PAUL SIMPSON
Chefe do Secretariado, CDP - Carbon Disclosure Project “Companhias brasileiras têm um ótimo desempenho no Carbon Disclosure Project” Há sete anos o Carbon Disclosure Project (CDP) levantou pela primeira vez a bandeira sobre os riscos e oportunidades que as mudanças climáticas representam para os negócios. Desde então o CDP representa a maior coalizão de investidores do mundo (em 2009 conta com 475 signatários) com uma base combinada de ativos de US$ 57 trilhões de dólares (dados de 2008). No ano passado, o projeto foi estendido para os países: México, Argentina e Chile e o IBRI tornou-se patrono da edição latino-americana. No Brasil, o projeto existe há quatro anos contando com o apoio da Fábrica Éthica, facilitadora do projeto para o Cone Sul. por Bruna Prandina e Jennifer Almeida COMO SERÁ O MUNDO CORPORATIVO EM 2020? Caminhamos para um futuro em que não haverá mais espaço para o velho discurso: “A empresa não me reconhece. Não contribui com o desenvolvimento da minha carreira”. Foi-se o tempo em que o lema era vida na empresa. A tendência é de que a responsabilidade pela carreira passe a ser do próprio indivíduo. Até 2020, com o mundo cada dia mais veloz e interligado, essa história de emprego como fonte de renda deve não existir mais. O lema será: trabalhe com amor, foque em resultados e cobre por isso. por Carlos Cruz QUAIS SÃO AS ARMADILHAS PRESENTES NAS DECISÕES DOS GOVERNANTES CORPORATIVOS?
Tomar decisões é uma das funções mais relevantes da administração, exigindo que os dirigentes organizacionais façam escolhas sobre o futuro com base em informações imperfeitas ou incompletas. por Mônica Mansur Brandão BRF BRASIL FOODS Fundada em 1934 - a partir de um pequeno armazém aberto por imigrantes italianos em Videira, no meio-oeste de Santa Catarina -, a Perdigão (hoje a gigante BRF Brasil Foods) é uma empresa de excelência quando se fala em Governança Corporativa. Uma das maiores processadoras de carne do mundo, recebeu o prêmio IR Magazine Brazil Awards 2009 de “Melhor Governança Corporativa” pelo segundo ano consecutivo. Com mais de 100 mil funcionários, 63 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano, a gigante - surgida da associação com a Sadia - integra um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões.
UM PROCESSO PARA GESTÃO DO VALOR DA MARCA
Qual é uma possível definição para Branding? O termo “branding” tem sido utilizado por muitos autores e mesmo no mercado não existe uma definição muito precisa. São inúmeras as definições e muitas delas corretas. por Eduardo Tomiya Em 2001 a ANA (Associação Norte Americana de Anunciantes) reuniu especialistas para buscar uma possível definição para o termo. “O consenso obtido nesta discussão é que a marca representa o negócio. O negócio não é simplesmente um reflexo de uma declaração feita do nada. O negócio é um reflexo de todos: seus colaboradores, seus parceiros, seus fornecedores e seus consumidores. A Marca efetivamente representa a cultura de todos os que possuem contato com o negócio” A partir desta definição entendemos que a marca não pode se limitar ao stakeholder ‘clientes’, bem como a marca não pode simplesmente ser um logotipo bonito ou um nome bem feito. A marca representa a cultura de todos os públicos estratégicos que possuem contato com ela, portanto qualquer posicionamento derivado dela deve estar extremamente consistente com sua essência e seus valores, ou com sua identidade. UM NOVO MUNDO,
UMA NOVA CONTABILIDADE Acompanhar a evolução do mundo nos últimos tempos não tem sido uma tarefa fácil. Smartphones, netbooks, blogs, twitter, audiobook, TV digital. As notícias giram pelo globo com a velocidade da luz, literalmente. Há uma enxurrada de informações que chegam aos nossos ouvidos, aos nossos olhos, nas nossas caixas de entrada. São torpedos, e-mails, internet com imagem. Mas, como digerir e processar toda essa enorme quantidade de informação? por Enio De Biasi Informação é sinônimo de conhecimento? Ler e tentar assimilar tudo o que nos chega faz com que tenhamos tempo suficiente para nos dedicar àquilo que nos faz crescer e ser feliz? Será que a sensação de cansaço e falta de tempo não é resultado desse bombardeio de informação, fazendo com que nos sintamos confusos e reticentes? OS ASPECTOS JURÍDICOS NAS MÍDIAS SOCIAIS
As redes sociais estão ganhando espaço dentre os canais de comunicação dos departamentos de Relações com Investidores das companhias abertas brasileiras. Os usos do Twitter, LinkedIn, Slideshare, YouTube são aliados da comunicação com os públicos estratégicos, no entanto, é preciso tomar algumas precauções para que as empresas não se tornem alvo de crimes digitais. por Jennifer Almeida No dia 7 de outubro de 2009, o IBRI realizou com exclusividade para seus associados o webcast “Os Aspectos Jurídicos nas Mídias Sociais (Twitter, YouTube, LinkedIn)”. Na ocasião Geraldo Soares, presidente executivo do IBRI e superintendente de RI do Banco Itaú Unibanco, e Luís Fernando Moran de Oliveira, diretor de comunicação do Instituto e Gerente de RI da Weg, empresa pioneira no uso do twitter em RI, debateram o assunto com a apresentação de seus cases. Patrícia Peck Pinheiro, advogada do PPP Advogados e pioneira em Direito Digital no Brasil, apresentou quais são os principais crimes na internet e os procedimentos que as companhias devem tomar para minimizar os riscos. A padronização da comunicação e forte investimento em treinamento e conscientização das equipes são alguns dos conselhos que a advogada destacou em entrevista à revista RI. Acompanhe a entrevista. INFORMAÇÃO & INVESTIMENTOS:
COMO MANTER OS INVESTIDORES BEM INFORMADOS? As empresas têm um número considerável de ferramentas e veículos de comunicação para usar a fim de atingir o público global de investimento. A meta é tirar vantagem de todos eles, usando esses veículos de forma inteligente para aumentar a capacidade de atingir o maior público possível. PAULO ÂNGELO CARVALHO DE SOUZA DIRETOR SUPERINTENDENTE, MAGNUS Sociedade Previdenciária
Engenheiro de formação, o mineiro Paulo Ângelo Carvalho de Souza é Diretor Superintendente da Magnus Sociedade Previdenciária, fundo de previdência do Grupo Magnesita Refratários S.A. desde 1989, e acaba de receber o Prêmio APIMEC 2009 na categoria "Profissional de Investimentos do Ano". Mineiro de Belo Horizonte e apaixonado pelo Rio de Janeiro, Paulo Ângelo graduou-se em 1972 em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Optou pela promissora carreira pela grande afinidade com a matemática e por que o curso criaria boas oportunidades profissionais. De 1977 a 1982, foi designado Diretor Técnico da Companhia de Distritos Industriais de Minas Gerais, empresa de economia mista controlada pelo governo do Estado, exercendo a função até 1982. Como representante da Companhia, participou das negociações que resultaram na implantação de importantes projetos em Minas Gerais, tais como Fiat, GM Terex, Krupp, Helibrás (Grupo Aerospatiale), entre outros. PERÍODO DE SILÊNCIO
Pronunciamento do CODIM orienta as companhias manterem a comunicação antes da divulgação do balanço O sétimo pronunciamento de orientação do CODIM (Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado) sobre "Período de Silêncio antes das Divulgações Públicas das Demonstrações Contábeis" foi divulgado no dia 22 de setembro de 2009. Os relatores foram Haroldo R. Levy Neto (APIMEC Nacional - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e Marco Antônio Muzilli (IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil). Geraldo Soares (IBRI - Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) um dos coordenadores do Comitê, também participou apresentando pesquisa realizada pelo IBRI com seus associados. ATIVISMO EM ALTA
Os acionistas ativistas estão com mais poder, e mais ativos do que nunca. Em evento recente, Paul Schulman, diretor executivo do Altman Group, uma firma de proxy americana, deu sua visão para o aumento do ativismo. “Os ativistas de fundos de hedge pareciam condenados na crise, pois tinham menos acesso ao capital, e a estratégia de empurrar uma empresa para jogo era muito menos eficaz. Mas o ativismo continuou num ritmo frenético como ficou evidenciado pelo número recorde de proxy fights". Embora alguns ativistas tenham desaparecido durante a crise, alguns fundos de hedge que não eram ativistas foram forçados a adotar uma postura “ativista” pelo baixo desempenho de suas carteiras. Enquanto isso, os fundos de pensão também intensificaram seu ativismo, especialmente em torno da questão da compensação dos serviços financeiros. Esses investidores estão desfrutando de um clima agradável. "A SEC se tem se esforçado bastante para tornar a vida mais fácil para os ativistas", disse ele, destacando como fatores o e-proxy, os fóruns eletrônicos de acionistas e o próximo acesso aos proxies. "Todas essas mudanças têm inclinado a balança a favor dos acionistas", acrescentou. As mudanças na Regra 452, da NYSE, eliminando a votação discricionária das corretoras para as eleições de diretores, são a mão 'dorminhoca' para os ativistas. Empresas pequenas e médias com elevados níveis de participação acionária de varejo vão sentir mais o impacto. Por exemplo, eles podem enfrentar problemas para eleger diretores em face de campanhas de “segurar o voto” e sem o apoio tradicional da votação do varejo. O poder do voto institucional – e o poder dos consultores de proxy direcionando esses votos - serão ampliados. “Os ativistas provavelmente vão tirar proveito da situação, visando as empresas cuja alta participação acionária do varejo as tornam mais vulneráveis”, disse Schulman, cuja empresa oferece, gratuitamente, análises do impacto sobre a votação das mudanças da Regra 452. O Altman Group quer que a SEC faça pender a balança do poder voltar para as empresas, permitindo-lhes comunicar-se com "todos os donos beneficiários". Embora as empresas tenham ficado muito melhor para lidar com os ativistas dos fundos de hedge, os administradores precisam compreender o impacto da perda potencial de votos do varejo com as mudanças na Regra 452. “A área de RI precisa estar atente e envolvida bem antes de qualquer disputa de proxy” , alertou Schulman. GÊNIO AGRESSIVO E IRASCÍVEL OU
CEO CONCILIADOR? Qual o melhor perfil de executivo para uma empresa? Aquele que agrega, concilia, delega, respeita profundamente a diversidade e a opinião das pessoas? Ou aquele executivo genial, mas mercurial, muitas vezes irascível, controlador e centralizador, que confia mais no seu talento e na sua capacidade de liderar que nas idéias dos subordinados? por Marcelo Mariaca Não há a menor dúvida de que, conforme ensinam os especialistas em administração e liderança de equipes, o primeiro tipo de executivo, democrático, conciliador e humano, tem mais condições de exercer a verdadeira liderança de que as empresas exigem. O verdadeiro líder deve, antes de tudo, transmitir segurança e confiança a seus liderados, o que já descarta os executivos que ainda acreditam que a liderança só pode ser imposta pelo medo. Admitir os próprios erros, ouvir e respeitar as opiniões e sugestões dos liderados e imprimir entusiasmo às equipes são outras características dos bons líderes. |
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Nº 137 • OUT/09 |
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