Desde a primeira listagem de uma companhia brasileira nos Estados Unidos, em 1992, a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) vem atraindo diversas e importantes empresas. Essas companhias, líderes em seus respectivos segmentos, têm sido capazes de concretizar seus planos de crescimento global, diversificar sua base de acionistas, aumentar sua liquidez e melhorar sua valuation auxiliadas, por suas listagens no mercado de ações norte-americano.
por RONNIE NOGUEIRA
Nesta entrevista exclusiva, Scott Cutler, vice-presidente executivo da NYSE e responsável pelo segmento de listagem das Américas, fala sobre as novidades da Bolsa de Nova York, seus benefícios e as perspectivas para o futuro do mercado de capitais globais. Acompanhe a entrevista.
TEMPORADA DE ASSEMBLÉIAS 2010 um ano de desafios para a Governança no Brasil
Justo a tempo para a temporada de assembléias gerais de 2010, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu para os acionistas um grande presente no último Natal. Adotado em dezembro, e formalmente conhecido como Instruções CVM 480 e 481, o presente é um pacote de novas exigências expressamente orientado para elevar a transparência, aumentar as exigências de disclosure e introduzir novos procedimentos que reduzem obstáculos e promovem a participação nas assembléias de acionistas.
por JOHN C. WILCOX, ANDREA DI SEGNI, PATRICIA KANASHIRO, CRISTIANO GUERRA, ADRIANA DONIAK E FERNANDO G. CARNEIRO
As novas regras colocam efetivamente o Brasil em linha com padrões de disclosure e de governança que já são amplamente usados pelos investidores institucionais para o benchmarking da governança e o exercício do voto dos acionistas.
FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA, CPC & MERCADO DE CAPITAIS
Para entender o completo significado do Formulário de Referência - FR, instituído pela Instrução CVM n° 480, é indispensável combinar a análise dos seus campos com o atual processo de convergência das normas contábeis brasileiras ao padrão internacional (IFRS).
por EDISON C. FERNANDES
Embora o FR exija informações financeiras no seu sentido mais amplo, não sendo restrito às demonstrações contábeis, é certo que essas demonstrações, além de fazerem parte das informações financeiras, representam conteúdo fundamental nas relações da empresa com os agentes do mercado, quer internos – sócios (acionistas e quotistas), administradores, funcionários etc. – quer externos – investidores, financiadores, governo e comunidade. Enfim, as informações contábeis de qualidade são imprescindíveis para a adoção de boas práticas de governança corporativa e de adequada relação com investidores.
Instruções CVM 480 e 481 O caminho para um só relato e a voz do público estratégico
Primeiramente vamos a uma história recente que ocorreu no nosso mercado de capitais: uma pessoa, que só investia em renda fixa e imóveis resolve, depois de muita insistência de um amigo, participar do capital de uma companhia. Assim, ele procura a corretora indicada pelo colega, faz o pedido de reserva e é atendido. Fica feliz por que só podia reservar pouco dinheiro, apesar da operação ser de bilhões.
por ROBERTO GONZALEZ
Procurou informações sobre a empresa e de repente se viu diante de um “peso de papel” com mais de 300 páginas. Como estava com tempo livre resolveu folhear o documento e ler aquilo que lhe interessasse, adorou a leitura pois ficou sabendo de coisas que antes não fazia a mínima idéia, ficou tranquilo diante da prestação de contas e transparência da companhia.
A IMPORTÂNCIA DOS ATIVOS INTANGÍVEIS
na avaliação das empresas
As iniciativas para quantificar o valor dos muitos ativos não financeiros de uma empresa continuam a melhorar. E o que é mais interessante: firmas de auditoria e acadêmicos estão liderando a trajetória, juntamente com um número crescente de empresas que reconhecem os benefícios de entender melhor esses ativos como base de um aumento de valor e da divulgação, no sentido de ajudar os investidores a avaliarem o seu impacto no valor intrínseco.
por WILLIAM F. MAHONEY
Na verdade, os investidores estão trabalhando para incorporar os ativos não financeiros e determinantes do valor aos seus modelos, e os analistas sell side estão dedicando mais tempo a coletar informações sobre os ativos intangíveis como parte das iniciativas para quantificar a sua contribuição para as receitas, ganhos e fluxos de caixa. Os estudos acadêmicos demonstraram que os analistas sell side estão fazendo pesquisas melhores e mais profundas sobre o papel e o impacto dos ativos intangíveis, e que elas são mais precisas em suas estimativas de desempenho financeiro corporativo.
ALAVANCAS DE VALOR DE UMA MARCA VALIOSA
Uma das grandes dúvidas acerca do tema branding trata das alavancas de valor de uma marca valiosa. O que está por trás do sucesso das marcas consideradas valiosas?
por EDUARDO TOMIYA
O primeiro ponto avaliado é o relacionamento dos consumidores com as marcas, principalmente quando a empresa está envolvida em um segmento B2C ou que tenha contato com as marcas. Deve-se avaliar também a posição deste consumidor, que pode escolher entre diversas opções de um mesmo produto. Uma das ferramentas que melhor conseguem quantificar a qualidade deste relacionamento “consumidor x produto” são pesquisas de mercado de brand equity ou de força de marca. Uma marca forte se caracteriza por um conjunto de três grandes grupos de atributos:
GOVERNANÇA PODE AJUDAR
NO
COMBATE A CORRUPÇÃO?
A corrupção não é privativa de alguns países; existe ao redor do mundo e em muitas esferas, nos vários setores das diversas economias. O que diferencia as nações no que se refere ao tema corrupção? Acreditamos, supondo que esse raciocínio também se aplique ao Brasil, que três aspectos principais favoreçam ou estimulem a corrupção nos países do mundo moderno.
por MÔNICA MANSUR BRANDÃO
São eles: 1) A atitude das pessoas e, portanto, das sociedades em relação à corrupção, com maior ou menor nível de tolerância; 2) Os mecanismos criados pelas sociedades para lidar com o fenômeno, com maior ou menor nível de punição efetiva de corruptos; e 3) O nível de burocracia “inutilmente complexa” das organizações, especialmente das organizações do Estado. Não estamos aqui discutindo ideologicamente a questão do tamanho do Estado, mas meramente mencionando sua forma de operar. Os três aspectos citados podem estar visceralmente entrelaçados.
RIs debatem as mudanças nas
INSTRUÇÕES CVM 480 E 481
Em seminário realizado pelo IBRI, profissionais de RI expõem suas dúvidas e reforçam a importância da integração dos seus departamentos com as demais áreas da empresa.
por JENNIFER ALMEIDA
O IBRI e o escritório Pinheiro Neto Advogados promoveram, no dia 10 de fevereiro de 2010, debate sobre “As Instruções CVM 480 e 481 e seu impacto no RI”. Foram discutidas as alterações nas Instruções 480 e 481 e os desafios de implementação dos dispositivos legais pelos profissionais de Relações com Investidores nas companhias abertas. Henrique Lang, sócio do Pinheiro Neto Advogados, e Ricardo Florence, presidente executivo do IBRI, recepcionaram os 200 participantes e abriram a sessão de debates.
GOVERNANÇA CLIMÁTICA
Uma coalizão de investidores institucionais e grupos ambientais prometem uma onda de resoluções relacionadas às mudanças climáticas em 2010. Os principais alvos entre empresas americanas e canadenses são dos setores de carvão, energia elétrica, petróleo, habitação e instituições financeiras. O aumento de 40% nas resoluções apresentadas em relação ao ano passado é um primeiro sinal da crescente pressão sobre as empresas para informarem os riscos e oportunidades climáticas tendo em vista a recente diretriz da SEC sobre disclosure climático e outros desenvolvimentos recentes. Muitas das resoluções focam diretamente sobre questões materiais básicas que fundamentaram a diretriz interpretativa da SEC sobre o disclosure climático, em janeiro último. A diretriz especifica vários tipos de riscos e ajuda as empresas a definirem as informações que deverão divulgar para os investidores e que são exatamente o tipo de informação que os investidores de longo prazo tem procurado obter. Mindy Lubber, presidente da Ceres (ICCR), entidade de responsabilidade corporativa que ajuda a coordenar as propostas dos acionistas, afirma que: “O ponto crucial é que as empresas em quase todos os setores devem estar acessando, administrando e divulgando os impactos relacionados ao clima sobre seus negócios e suas cadeias de suprimento. Os investidores não querem ver a repetição de 2008 e 2009, quando um disclosure fraco e com pouca transparência sobre hipotecas sub-prime e inadimplências de crédito que provocou enormes prejuízos. Frequentemente os riscos escondidos somente são conhecidos depois que os preços das ações despencam. Eles querem evitar que isso ocorra novamente e isso pode acontecer com a Mudança Climática. Eles querem saber quais empresas estão preparadas e quais que não estão.”
Os Conselhos de Administração e Fiscal e
o monitoramento dos riscos das companhias
Os resultados já divulgados e esperados das empresas brasileiras em 2009, bem como as projeções para este ano, têm sido avaliados, em geral, como muito positivos e contagiado favoravelmente o humor dos investidores em ações.
por SÉRGIO TUFFY SAYEG
A euforia, normalmente seguida de relaxamento, e a falta de memória são estados de espírito que costumam levar empresas a exposições a riscos com desastrosas consequências. E não precisamos voltar muito no tempo para verificar isso. Até recentemente o Brasil e os demais países que influenciam a economia global viviam sob profunda incerteza a respeito das suas perspectivas econômicas, com as turbulências condicionando o planejamento e aumentando a incerteza das empresas. No mundo corporativo, os acionistas controladores e não controladores devem atentar para a sua responsabilidade primária no monitoramento dos riscos e gestão das companhias.