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27º ENCONTRO DE RI RESSALTA A IMPORTÂNCIA DA CONFIANÇA NO MERCADO DE CAPITAIS

A 27ª. edição do Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais aconteceu nos dias 24 e 25 de agosto de 2026, no Teatro B32, em São Paulo, e nos debates houve destaque para a importância da busca da confiança e o papel do RI. O evento é promovido há 27 anos pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) em parceria com a ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas).

“Um mercado de capitais forte não se constrói apenas com bons números. Constrói-se com empresas que têm a capacidade de gerar valor e confiança”, apontou Fernando Foz de Macedo, presidente do Conselho de Administração do IBRI, em seu discurso de abertura.

Para Fernando Foz, o profissional de RI é muito mais do que aquele que divulga informações ao mercado. Ele é um elo entre a companhia e seus acionistas. Entre a administração e os investidores. E, de certa forma, entre o mercado de capitais e a sociedade. “O profissional de Relações com Investidores conhece a companhia, entende sua estratégia, seus desafios e suas oportunidades. Mas, ao mesmo tempo, precisa compreender aquilo que o mercado espera, aquilo que os investidores perguntam e, muitas vezes, aquilo que ainda nem perguntaram”, declarou Foz.

Fernando Foz chamou atenção para a importância de princípios que são indispensáveis para um mercado de capitais forte. São eles: ética, transparência, governança, responsabilidade e visão de longo prazo. De acordo com ele, “o profissional de Relações com Investidores é um dos guardiões da relação de confiança com o mercado. Um profissional que precisa estar preparado para o mundo que vem pela frente, mas que não pode perder de vista os fundamentos que trouxeram o mercado até aqui. Tecnologia muda, regulação evolui, mercados se transformam, mas ética, transparência e confiança continuam sendo valores permanentes e inegociáveis”, concluiu.

Cátilo Cândido, presidente-executivo da ABRASCA, parabenizou a parceria de 27 anos entre as entidades promotoras do Encontro e disse que o evento é “um hub de diálogo”. Cátilo citou reuniões com representantes de 37 empresas durante seus 100 primeiros dias de mandato na ABRASCA e enfatizou que a maioria tem a mesma preocupação: a dificuldade de previsibilidade de se fazer negócios no Brasil e a necessidade do ajuste fiscal.

Ele citou o trabalho da CVM no Regime Fácil. “São iniciativas como esta que nos permitem simplificar as exigências e melhoram desde já o mercado de capitais”, comentou. Para ele, o mercado de capitais deve ser visto como um instrumento de desenvolvimento econômico e afirmou: “Cresce o mercado de capitais, cresce o Brasil”.

Otto Lobo, presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), destacou a importância do evento que já está na 27ª edição. “Gostaria de fazer um agradecimento especial ao apoio que a CVM tem recebido do IBRI e da ABRASCA. A interlocução vem sendo excelente desde a minha atuação como diretor da CVM, durante três anos e meio, e depois dos seis meses como presidente interino. Esse apoio é real em cada momento e agora nessa fase do fortalecimento da CVM e do mercado nos 50 anos da Comissão”, declarou.

Otto Lobo falou sobre a modernização do mercado de capitais do Brasil. Ele citou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que numa Ação Direta de Inconstitucionalidade, decidiu que a CVM tem direito a aplicar no seu orçamento 70% da taxa de fiscalização “e isso foi possível com o apoio das entidades, inclusive o IBRI e a ABRASCA”. “A construção dessa nova supervisão de mercado, neste momento, parte da relevância da interlocução e do trabalho conjunto. O país vai melhorar com a atuação de todos. Nada será feito somente pelo regulador ou uma associação”, enfatizou.

Antes de finalizar, o presidente da autarquia chamou atenção para a importância do profissional de Relações com Investidores e disse: “Ele interpreta a norma para dentro da empresa, ele traduz a empresa para fora, é dele o dever de informar”. “A qualidade das informações melhorou enormemente nos últimos anos. Isso não ocorreu somente pela regulação, mas também pelo trabalho que o IBRI e a ABRASCA vêm fazendo”, concluiu.

Painel 1: Macroeconomia: desafios e oportunidades
O painel 1 do evento contou com as participações de Rita Mundim, Comentarista Econômica da CNN Brasil, como moderadora, e Caio Megale, Economista-Chefe da XP Inc. “Na economia não temos como falar de sofrência e continuarmos felizes. Política e economia se misturam sempre. As decisões são políticas e as consequências são econômicas, por causa disso, estruturalmente o Brasil vive cada ano um ano pior que o outro, uma vez que as decisões políticas não vão de acordo com o ambiente saudável para o empreendimento”, declarou Rita Mundim no início do painel.

Caio Megale começou sua apresentação afirmando que o cenário político incerto não é privilégio do Brasil. “O mundo todo está em uma situação econômica e geopolítica bastante incerta, o que se reflete em muita volatilidade nos mercados”, apontou. Caio ressaltou que sua maior preocupação não são as guerras, as tarifas dos Estados Unidos ou preço do preço petróleo, mas sim a questão fiscal.

“Temos problemas fiscais no Brasil, mas agora também temos problemas fiscais no mundo todo. Os grandes países do mundo que sempre tiveram a questão fiscal relativamente em ordem, uma vez que a dívida era baixa ou os juros eram muito baixos agora estão se defrontando com problemas fiscais e uma necessidade de financiamento público muito relevante”, declarou. O economista-chefe da XP falou sobre a transformação do papel da China tanto na manufatura quanto na infraestrutura e, em sua avaliação, a presença e importância da China, política e geopolítica, cresceu e vai continuar.

“O ambiente externo tenso e nervoso pode chacoalhar os mercados, mas colocou o Brasil em destaque. Agora mais do que nunca produzimos aquilo que o mundo precisa comprar, ou seja, energia limpa e antiga, petróleo, alimentos e minerais. Somos um grande porto receptivo de investimentos para Inteligência Artificial (IA). Temos uma grande oportunidade de nos inserir melhor no ciclo econômico global e ter um período de prosperidade importante, mas precisamos arrumar a casa também”, comentou Megale. Segundo ele, o grande desafio do governo será de gerenciar as despesas obrigatórias.

Painel 2: Como fica a área de RI em situações em que a empresa declara Recuperação Judicial (RJ) ou se propõe a fazer uma Oferta Pública de Ação (OPA)
O painel 2 contou com Marcelo Ricupero, sócio do Mattos Filho Advogados, como moderador e as participações de Alexandre Pinheiro dos Santos, professor de Direito Empresarial e Mercado de Capitais; Camille Faria, consultora e ex-CFO da Americanas S/A; Cauê Rezende Myanaki, sócio do Pinheiro Neto Advogados; e João Pinheiro Nogueira Batista, Economista e Conselheiro de Administração.

Na ocasião, os especialistas debateram como a área de Relações com Investidores deve atuar em processos de Recuperação Judicial (RJ) e Oferta Pública de Aquisição (OPA), preservando a credibilidade da companhia e fortalecendo a comunicação com investidores e demais stakeholders. Ao longo do debate, foram apresentados os principais desafios, responsabilidades e boas práticas para conduzir a comunicação em cenários de alta complexidade, nos quais a atuação estratégica do RI faz toda a diferença.

Marcelo Ricupero pediu a João Nogueira Batista e Camille Faria que compartilhassem suas experiências com RJ, OPA ou eventos extraordinários. “O que muda em situações como essas que são diferentes do curso normal?”, indagou. Camille explicou que “quando uma companhia enfrenta uma recuperação judicial ela passa a viver uma tríade bem complexa, pois naturalmente começa a lidar com temas mais duros e isso faz com que a empresa passe a estar mais na mira de imprensa e da CVM”. Segundo ela, o trabalho da área de RI precisa ser ainda mais atento do que é no dia a dia, seja de monitoramento da imprensa e atendimento à CVM.

“Quando o cenário é de Recuperação Judicial chama mais a atenção de todos, há dificuldade de se fazer gestão do timing das informações, uma vez que num cenário como esse os interesses ficam difusos. Numa companhia em RJ ou enfrentando dificuldades, o gerenciamento de assimetria informacional fica mais difícil porque provavelmente o interesse dos controladores é um, dos investidores é outro, dos fornecedores e credores é outro. Como gerenciar a importância da assimetria num cenário desse?”, questionou João Nogueira Batista.

Ao falar sobre orientações para companhias em RJ, Cauê Rezende Myanaki mencionou o desafio da divulgação de informações, ou seja, o que divulgar, quando e como. “A grande mudança é que tudo fica muito intenso. Nosso papel como advogado é trazer tranquilidade para o cliente e ajudá-lo a navegar por esse período”, pontuou.

Alexandre Pinheiro dos Santos falou que no momento preliminar da OPA há um cuidado muito grande com aspectos de sigilo e de confidencialidade, mas, por outro lado, há a corajosa visão de que é preciso manter as informações no tempo útil. “É preciso que a área de RI, assim não lide com essas questões, assim como na RJ, no improviso”, concluiu.

Painel 3: Alternativas de financiamento para o mercado de Capitais
O painel 3 teve Marcus Erich Thieme, conselheiro de Administração do IBRI e CEO da Caramuru Alimentos S.A., como moderador, e as participações de Aymar Almeida, sócio da Kinea Investimentos; Marta Veloso, managing director and sector head of the Latin America Corporates, Infrastructure & Project Finance group da Fitch Ratings; e Frederic de Mariz, Head of Sustainable Markets Advisory Americas do UBS Investment Bank.

Houve debate sobre oportunidades, tendências e perspectivas para impulsionar o desenvolvimento do mercado. “Para mim é muito importante liderar este painel, pois a Caramuru Alimentos é uma das empresas que tem participação no mercado de dívida corporativa e no mercado bancário, tentamos fazer IPO, mas acabou não dando certo. Estamos preparados, a empresa está listada na CVM e, portanto, é muito importante abordar este tema”, comentou Marcus Thieme no início do painel.

Segundo Thieme, dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que em 2025 as empresas captaram um recorde de R$ 493 bilhões apenas em debêntures. O mercado secundário de debêntures movimentou quase R$ 1 trilhão de reais, “mostrando que estamos construindo um mercado de dívida corporativa mais profundo e líquido do que era há 10 anos”, pontuou.

Marta Veloso concordou que a situação do crédito é bastante difícil. “O ano de 2026 é bem complexo do ponto de vista dos ratings, especialmente os ratings corporativos, pois eles são mais voláteis e representam mais o mercado brasileiro de crédito. No Brasil, temos uma cobertura de aproximadamente 150 grupos econômicos com ratings monitorados”, afirmou.

Aymar Almeida ofereceu a visão do investidor e chamou atenção para a evolução do mercado de debêntures incentivadas. “Nos três primeiros anos de vida das debêntures incentivadas (2011, 2012 e 2013), as companhias listadas captaram R$ 5 bilhões. Só no ano passado elas captaram R$ 150 bilhões. As alternativas de financiamento se expandiram nos últimos 15 anos. Isso também aconteceu com o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e certamente com o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)”, ressaltou.

Frederic de Mariz complementou a visão apresentada anteriormente pelos colegas de painel e abordou o tema sob o ponto de vista de um banco, intermediário financeiro. “Acompanhamos os mercados globalmente e o Brasil é um país muito mais sofisticado que muitos outros países de renda parecida. É algo para se comemorar”, mencionou.

“Os Estados Unidos têm demonstrado uma capacidade de crescimento ímpar. Então, é muito difícil para um investidor global olhar o mercado emergente e empresas menores desse mercado e compará-las com empresas que estão fazendo ofertas bilionárias”, opinou ao dizer que o cenário brasileiro é mais complexo.

Mesas-Redondas
No dia 24 de agosto de 2026, a partir das 13h30, foram desenvolvidas atividades paralelas, por meio de mesas-redondas simultâneas com especialistas, abordando temas como: “Diferenciais de comunicação investidor institucional e pessoa física”; “A importância da transparência em momentos de crise”; “Investidor de dívida x equity”; “Novas Ferramentas de RI e percepções da Conferência do NIRI 2026”; “Investidores pessoa física – Como as empresas tratam, tipos de comunicação, educação financeira”; “IFRS S1 e S2 além da Regulação: Informação financeira de alto impacto para o Mercado”; “IFRS 18: preparação e os impactos na área de RI”; “Desafios no planejamento e realização de um Investor Day”; e “Comunicando a transformação – Papel do RI em momentos de importante transformação na organização”.

Os debates dos temas foram conduzidos por especialistas como: Carlos Zanotta, Sócio da Deloitte; André Carvalho, Diretor de Relações com Investidores do Bradesco; Michelle Lourenço Corda Iliovitz, e Pedro Abud Manzano, ambos Superintendentes de Relações com Investidores do Itaú Unibanco; Phillipe Casale, Diretor de Relações com Investidores da Raízen; Natasha Utescher, Conselheira do IBRI e Head de RI e Tesouraria da Aura Minerals Inc.; Larissa Siqueira, diretora adjunta São Paulo do IBRI e especialista em Relações com Investidores da Aura Minerals Inc.; João Marin, Sócio da MZ; Raymundo Magliano Neto, Diretor da Expomoney; Cinthia Porto, Head de Novos Negócios e Parcerias Estratégicas no Grupo Report; Victor Netto, Diretor Executivo e cofundador do braço de Estratégia do Grupo Report; e Mariana Fontenelle, Diretora Regional São Paulo do IBRI e Consultora de Relações com Investidores da Klabin.

Para Phillipe Casale, a dinâmica das mesas foi uma excelente oportunidade para compartilhar experiências e discutir a relevância da transparência em momentos de crise. “Foi muito bom poder compartilhar perspectivas e exemplos práticos de como uma comunicação clara e consistente pode fortalecer a confiança dos stakeholders. Essa dinâmica de troca de conhecimentos contribui para o amadurecimento e o desenvolvimento dos profissionais de Relações com Investidores”, destacou.

Na avaliação de Raymundo Magliano Neto, “foi uma discussão extremamente rica, na qual destacou-se a importância de tornar os sites de RI mais simples, claros e acessíveis à pessoa física, que muitas vezes não possui o conhecimento técnico de um profissional de uma casa de análise para interpretar balanços, compreender conceitos como EBITDA (em inglês, Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, em português, Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) e avaliar outros indicadores financeiros. “Nesse contexto, a inteligência artificial será fundamental para aproximar ainda mais a pessoa física das áreas de RI, ajudando-a a compreender informações complexas, encontrar respostas com mais facilidade e se sentir mais segura e à vontade nessa relação — sempre com base em informações oficiais, confiáveis e transparentes fornecidas pelas próprias empresas”, acrescentou.

João Marin, sócio da MZ, disse que “comprovou-se o que já vínhamos antecipando: a tecnologia deixou de ser uma ferramenta de suporte para se tornar o grande motor estratégico das companhias na atração de capital”. Na prática, como Marin apontou, “ficou claro que os desafios convergem: a complexidade crescente das divulgações exige produtividade e precisão absoluta na elaboração de relatórios financeiros, não financeiros e de ESG”.

“Além da eficiência operacional trazida pelas ferramentas de Inteligência Artificial, o bate-papo também lançou luz sobre os insights trazidos do NIRI (National Investor Relations Institute) em relação ao uso de inteligência e de targeting. Os participantes debateram como a transição de uma postura reativa para o uso proativo de dados — mapeando movimentações acionárias e identificando fundos globais aderentes à tese da empresa — é o próximo grande passo para o mercado brasileiro, que, devido à alta demanda na área de RI, ainda não consegue focar totalmente no core do RI”, concluiu Marin.

Victor Neto informou que conseguiram abordar na mesa-redonda aspectos do IFRS S1 e S2 sob óticas bem diferentes. “Os participantes trouxeram olhares bem diversos, considerando a perspectiva de quem precisa se adequar e, também, de quem consome essas divulgações. O evento trouxe ventos do cenário político e macroeconômico que abasteceram o debate sobre como o mercado de capitais poderá se comportar, neste sentido”, enfatizou

Para Mariana Fontenelle, discutir os desafios e as melhores práticas relacionadas ao Investor Day “foi especialmente relevante, considerando a crescente importância estratégica desses eventos para as companhias”. “Em um mercado de capitais cada vez mais dinâmico e complexo, a troca de perspectivas trouxe reflexões importantes sobre como tornar esses momentos ainda mais efetivos e alinhados às expectativas do mercado e da administração”, concluiu.

Larissa Siqueira avaliou como positiva a participação na mesa-redonda. “Todos se engajaram com perguntas, conseguimos aprofundar no tema proposto, compartilhando as experiências de cada um, comentando sobre o momento de RI de cada uma das empresas e de seus setores. Foi muito produtivo e eu adorei participar! Acho inclusive que se tivesse o dobro do tempo ainda seria muito proveitoso, a troca foi tão leve que nem vimos o tempo passar”, declarou.

Pesquisa Deloitte IBRI
Reinaldo Oliari, sócio de Audit & Assurance da Deloitte, e Lícia Rosa, vice-presidente do Conselho de Administração do IBRI e gerente de RI da Itaúsa, fizeram apresentação dos resultados da “Pesquisa Deloitte IBRI – A agenda ampliada de Relações com Investidores: ESG, normas contábeis e impactos tributários”. A pesquisa destacou a ampliação do escopo de atuação dos profissionais de Relações com Investidores, que passaram a lidar com uma agenda cada vez mais multidisciplinar. Além dos conhecimentos financeiros e de mercado de capitais, o profissional de RI precisa acompanhar temas relacionados a negócios, tributação, aspectos jurídicos, sustentabilidade, tecnologia e comunicação estratégica. Nesse contexto, Lícia Rosa ressaltou a importância do aprendizado contínuo e da capacidade de transitar por diferentes áreas. “É meio que fazer um pouco de tudo. Acho que a gente tem que se aprofundar nas finanças, nos negócios, e buscar interagir com os especialistas em tributos sobre os impactos da reforma tributária”, exemplificou Lícia Rosa.

A Inteligência Artificial e a transformação tecnológica foram apontadas como tendências relevantes para a área de RI. A adoção das ferramentas tecnológicas pode contribuir para otimizar operações, organizar informações e aprimorar a comunicação com o mercado, permitindo que os profissionais dediquem mais tempo a atividades estratégicas. Sobre a importância da tecnologia nesse processo, Reinaldo Oliari destacou: “mais do que nunca o RI precisa usar a tecnologia a seu favor”.

A integração das questões ESG (do inglês, Environmental, Social and Governance; em português, ASG – Ambiental, Social e Governança) às informações financeiras também foi discutida como parte da ampliação da agenda de Relações com Investidores. Os participantes destacaram a importância de integrar os relatórios de sustentabilidade às demonstrações financeiras, buscando maior transparência, qualidade e consistência dos dados apresentados pelas companhias. Nesse cenário, a organização e a estruturação das informações passam a ter papel relevante para facilitar o acesso e a compreensão pelos diferentes públicos do mercado.

Outro ponto de atenção apresentado foi a entrada em vigor da norma contábil IFRS 18, que promoverá mudanças na forma de apresentação das demonstrações financeiras e exigirá dos profissionais de RI uma atuação mais próxima dos analistas e investidores para explicar os impactos das alterações. Reinaldo Oliari observou que “a norma IFRS 18 entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2027. Ao divulgar a informação do primeiro trimestre de 2027, a companhia já apresentará a Demonstração do Resultado (DRE) estruturada sob as regras da IFRS 18”.

O sócio da Deloitte também ressaltou a importância do papel do RI na interpretação dessas informações pelo mercado. “Se vocês não ajudarem os analistas e investidores a lerem a demonstração de resultado e os indicadores, pode ser que ocorra um efeito adverso na comunicação”, enfatizou Oliari.

A Pesquisa Deloitte IBRI também abordou a importância da qualidade e estruturação dos dados utilizados na comunicação com investidores. Com o aumento do volume de informações e o uso crescente de tecnologias, “os profissionais de RI precisam garantir que os dados divulgados sejam consistentes, rastreáveis e confiáveis”, afirmou Oliari.
Por fim, o debate sobre a pesquisa reforçou a transformação do profissional de Relações com Investidores em um agente cada vez mais multidisciplinar e estratégico. A evolução do mercado está exigindo que o profissional de Relações com Investidores tenha capacidade de compreender diferentes áreas da companhia, traduzir informações complexas e adaptar a comunicação aos diferentes perfis de investidores, utilizando também canais e ferramentas digitais, concluiu Oliari.

A 19ª Pesquisa Deloitte-IBRI mostrou, assim, uma agenda de RI cada vez mais ampla, na qual conhecimento financeiro, tecnologia, sustentabilidade, contabilidade, tributação e comunicação passam a estar diretamente conectados à atividade.

Painel 4: O investidor pessoa física: engajamento, comportamento e comunicação em mercados voláteis
O painel 4 contou com a moderação de Leonardo Resende, superintendente de Listagem, Emissores e Mercado de Capitais da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Participaram do debate: Christianne Bariquelli, superintendente de Negócios para Pessoas Físicas da B3; Luciana Oliveti, conselheira do IBRI e gerente-geral de Relações com Investidores da Vale; e Vanessa Rossini, diretora de Relações com Investidores da Magazine Luiza.

Durante o painel, foram discutidos o crescimento expressivo da base de investidores pessoa física nos últimos anos, a importância da maturidade desses investidores diante dos desafios macroeconômicos e o papel da educação financeira nesse cenário. A ampliação desse público também traz novos desafios para as companhias, que precisam compreender as diferentes formas de consumo de informações e adaptar sua comunicação para manter uma relação transparente e acessível com os investidores.

O comportamento do investidor pessoa física está mudando e entender essa transformação é essencial para o relacionamento com o mercado.

Nesse contexto, o moderador Leonardo Resende comentou: “Vivemos um cenário desafiador, tanto do lado macroeconômico quanto de comunicação com investidores, onde a sociedade muda a forma como consome informação e toma decisões”.

A partir desse cenário, as debatedoras Luciana Oliveti e Vanessa Rossini enfatizaram a necessidade de uma comunicação cada vez mais clara, acessível e empática. Para as profissionais de RI, traduzir termos complexos e jargões financeiros é fundamental para que diferentes perfis de investidores compreendam a estratégia de longo prazo das companhias. Essa comunicação também deve ser acompanhada por consistência e proximidade, especialmente diante das dúvidas e necessidades específicas do investidor pessoa física.

Sobre a importância desse relacionamento, Christianne Bariquelli afirmou: “O importante é manter essa consistência e esse contato direto com o investidor pessoa física, porque ele tem muitas dúvidas e vai precisar de orientação para as tomadas de decisão”.

Além da comunicação, o painel destacou a evolução dos canais e ferramentas disponíveis para facilitar o acesso dos investidores às informações do mercado. Entre os exemplos apresentados estiveram a “Área do Investidor” e aplicativos que permitem consultar informações consolidadas, além das assembleias digitais e do voto a distância. Também foi ressaltada a importância de desmistificar processos que podem representar dificuldades para o investidor, como a declaração do Imposto de Renda.

Nesse contexto, Luciana Oliveti destacou os avanços proporcionados pela digitalização dos processos de participação dos investidores na governança das companhias: “O voto concentrado via B3 é algo sensacional. Realmente mudou, foi um divisor de águas para a Vale, pelo menos. E a gente percebe a força do voto, da presença da pessoa física na governança da companhia”, acrescentou.

Outro aspecto discutido foi a transformação dos hábitos de consumo de informação, especialmente com o crescimento das redes sociais e o avanço da Inteligência Artificial (IA). Para as equipes de Relações com Investidores, esse novo ambiente amplia a velocidade de circulação das informações e exige atenção redobrada à consistência, à transparência e à comunicação simétrica com os diferentes públicos. Ao mesmo tempo, a utilização de novas tecnologias abre possibilidades para tornar a comunicação mais acessível e aproximar as companhias dos investidores.

Nesse processo, também foi ressaltada a importância da multidisciplinaridade nas equipes de RI, com profissionais trabalhando em parceria com áreas como comunicação e compliance para garantir que as mensagens sejam transmitidas de forma adequada e consistente. A integração entre essas áreas contribui para que a companhia consiga responder às novas formas de interação com o mercado sem abrir mão dos princípios de transparência e equilíbrio na divulgação de informações. Vanessa Rossini sintetizou esse desafio ao afirmar: “Comunicar não é necessariamente o que a gente fala, mas é o que o outro entende. Então, é entender essas duas pontas e trabalhar por elas”.

O painel reforçou, assim, que o crescimento da participação do investidor pessoa física no mercado de capitais vem acompanhado da necessidade de novas estratégias de comunicação, educação e relacionamento. Em um ambiente marcado pela volatilidade, pela multiplicação dos canais de informação e pelo avanço tecnológico, o trabalho de RI passa a envolver não apenas a divulgação de informações, mas também a capacidade de compreender os diferentes públicos e estabelecer uma comunicação clara, consistente e acessível.

Palestra Saúde Mental
Para encerrar o primeiro dia do evento a palestra “Saúde mental nas empresas: além do discurso, uma responsabilidade” teve os moderadores: Bruna Gambôa, vice-presidente do Conselho de Administração do IBRI e superintendente de RI da CSU Digital; e Danilo Herculano, conselheiro do IBRI e Head de Relações com Investidores, M&A e Captação Institucional do Banco BMG.

A palestra foi conduzida por Rodrigo Bressan, psiquiatra, neurocientista, PhD e professor visitante do Institute of Psychiatry do King’s College London. O painel foi uma oportunidade para refletir sobre o papel das empresas na promoção de ambientes saudáveis, sustentáveis e preparados para os desafios do futuro. “Nós últimos anos, o tema de saúde mental saiu do consultório e cada vez tem extrapolado mais e entrado em escolas, na nossa casa, nas próprias empresas. A ideia é discutirmos como sair da teoria da saúde mental e como colocamos em prática no nosso dia a dia”, antecipou Bruna Gambôa.

Danilo Herculano destacou que independente do profissional quem sai de casa para trabalhar é um ser humano que tem seus desafios e, às vezes, deixa grandes e complexos problemas dentro de casa e precisa enfrentar a vida corporativa que cada vez mais pede performance. “Além de profissionais estamos nos tornando atletas de alta performance e isso naturalmente vai esgotando”, acrescentou.

Rodrigo Bressan iniciou a palestra informando que “quando se pensa em transtorno mental, 30% da população mundial vai ter um transtorno. É muita gente. Quando se pensa em outra doença como pulmonar ou cardíaca nada é parecido do ponto de vista de prevalência”.

Bressan esclareceu que com a pandemia de Covid-19 determinados assuntos como a saúde mental começaram a “sair de baixo do tapete” e foram tratados mais abertamente. “Não é fenômeno pós-pandêmico nem excesso de telas. As duas coisas pioraram a questão, mas não o suficiente. As empresas já tinham perda de produtividade, índice de aposentadoria, os governos pagam um preço assustador. Mais de 1% da população mundial fica incapacitada por transtorno mental. Precisamos olhar para o tema e agora parece que estamos olhando com mais atenção”, observou.

Ao ser questionado se é possível fazer uma conexão entre saúde mental e alta performance do colaborador. “Se você quer funcionar bem, precisa treinar muito em todos os aspectos e o psicológico é chave tanto para entender as interações e se desgastar menos, mas também para conhecer a si mesmo e saber onde você tropeça. Quem não percebe onde vai tropeçar cai mais e perde a carreira”, concluiu.

Painel 5: Cenário político
No dia 25 de agosto de 2026, o painel 5 teve como moderadores: Felipe Cabral, diretor executivo de Relações Institucionais e Governamentais da ABRASCA, e Marcello Corrêa, editor de Política do Valor Econômico. As apresentações foram conduzidas por Felipe D´Avila, cientista político e fundador do CLP (Centro de Liderança Pública), e Sergio Fausto, cientista político e diretor-geral da Fundação FHC (Fernando Henrique Cardoso).

Durante o painel, houve debate sobre os movimentos do cenário político nacional e seus possíveis impactos sobre empresas, investidores e o mercado de capitais.

“Como vocês veem a possibilidade de o Brasil conciliar a questão da responsabilidade fiscal e a demanda por mais investimentos em políticas sociais. Qual é o caminho?”, questionou Marcello Corrêa no início do debate.

Sergio Fausto disse que não é segredo para ninguém o problema fiscal do país e que precisa ser enfrentado com urgência, mas com uma perspectiva de longo prazo. “Temos um problema de baixo crescimento que se arrasta há 40 anos. A renda per capita do país cresceu 1,2%, na média dos últimos 40 anos, que é um crescimento muito baixo. Não existe uma única solução, há um menu de soluções. E há um problema político no país de como se constrói os consensos para enfrentar o problema de reconstruir um regime fiscal sustentável ao longo do tempo e resolver o problema da produtividade e, portanto, do crescimento”, apontou.

Luiz Felipe D´Avila elencou algumas medidas a serem realizadas pelo próximo governo para realizar o ajuste fiscal. “No período de final de outubro de 2026 a início de janeiro de 2027, é a hora que precisaremos aprovar as medidas mais difíceis do Brasil, porque tem um Congresso que parte não vai voltar, porque não foi reeleito, e a parte que se elegeu e ainda não assumiu. Este é o momento de apresentar um pacote de medidas duras”, declarou.

Para o ajuste fiscal ser bem-sucedido, Felipe D´Avila cita outras medidas a serem implementadas como corte de subsídios, aproveitar o imposto sobre a exploração futura do pré-sal e utilizá-lo para abater dívida e acabar com a indexação do salário-mínimo dos benefícios sociais. “Não tem ajuste fiscal se o salário-mínimo continuar sendo usado como indexador de benefício social. A conta não fecha”, enfatizou.

Felipe Cabral observou que no dia anterior do evento outros painelistas também mencionaram a importância do ajuste fiscal. “O país do ponto de vista político está fragmentado e isso é uma realidade da última década”, concluiu.

Painel 6: IA em Relações com Investidores e as tendências discutidas no exterior
O painel 6 contou com a moderação de PH Zabisky, CEO da MZ; e as apresentações de Daniel Dias, manager of Solution Consulting para América Latina da Workiva; Pedro Tadeu Teixeira Lourenço, gerente de Finanças Corporativas e Relações com Investidores da EZTEC Empreendimentos e Participações S.A.; e Vicente Gioielli, sócio do escritório Cescon Barrieu Advogados. Os especialistas compartilharam experiências, discutiram as principais tendências observadas nos mercados internacionais e apresentaram reflexões sobre os impactos da Inteligência Artificial na evolução da área de Relações com Investidores.

Durante o debate, foi destacada a transformação do papel do profissional de Relações com Investidores diante do avanço da Inteligência Artificial. A tecnologia pode automatizar atividades operacionais, como análise de dados, organização de informações e elaboração de conteúdos, permitindo que os profissionais direcionem mais tempo para atividades estratégicas, relacionamento com investidores e construção de narrativas. Nesse contexto, o moderador PH Zabisky declarou: “Empresas e profissionais não morrem apenas por fazerem coisas erradas, mas por fazerem as mesmas coisas durante tempo demais”.

Os participantes também discutiram aplicações práticas da Inteligência Artificial na rotina das áreas de Relações com Investidores. Entre os exemplos apresentados estiveram a análise de grandes volumes de dados, como informações da base acionária e relatórios de concorrentes, além do uso da tecnologia para apoiar treinamentos de equipes a partir da gravação de calls de resultados, permitindo avaliar aspectos como clareza da comunicação e tom de voz. Sobre a transformação proporcionada pela tecnologia, Pedro Tadeu Teixeira Lourenço comentou: “A pergunta que todos RIs têm que se fazer: O que eu vou entregar ou desenvolver de valor com o tempo que a IA está me devolvendo?”.

Outro ponto abordado foi a necessidade de integração e organização das informações corporativas. Os especialistas destacaram a importância de plataformas capazes de reunir dados financeiros e não financeiros, garantindo rastreabilidade, consistência e auditabilidade. Daniel Dias destacou que a velocidade proporcionada pela IA exige também processos de validação e conferência das informações, afirmando: “Hoje a gente fica caçando números. Com a velocidade que ganhamos é possível validar se aquele número está correto. Errar não é mais uma opção”, mencionou.

A discussão também abordou os riscos relacionados ao uso da Inteligência Artificial, especialmente no tratamento de informações confidenciais. Foi ressaltado que o uso de ferramentas públicas de IA sem controles corporativos, o que pode representar riscos de exposição de dados, tornando necessária a adoção de ambientes seguros e políticas internas para utilização da tecnologia. Sobre a responsabilidade no tratamento de informações confidenciais, Vicente Gioielli afirmou: “Uma informação confidencial é confidencial em qualquer lugar. Não tem como você colocar a culpa na IA hoje”.

Além da segurança das informações, os participantes destacaram o risco das chamadas “alucinações” da IA, quando a ferramenta apresenta informações incorretas com aparência de veracidade. Nesse cenário, a revisão humana permanece fundamental, principalmente na elaboração de comunicados e documentos oficiais das companhias. O debate reforçou que a adoção da tecnologia deve estar acompanhada de governança, controles e responsabilidade dos profissionais que utilizam as ferramentas.

Por fim, foram discutidas tendências para o futuro da área de RI, incluindo a adaptação dos conteúdos corporativos para mecanismos de busca baseados em Inteligência Artificial, conceito associado ao GEO (do inglês, Generative Engine Optimization). A necessidade de produzir informações estruturadas e confiáveis para que as companhias sejam corretamente identificadas e apresentadas pelas ferramentas de IA foi apontada como um novo desafio para os profissionais de Relações com Investidores. O painel reforçou, assim, que a evolução tecnológica não elimina a importância do profissional de RI, mas amplia a necessidade de atuação estratégica, capacidade de análise, relacionamento e atenção à qualidade e à segurança das informações divulgadas ao mercado.

Painel 7: Os novos desafios do mercado de capitais
Lideranças e especialistas do setor compartilharam suas perspectivas sobre os principais desafios, tendências e oportunidades que impactam empresas, investidores e profissionais da área no painel que encerrou o evento. O painel foi moderado por Fernando Foz, presidente do Conselho de Administração do IBRI, e Luis Henrique Guimarães, presidente do Conselho Diretor da ABRASCA, e contou com as participações de João Cox, sócio-fundador da Cox Investimentos & Consultoria, e Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco Holding.

“Sofremos hoje um grande desafio com as taxas de juros, dificuldades regulatórias e de previsibilidade. O Brasil sofre também com a competição ilegal por meio da intromissão do crime organizado. Isso afugenta capital e a capacidade de empreender”, ressaltou Luis Henrique Guimarães, presidente do Conselho Diretor da ABRASCA, ao falar sobre a importância de se debater os novos desafios do mercado de capitais.

Fernando Foz iniciou o painel agradecendo a disponibilidade de Milton Maluhy e João Cox participarem do evento e enfatizou: “aproveitem e desfrutem deste momento com dois expoentes do mercado”.

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco Holding, salientou a importância da agenda de Relações com Investidores para a instituição financeira e citou alguns pilares que são fundamentais para a gestão. “O primeiro é estar próximo do investidor, independentemente de ele ser institucional ou pessoa física; o segundo é a transparência, ou seja, contar o que deve ser contado e responder ao que precisa ser respondido, porque o investidor é preparado”, declarou.

Milton Maluhy também destacou a importância de se dominar a estratégia da companhia – ou seja, saber articular os rumos do negócio em um mundo em profunda transformação –, bem como a de construir reputação e credibilidade. “O investidor quer previsibilidade. Isso não significa que o seu resultado deva ser bom em todos os trimestres, mas ele busca previsibilidade e quer ver que o management da companhia tem as alavancas nas mãos, sabe para onde o negócio está indo, consegue antecipar eventos e evitar o efeito surpresa”, enfatizou. Luis Henrique Guimarães comentou que o Itaú é uma referência de mercado.

"A experiência mais rica para um CEO é participar de reuniões de RI com o mercado. Você conversa com analistas competentes e preparados que olham para a sua empresa de outra forma: eles não têm as suas informações internas, mas comparam a companhia com concorrentes, acompanham indicadores-chave de desempenho (KPIs) e fazem perguntas provocadoras. Isso gera reflexões valiosas", afirmou João Cox.

João Cox defendeu uma maior valorização da área de RI e disse que o setor deve fazer parte da agenda estratégica do Conselho de Administração. “O Conselho deveria participar de reuniões de RI para beber direto da fonte o que o mercado realmente quer ou pensa da empresa”, concluiu.

O 27º Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais contou com os seguintes patrocinadores: Diamante – Itaú Unibanco; Ouro – Banco do Brasil, Bradesco, Vale e Valor Econômico; e Prata – B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), Deloitte, MZ Group e Pinheiro Neto Advogados. Apoio especial: blendON, Cescon Barrieu Advogados, Fitch Ratings, Grupo Report, TheMediaGroup e Workiva. Parceiros de Mídia: Portal Acionista e Revista RI. Organização: SB Eventos.

Além disso, teve o apoio institucional das seguintes entidades: Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP); Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC); Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA); Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD); Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (APIMEC Brasil); Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP); Instituto de Auditoria Independente do Brasil (IBRACON); e Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).

Para mais informações, basta acessar: https://encontroderi.com.br/


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