização concebida em seus primórdios com as estratégias de guerra e com a revolução industrial, a empresa foi evoluindo de uma empresa fechada para uma empresa de sociedade anônima, passando no século XX a ser reconhecida como uma empresa de capital aberto. Dando um pulo para a década dos 90, com o advento dos princípios de governança corporativa, focada na defesa do acionista minoritário, as empresas evoluíram, por fatores de pressão externa, para se constituir em um núcleo polarizador de um conjunto de relações: Trabalhadores, Empresários, Acionistas e Investidores, Consumidores, Governo, o Meio Ambiente e a própria Sociedade. MARLI & EU A Marli é a mulher mais importante da minha vida. Eu a vejo apenas uma vez por semana. Penso nela poucas vezes. Marli pode fazer o que quiser. Marli é casada e muito feliz no casamento. Mas Marli é a mulher mais importante da minha vida. SUSTENTABILIDADE: Evolução e Desafios para as Relações com Investidores Pelo segundo ano consecutivo, a comunidade financeira e os profissionais de Relações com Investidores reuniram-se para discutir os caminhos e a evolução da sustentabilidade no mercado de capitais. O seminário “A Transparência e a Sustentabilidade no Mercado de Capitais”, evento realizado pelo IBRI, revista Razão Contábil e M&E (Management Excellence), ocorreu na tarde do dia 16 de julho de 2009, em São Paulo (SP). Roberto Muller, diretor da revista Razão Contábil, agradeceu a presença dos painelistas e moderadores durante a abertura do encontro que reuniu 102 pessoas no auditório da BM&FBOVESPA, em São Paulo (SP). por Ana Carla Lopes e Jennifer Almeida “A sustentabilidade é um processo em evolução. Ainda há muito para ser feito”, disse Mariana Grossi, coordenadora das Câmaras Temáticas de Energia e Mudança do Clima e de Finanças Sustentáveis do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), antes de moderar a mesa redonda: “Revisitando as expectativas da transparência e Sustentabilidade no mercado de capitais”. Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos; Walter Mendes, presidente da AMEC (Associação de Investidores no Mercado de Capitais) e Reginaldo Alexandre, presidente da Apimec SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), participaram do painel. CRISE NÃO AFETA O “VERDE”
Será que os investidores perderam de vista as mudanças climáticas na escuridão da crise financeira? A julgar por um indicador, as preocupações da recessão impulsionaram o movimento verde ao invés de afundá-lo: o número de investidores institucionais que assinaram o Carbon Disclosure Project (CDP) cresceu de 385 no ano passado para 475 em 2009. Sonal Mahida, chefe de operações nos Estados Unidos do CDP - uma organização sem fins lucrativos fundada em 2000 no Reino Unido, que a cada ano pede informações sobre alterações climáticas à cerca de 3.700 empresas em todo o mundo - diz que o interesse dos investidores sobre as questões ambientais tem aumentado devido à crise de crédito. "A recente crise de crédito elevou a conscientização dos investidores sobre o impacto potencial de questões de riscos não-tradicionais, bem como a importância de assegurar que as empresas de seus porfólios estão administrando estes riscos,” afirma Mahida. “A crise de crédito também aumenta a necessidade de assegurar a plena divulgação em torno de todos os riscos associados - incluindo as alterações climáticas." Os investidores também estão atentos à potencial legislação como influência sobre suas decisões de investimento. O governo Obama tem sido ágil com a legislação climática. Por sua vez, Cary Krosinsky, vice-presidente da Trucost, uma organização de pesquisa ambiental, adverte que a ânsia de aderir ao CDP e a outros programas como os Princípios de Investimento Responsável (PRI) da ONU - ainda não está refletida nas principais carteiras, particularmente nos Estados Unidos. “Há muitos signatários que são “apenas signatários”. Os ativos sob gestão, necessariamente, não mudaram", diz ele. CONTRIBUIÇÕES DO COOPERATIVISMO
AO RELACIONAMENTO COM INVESTIDORES Recentemente acompanhei a Assembleia de uma cooperativa, onde se decidia a implantação de um fundo de previdência para os cooperados. Fiquei surpreso com o percentual de cooperados presentes, quase 95%. Por analogia, podemos dizer que praticamente 95% do capital estava ali presente; imaginei quando irei assistir uma AGO/E de companhia aberta pulverizada com 95% do capital votante participando da mesma. por Roberto Gonzalez Minha curiosidade fez com que eu quisesse compreender mais sobre a participação dos cooperados no processo decisório da Cooperativa. Primeiramente, fui informado que a realidade que presenciei na AGO/E nem sempre foi assim, as assembleias dificilmente chegavam a 30% dos cooperados presentes, o que aconteceu foi um plano de ação com objetivo de ter uma maior presença dos cooperados, que consistiu em algumas ações como: |
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Nº 135 • AGO/09 |
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