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FERNANDO FOZ DE MACEDO É O NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO IBRI

O Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) elegeu presidente e vice-presidentes para o biênio 2026-2027. Fernando Foz de Macedo foi eleito presidente do Conselho de Administração. Bruna Gambôa e Lícia Rosa foram eleitas vice-presidentes.

Fernando Foz de Macedo substitui Renata Oliva Battiferro, que presidiu o Conselho de Administração do Instituto no período 2024-2025. Renata Oliva Battiferro passa agora a integrar o Comitê Superior de Orientação, Nominação e Ética do IBRI.

“Registro meu agradecimento à Renata Oliva Battiferro, por uma gestão marcada pelo compromisso com as melhores práticas de governança corporativa na área de RI. Parabenizo igualmente os novos conselheiros, cuja chegada reforça a solidez e a diversidade de perspectivas do nosso Conselho”, afirma Fernando Foz de Macedo.

“Iniciamos esta nova gestão reafirmando o compromisso do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores com as melhores práticas de governança corporativa, a transparência, a ética e a perenidade institucional, conduzindo o Instituto com visão estratégica e elevado padrão de conduta”, enfatiza Fernando Foz.

“Esta nova etapa será conduzida com foco em iniciativas relevantes, inovadoras e tempestivas, em permanente sintonia com as decisões e a evolução do mercado”, conclui Fernando Foz.

“Parabenizo Fernando Foz, eleito presidente, Bruna Gambôa e Lícia Rosa, eleitas vice-presidentes, bem como os demais membros eleitos para o Conselho de Administração do IBRI, desejando pleno êxito no mandato. Estou confiante de que o novo Conselho dará continuidade ao fortalecimento da governança do Instituto, à evolução das práticas de Relações com Investidores e ao desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro”, declara Renata Oliva Battiferro.

Breve currículo
Fernando Foz de Macedo possui sólida trajetória no mercado financeiro, com 24 anos de experiência no Itaú Unibanco e na Itaúsa. Ao longo de sua carreira, acumulou atuação relevante em áreas diretamente relacionadas ao mercado de capitais, com destaque para Relações com Investidores, Tesouraria e Assessoria de Mercado Aberto, além de Crédito e participação no Grupo de Privatizações, envolvendo processos de aquisição de bancos como Banerj, BMG, BEG, Banestado e outras empresas, além da fusão do Itaú com o Unibanco. Essa experiência contribuiu para o relacionamento com analistas e investidores, a transparência das informações ao mercado e para o fortalecimento das práticas de governança.

No âmbito do IBRI, participou como membro do Conselho de Administração no biênio 2020-2021, com atuação ativa nas discussões e iniciativas do Instituto. Contribuiu com visão técnica e estratégica sobre Relações com Investidores, regulação, mercado de capitais e comunicação com investidores, apoiando o desenvolvimento e a disseminação das melhores práticas da atividade no Brasil.

Bruna Gambôa é superintendente de Relações com Investidores na CSU Digital e possui 18 anos de experiência profissional, sendo 14 dedicados à área de Relações com Investidores. Atuou em empresas de capital aberto de diferentes setores e em fundos de investimento, com foco em RI, estruturação de operações financeiras, comunicação corporativa e mídias sociais. Entre 2007 e 2012, trabalhou na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), participando da análise de ofertas públicas de ações e de dívida.

Lícia Rosa é head de Relações com Investidores da Itaúsa, possui mais de 15 anos de experiência na área de Relações com Investidores, com atuação nas empresas Rede (2010-2013), Itaú Unibanco (2013-2023) e Itaúsa (2023-atualmente). Sua experiência está concentrada em iniciativas voltadas às melhores práticas de transparência no mercado de capitais e no relacionamento com acionistas, investidores e analistas. Foi reconhecida em 2023 como Melhor Profissional de RI Large Cap (Prêmio APIMEC IBRI) e, em 2025, como a terceira Melhor Profissional de RI no setor financeiro não bancário da América Latina, segundo a Extel/Institutional Investor.

Conselho de Administração
Em ordem alfabética, os eleitos para o Conselho de Administração do IBRI para o biênio 2026-2027 foram: André Vasconcellos; Augusto Vilela; Bruna Gambôa; Danilo Herculano Andrade da Silva; Fernando Foz de Macedo; Gustavo Lopes Rodrigues; Lícia Rosa; Luciana Oliveti Chiminazzo; Marcus Thieme; Marina Miranda; Natasha Utescher; e Roberta Varella.

Conselho Fiscal
Em ordem alfabética, os eleitos para o Conselho Fiscal do IBRI para o biênio 2026-2027 foram: Felipe Clemente; Luis Navarro; e Marcos Badollato.

Acompanhe a seguir entrevista com o novo presidente do Conselho de Administração do IBRI:

IBRI: Na sua opinião, quais são as forças do IBRI? 

Fernando Foz: O IBRI completará 30 anos de atuação em 2027, apoiando e desenvolvendo o profissional de Relações com Investidores, bem como atuando junto a entidades e empresas participantes direta ou indiretamente do mercado de capitais. Dentre as principais forças do IBRI, eu cito: valorizar, apoiar e formar o profissional de RI mostrando a importância dele dentro da estratégia da empresa, disseminar boas práticas de governança corporativa (princípios que asseguram ética, transparência, equidade em decisões responsáveis, sustentáveis e que permitam perenidade ao negócio), além de parcerias e convênios com órgãos do mercado e entidades reguladoras contribuindo com o debate.

IBRI: Qual é sua expectativa para trazer mais associados para o Instituto? 

Fernando Foz: Acredito que o profissional de RI se tornou extremamente estratégico dentro de uma companhia no decorrer dos últimos anos. Temos que cada vez mais dar visibilidade a essa profissão por meio da atuação do Instituto. Primeiramente, levar informação ao profissional, realizar seminários, apresentações, cursos e eventos. O mundo está em constante transformação e nós temos que acompanhar. Temos que nos comunicar com os diversos RIs, desde os mais novos aos mais experientes de forma tradicional, mas também utilizando mais tecnologia (Inteligência Artificial), levando conteúdo adequado a cada público. Temos que continuar incentivando a CPRI (Certificação do Profissional de Relações com Investidores), além de auxiliar o profissional a ser uma referência estratégica dentro da companhia. O profissional tem que sentir que não se associar ao IBRI pode ser uma perda de custo de oportunidade. O IBRI deve ser percebido também como um alavancador de carreira, ou seja, um Instituto que ajuda o profissional a evoluir. Assim, se associar seria não só um gesto institucional, mas também uma decisão estratégica de carreira, reputacional e técnica.

IBRI: Como será o trabalho do Conselho de Administração com o diretor-presidente?

Fernando Foz: Vejo a gestão do IBRI estruturada sobre uma atuação clara, complementar e colaborativa entre o Conselho e o Luiz Roberto Cardoso, diretor-presidente do Instituto, em linha com as melhores práticas de governança. O Conselho define as estratégias do Instituto zelando sempre por sua perenidade. Para isso se faz necessário um constante fortalecimento dos pilares de ética, transparência, integridade, inovação, acompanhando sempre de perto o ambiente regulatório e as práticas de mercado que impactam a atividade de RI. O Conselho de Administração mira a perenidade, ou seja, tem que ter uma forte visão de longo prazo. Já o diretor-presidente tem papel central na execução da estratégia definida pelo Conselho. Ele deve ter em sua missão a entrega consistente de valor à comunidade de Relações com Investidores. A proximidade do Conselho de Administração com o diretor-presidente é de extrema importância para o sucesso do Instituto em sua missão. A relação próxima e estruturada assegura a agilidade nas decisões, disciplina nas execuções e uma capacidade rápida de adaptação às transformações do mercado.

IBRI: Como você avalia o RI ter se tornado cada vez mais um profissional estratégico dentro da companhia? Como o IBRI vai ajudar os RIs nesse sentido?

Fernando Foz: Avalio de forma positiva, e acredito que cada vez mais o interlocutor com o mercado terá papel relevante dentro de uma companhia. É preciso deixar claro para a administração, que o RI não é somente aquele que divulga números e se comunica com o mercado, mas sim aquele que traz uma leitura dos stakeholders para a estratégia da companhia. O RI se torna estratégico quando entra em temas que são importantes para a presidência executiva e para o Conselho de Administração. Ser estratégico para mim não é decidir, mas sim influenciar com propriedade (conhecimento). Estratégia exige proximidade com quem decide. Por que não pensar grande, a vivência no cargo de Relações com Investidores como sendo um relevante diferencial para futuros conselheiros? Podemos falar do RI estratégico como aquele que é o guardião da credibilidade, da narrativa e da confiança da empresa.

IBRI: Que temas acredita que estarão na agenda do RI neste ano. E como o IBRI vai ajudar os profissionais de RI a enfrentar os desafios da profissão?

Fernando Foz: O mercado é muito rápido. Alguns assuntos surgem e permanecem, enquanto outros são temporários. O profissional de RI tem que buscar ter iniciativas, ou seja, tem que se preparar, e se adaptar rapidamente para um assunto que surja e seja importante para a companhia e para o mercado. Tem um tema que está muito em evidência e não tem mais volta que é a tecnologia. Ela é muito importante e se bem usada é extremamente benéfica, mas ela pode ser perigosa na atividade de RI. O que eu quero dizer, é que as companhias estão incorporando ferramentas modernas e soluções baseadas em Inteligência Artificial, capazes de dar agilidade nas respostas, ampliando a eficiência e a profundidade analítica, todavia, jamais substituirão o valor essencial do relacionamento humano, do diálogo e da proximidade entre os profissionais do mercado. Este ano nosso país será marcado por eleições, o mundo por rearranjos geopolíticos relevantes e por um fluxo de capital cada vez mais seletivo, em que investidores buscarão previsibilidade, reputação institucional e qualidade de governança. Nesse sentido, o profissional de RI terá papel fundamental nessa relação, ou seja, de traduzir contextos complexos em narrativas claras, consistentes e confiáveis, capazes de conectar a visão de longo prazo das companhias às expectativas de um mercado mais atento ao risco e a oportunidades. Diante disso, o IBRI deve procurar dar o máximo suporte ao profissional de RI por meio de suas iniciativas, de forma a contribuir para sua preparação para o novo ciclo. O IBRI tem que evoluir de um centro de formação e debate para um centro de influência estratégica no mercado de capitais, antecipando tendências, qualificando o debate e reposicionando o profissional de Relações com Investidores, de acordo com as novas necessidades do mercado e cada vez mais como peça-chave da estratégia das companhias.


Continua...